sexta-feira, março 31, 2006

TREINO COM BOLAS



A notícia mais "comentável" de ontem foi, sem dúvida, o fato de Parreira ter liberado o sexo para os jogadores na época da Copa. Ou seja, a rapaziada não vai poder usar a desculpa de que estava "nervosa" e "necessitada" se entrar pelo cano no mundial. Se bem que, agora eu me lembrei, Felipão proibiu terminantemente a boleirada de molhar o biscoito durante a Copa de 2002...e o Brasil foi campeão. Será que a abstinência sexual foi a principal causa daquele mundial fenomenal que Ronaldo fez? Sim, pois quando camarada está nas suas eternas raparigagens fica meio mofino, não faz gols, etc. Vai ver é isso. Então, nesse caso a gente corre o sério risco de se lascar na Alemanha, pois a energia dos nossos boleiros periga ser sugada (ops!) por outros meios. Se bem que o nosso principal atleta é o Ronaldinho Gaúcho e, em que pese a gorda conta bancária do rapaz, existe mulher no mundo a fim de dar pra ele?

quinta-feira, março 30, 2006

GROUND CONTROL TO MAJOR PONTES


A cobertura televisiva da viagem do primeiro brasileiro ao espaço foi engraçadíssima. Apenas três canais - Globo, Cultura e Band - deram bola à trip de Marcos Pontes todos à sua peculiaríssima maneira. A Vênus não estava nem aí: preferiu dividir a telinha entre a missão espacial e um modorrento Santa Cruz x Central. A Cultura preferiu mostrar por cacetadas de minutos a imagem do foguete - parado - enquanto os narradores não sabiam nem mais o que falar para "descrever" a intensa movimentação que se desenrolava na tela.
Mas o melhor momento ficou para a Band. Numa repentina virada editorial, o Programa do Leão passou a transmitir non-stop os preparativos para o embarque, inclusive com um link ao vivo para os familiares de Pontes. Quando o foguete subiu, o sensacional Gilberto Barros desandou a gritar, no melhor estilo galvanístico: "É o Brasil! É o Brasil! Brasil no espaço! Conseguimos!", para depois engatar um novelesco "Pontes é a prova de que os sonhos se realizam. Nunca desistam dos seus sonhos, minha gente!".
Ora, tecnicamente é uma história e tanto o fato de um brasileiro ir ao espaço, principalmente na companhia de astronautas dos dois países mais tarimbados no assunto: Estados Unidos e Rússia. Isso não se discute. O problema é quando a coisa é encarada ou com total indiferença, isso por conta de ignorância mesmo, ou com deslavado sensacionalismo patriótico. Esse último caso é até mais alarmante: toma-se como símbolo inequívoco de ascensão sócio-cultural do País o fato de um patrício estar lá no rabo do foguete, quando na verdade trata-se de um caso isoladíssimo de esforço pessoal (isso sim, para mim é a grande graça da parada toda). Em suma, eu fiquei feliz, sim, mas muito mais pelo tenente-coronel Pontes que pelo Brasil. É ele, e só ele que está lá em cima a pensar "planet earth is blue and there´s nothing I can do". Pelo Brasil, realmente, está difícil fazer algo...

segunda-feira, março 27, 2006

FOOLISH LOVER´S GAME




Hoje todo mundo acha que o supra-sumo da veadagem cinematográfica é Brokeback Mountain, e sábado eu me dei conta do quão obsoleta está essa turma. Foi quando tive a oportunidade de rever o filme mais absurdamente homossexual de todos os tempos: Top Gay, ops, Top Gun. Na vera, rapaziada: os caubóis iriam C-O-R-A-R ante a boiolagem que se desenrola no filme de Tony Scott e que versa sobre machíssimos pilotos de caça da marinha americana.

A história todo mundo conhece: Pete "Maverick" Mitchell (Tom Cruise) é um piloto talentoso mas ao mesmo tempo confuso e rebelde, sempre insurgindo contra a ordem, refletida em seus comandantes. Mandado à escola que cuida de treinar os "melhores para serem ainda melhores", a tal Top Gun, ele bate de frente com o também piloto Tom "Iceman" Kazanski (Val Kilmer), num conflito onde sobra tensão sexual (encaradas firmes, indiretas, etc). Os mais afoitinhos deduzem que Maverick está confuso com relação à própria sexualidade e que por isso é tão chucro. Para mim isso não significa muita coisa. O que eu acho mais engraçado é a imagem essencialmente gay que o diretor tenta passar em várias cenas, como naquela célebre onde Maverick e Goose (seu parceiro) estão jogando vôlei de praia contra Iceman e Slider (parceiro deste). É um desfile de corpos suados e de explícita "amostração", tudo embalado ao som de uma música em cujo refrão se ouve "I´ll be playing with the boys".

Também há várias cenas em que a estética homoerótica dá as caras, como na hora do banho (todos de toalhinha na cintura, como o personagem Wanderney, do Casseta & Planeta). Sim, mas aí você me diz: "Pô, o cara pegou a gatinha do filme!". Ainda bem, pois se eu tivesse visto o filme pela primeira vez depois de adulto pensaria sinceramente que ele fosse se esbaldar nos braços de Iceman ao som de "Take My Breath Away".

Como bom xereta eu pesquisei sobre o assunto e me dei conta de que essa aura gay em torno de Top Gun é uma coisa meio mitológica na indústria do cinema. E achei num site ótimas frases em que a galera A-R-R-A-S-A:


Hey man we could of had him! Hey we could of had him man!

I was invaded!

Move your ass get up here! I'm engaged!

Woods been hit! Woods been hit, shit, Woods been hit!

Ok Wood I'm taking the lead

You up for this one Maverick?

No, no, no - there's two O's in Goose boys!

Okay Mav, lets turn and burn! (Essa é ótima...)

We're in his Jet Wash!

He's going vertical, then so am I! (Muito boa também...)

Get your butts above the hard deck. (Uma das melhores...)

I'm not going to sit here and blow sunshine up your ass.

Bullshit ten minutes! This thing will be over in two minutes - get on it!

Hard deck my ass, we nailed that son of a bitch!

Splash that sucker, yeah!

'Goose whose butt did you kiss to get in here?'... 'The list is long but distinguished'

"You can be my wingman anytime".... "Bullshit, you can be mine"

I want somebody's butt, I want it now, I've had it! (Caraca...)

And the killer line:
God it that's twice, I want some BUTTS!!!

sexta-feira, março 24, 2006

TÁ A FIM DE CHORAR?

Então clique no link abaixo e veja quanto do seu suado dinheirinho se esvai em impostos.

http://www.contribuintecidadao.org.br/olhoImposto/

quinta-feira, março 23, 2006

APENAS UM CHATO


À medida que os anos vão passando eu vejo que estou me transformando num chato. Um dos maiores sintomas dessa senilidade precoce é minha indignação com relação às pequenas coisas, pois com as grandes eu nem perco mais o meu exíguo tempo. O exercício felipeano de chatice de hoje é relativo a Luis Fernando Veríssimo e seu consciente mau uso de palavras e definições históricas. Podem ler, está lá no Diario de Pernambuco de hoje o seu artigo "Times" no qual versa sobre uma hipotética pelada em que as equipes se alinhariam de acordo com a posição ideológica.

Começa com a indefectível balela segundo a qual "esquerda" é libertação e virtude, já o termo "direita" significa atraso e maldade quase que genéticos. Incrível que uma pessoa minimamente letrada ainda pense assim, só posso acreditar que é maldade consciente. Bom, mas vamos adiante. Segundo Veríssimo, o personagem Renê, que tenta a todo custo - e sem sucesso - arregimentar pessoas "de direita" para o seu time, é um "reacionário assumido". Outro absurdo, pois o termo reacionário significa, de acordo com o Houaiss "relativo, referente ou favorável à reação". Mas o próprio dicionário, antenado com a modernidade, esclarece que o termo também pode significar, à luz dos novos tempos, "hostil à democracia, antidemocrático; que se opõe a idéias voltadas para a transformação da sociedade; aquele que defende princípios ultraconservadores, contrários à evolução política ou social". Sei...quer dizer então que um militante socialista que brande camisas de Che Guevara, chama Fidel de "presidente" e se nega a comentar sobre os mortos do regime é um paladino da democracia? Ah, bom, então o Veríssimo deve ter acertado. Eu devo ser mesmo um chato.

Mas vá lá. Mais à frente, depois que o pobre do Renê recebe cacetadas de "nãos" dos amigos - todos se recusando a admitir que são "de direita" - eis que surge o Alemão, um rapaz assumidamente "reacionário" que segundo Luis "até retrato de Hitler tinha em casa". Esse é um erro histórico que nem amebas instruídas cometem. Adolf Hitler, como bem se sabe, era um nacionalista paranóico, mas qual era a fundamentação político-ideológica de seu ideário? O socialismo. Sem maiores comentários.

Verissimo até que tenta dar um verniz de igualdade ao negócio todo, uma vez que o Mota, "o mais petista de todos" e incumbido de montar o time da esquerda, também encontrava dificuldades em achar quem se dispusesse a jogar com ele. O autor quer, com isso, incorrer naquela outra balela: a de que não existe mais esquerda e direita. Menos mal é o enunciado não ser totalmente falso, uma vez que no Brasil só existe esquerda de um lado e coronéis de mente atrasada - que eu recuso a chamar de "direita" na acepção da palavra - do outro. Mas essas pretensas boas intenções de Verissimo não colam. Seria muito mais honesto da parte dele dizer os atletas de direita têm vergonha de sê-lo por conta da hegemonia de esquerda existente na classe média, e que os esquerdistas estão pra lá de perplexos por conta dos acontecimentos perpetrados pelo governo que veio libertar o Brasil.

É ficção, eu sei. É brincadeira, também sei. Eu gosto de Luis Fernando Verissimo, tenho cacetadas de livros dele. Mas é que certas coisas "pequenas" não passam mais incólumes pela minha chatice.

terça-feira, março 21, 2006



Foi a partir da leitura de um livrinho interessante “A Arte de Produzir Música” (não me perguntem pelo autor, esqueci o livro em casa e não me lembro o nome do camarada) que eu parei para, pela primeira vez na vida, fazer uma lista relativa a um assunto no qual eu me amarro: produtores musicais. Sim, aqueles camaradas que teoricamente têm apenas a função de apertar os botõezinhos, mas que acabam sendo imprescindíveis para que certos discos se tornem clássicos. O trabalho do bom produtor, de acordo com depoimento do hors concours George Martin dado no livro, é dirigir o artista e não deixar que ele perca o foco e se esvaia em delírios de estúdio (coisa que, para quem produziu os Beatles, ele deve ter feito muito bem). Steve Albini, guru da nova geração de produtores, tem uma opinião bastante pé-no-chão: “Ninguém entra numa loja de discos pedindo pelo novo trabalho do produtor tal e do engenheiro de som tal. As pessoas querem é o ARTISTA, então é bom o produtor saber o seu lugar”. O livro é bem bacana, e a minha listinha é a que segue, sem George Martin, claro. Senão vira covardia.

- RICK RUBIN (o sujeito da foto aí em cima) – É provavelmente o cara que fez mais coisas legais com artistas diferentes. Fundador da Def Jam e Def American, pilotou a mesa em discos clássicos como “Licensed to Ill” (Beastie Boys), “Blood Sugar Sex Magic” e “Californication” (Red Hot), “Reign In Blood” (Slayer), “Wildflowers” (Tom Petty), “Raising Hell” (Run DMC) , “Cash” (Johnny Cash, o clássico disco onde os Heartbreakers são a banda do véio) e “Electric” (The Cult).

- STEVE ALBINI – O homem por trás do amalucado Big Black produziu apenas dois discos de grande vulto mas com impacto devastador: Surfer Rosa, do Pixies, e In Utero, do Nirvana. Kurt Cobain chegou a se derramar para o sempre sisudo e problemático Albini dizendo que aquele era o som que ele (Cobain) queria ter tirado em Nevermind.

- BRIAN ENO – Nunca fui muito fã das coisas dele como músico, mas como produtor o camarada manda bem: lapidou “Low”, de Bowie, vários discos do U2, Talking Heads e, reza a lenda, gravou as demos do Television que desembocaram em nada mais nada menos que o Marquee Moon.

- PHIL SPECTOR – Na tradicional hierarquia dos produtores musicais é o que vem logo abaixo de Sir George Martin. Talvez seja o personagem mais pirado (no bom e no mau sentido) da música pop. Primeiro por ter criado técnicas como o “Wall of Sound” e participado de gravações essenciais de artistas como Ronnettes, Beatles, Ramones, George Harrison (é de Spector a produção de All Things Must Pass). Depois por ser um maluco de carteirinha, respondendo inclusive por uma acusação de homicídio.

- ANDREW LOOG OLDHAM – “Apenas” produziu todos os grandes discos dos Stones.

- EDDIE KRAMER – O braço esquerdo de Jimi Hendrix (entenderam a piada?) era na teoria um mero engenheiro de som, mas à medida que o Negão foi evoluindo – e pirando – Kramer teve um papel fundamental no sentido de transpor para fita e viabilizar tecnicamente a avalanche de idéias do rapaz.

- QUINCY JONES – E falando em negão, taí um grande produtor no melhor estilo George Martin. Quincy é um ouvido refinadíssimo que cuidou nada menos do que criar a estética “Michael Jackson”, assinando a produção de Off the Wall, Thriller e Bad.

- NIGEL GOODRICH – “OK Computer”. Sem maiores comentários. Ele poderia se aposentar depois de ter produzido essa pedra.

- CHRIS BLACKWELL E LEE PERRY – Não que tenham trabalhado juntos, mas são os responsáveis técnicos pelo fato de o reggae ser bem gravado e palatável para ouvidos não-jamaicanos.

- ALAN PARSONS – Não foi bem um produtor na acepção da palavra, mas trabalhou como engenheiro de som em dois disquinhos bem fracos e pouco influentes: Dark Side of The Moon e Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band. Outro que morre com muita história pra contar...

- TED TEMPLEMAN – Criou o som do Van Halen, e esse som influenciou muita gente nos anos 80 até o comecinho dos 90. Também produziu vários discos de Van Morrison da fase pós-Astral Weeks.

- JIMMY PAGE – Peraí, ele é músico! Sim, músico de mão cheia, mas foi o responsável direto pelo som do Led Zeppelin, pois produziu TODOS os discos da banda.

- BUTCH VIG – Nos idos dos anos 90 eu o achava o máximo, o cara com quem eu gostaria de gravar um disco. Hoje vejo um monte de mamão nos discos que ele produziu. O som de bateria dele – que o mesmo em Nevermind e Siamese Dream, por exemplo – é sacal demais. De qualquer forma, por ter pilotado a mesa em obras tão marcantes ele entra na lista.


E OS PIORES PRODUTORES DE TODOS OS TEMPOS

- JEFF LYNNE – Criador supremo do som “creme-de-leite” e responsável pelos piores discos de Tom Petty (sim, o Full Moon Fever seria bom se ele não tivesse produzido), Bob Dylan e George Harrison. Lixo total.

- BOB ROCK – O nome já denota canastrice. Os genes do canadense estão espalhados por todos os discos de metal farofa dos anos 80: Motley Crue, Bon Jovi, Poison e The Cult (O Sonic Temple, produzido por ele, é um bom disco. O único problema é ter o “som” Bob Rock). Mas o grande trabalho dele foi o Álbum Preto do Metallica, no qual, justiça seja feita, conseguiu tirar o metal do gueto e alçá-lo à condição de gênero a ser ouvido em rádios.

sexta-feira, março 03, 2006

DE NOVO? SERÁ?




Quem tem medo do fracasso do Brasil na Copa da Alemanha? Será possível que um time em cuja linha de frente militam Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano pode obter um outro resultado que não seja o título? Como um escrete tão qualificado pode sucumbir à tentação de não ultrapassar a tênue linha que separa o favoritismo do sapato alto? São perguntas que a Imprensa e os torcedores brasileiros ainda não pararam para fazer a si mesmos. É que o clima de euforia por conta da qualidade técnica dos nossos atletas é tão grande que ninguém consegue vislumbrar outra coisa que não seja o hexacampeonato mundial. E isso é um erro crasso.
Eu, que não rasgo dinheiro e por isso não sou louco, também tenho a plena convicção de que o Brasil tem o melhor plantel do mundo e que por isso é franco favorito ao caneco. Mas muito me intriga o clima de “já ganhou” – acreditem, a nosso favor – que nossos próprios adversários alardeiam por aí. Para Maradona é o Brasil contra o resto do Mundo. Beckenbauer diz que é só esperar para ver quem pega a Canarinha na final da Copa. Zidane também engrossa o coro e afirma que todo mundo vai tentar correr atrás do nosso escrete. Nossa Imprensa não se cansa em decantar os feitos do tal Quarteto (às vezes Quinteto, não se esqueçam do Robinho) Fantástico em matérias que transcendem a simples confiança e apelam para uma inequívoca superioridade dos nossos boleiros com relação aos do resto do planeta. E o povão? Esse está nas nuvens. Ora, se o brasileiro veste a camisa e vai para rua até quando a Seleção joga o mais mequetrefe dos amistosos, imagine o que é para ele a perspectiva de ver seu time dar um show anunciado com antecedência em mais uma Copa?
Numa Copa do Mundo o Brasil sempre é favorito, jogando com Ronaldinho Gaúcho no auge da forma física e técnica ou com um obscuro e discutível Paulo Sérgio. Mas isso não significa que sejamos imbatíveis. A Seleção pode ter um assombroso poder de fogo do meio para frente mas tem uma defesa ainda sofrível e um goleiro que, se não compromete, também não inspira tanta confiança. E disso, minha gente, o mundo e Esperidião Amim estão carecas de saber. A confiança no Quarteto é tamanha que às vezes a gente esquece que existem outras seleções na Copa, e que um Van Nilsteroy pode aparecer para matar o Brasil depois de uma falha de Lúcio. Ou que um Henry pode subir sozinho, descoberto pela marcação que Roque Júnior NUNCA faz, e meter a redonda para dentro da nossa cidadela. Nós temos craques? Claro, mas seleções como as já citadas Holanda e França, além da sempre cabulosa Itália, da Alemanha e da Espanha também têm jogadores que podem decidir partidas. Sem contar com a Argentina, que tem para mim o melhor conjunto entre os times que disputarão a Copa.
Também não acredito na baboseira histórica segundo a qual o Brasil entra pelo cano quando chega a uma Copa como favorito e que, proporcionalmente, se dá bem quando vai desacreditado a um mundial. Tabus não têm, por motivos óbvios, qualquer embasamento científico. Mas não custa nada blindar a Seleção contra tanto favoristismo.
Por favor entendam: não se trata de urubuzar o Brasil. Eu torço e acredito piamente na possibilidade de trazermos de vez a Copa do Mundo para cá. Só não concordo com a lavagem cerebral que está sendo feita nas mentes de todo o planeta. Exceto, é claro, naquelas que estão por trás das seleções que podem rivalizar conosco no Mundial, pois elas conhecem nossos pontos fracos. E jogando a responsabilidade em nossas costas ficam livres para surpreender. Trata-se de um belo trabalho psicológico ao qual a comissão técnica da Seleção Brasileira deve ficar atenta. Teoria da Conspiração? Que seja. Em Copa do Mundo vale tudo e se a gente não se ligar entra pelo cano.