Na boa, eu enchi os saco dos radicais muçulmanos. Não dá mais para tolerar a selvageria e a ignorância travestidas de "crença" dessa gente. O episódio das charges do jornal dinamarquês Jyllands Posten (www.jp.dk) é um exemplo cabal de que, por muito pouco, esses camaradas estão dispostos a muito "muito". Infelizmente, e por conta de alguma espécie de anestesia moral, nos acostumamos a ser complacentes com as imagens dos indefectíveis encapuzados brandindo suas principais armas - o Alcorão e o AK-47 - e jurando de morte os "difamadores do profeta Maomé". Na realidade o mundo virou cabaré: Bush pode invadir o País que quiser, e os árabes têm salvo-conduto para declarar guerra ao Ocidente quando bem entenderem, e pelos motivos mais banais.
Imaginem vocês as trocentas pilhérias que são feitas em cima de Jesus - as piadas sobre Jesus não são ótimas? -, da Virgem Maria, de Deus (o Deus cristão, barbudão e branquelo), o escambau. Elas de longe não são motivo para qualquer guerrinha religiosa, aqui e na parte civilizada do planeta. Sim, aqui vai algo beeeem politicamente incorreto: os árabes são, de fato, atrasados no que diz respeito à democracia, às liberdades individuais e aos direitos humanos, em que pese a pecha de coitadinhos que eles historicamente carregam. Isso, claro, não é culpa do próprio povo, uma vez que ele é - desde que o mundo é mundo - solapado por tiranias religiosas. Mas você há de concordar que não é por causa disso que o mundo vai passar a mão na cabeça desses malucos, dispostos a "matar geral" sempre que sua crença for alvo de quaisquer críticas.
E é justamente por essa complacência da comunidade mundial que os camaradas estão aí, barbarizando. Complacência sim, pois os árabes têm sob os pés o tesouro pelo qual George Bush tanto baba e manda marines para o deserto, valendo o mesmo para os demais líderes ocidentais. A equação não é difícil de entender: de um lado os engravatados ávidos por petróleo, e do outro, os donos do chão onde está escondido o "ouro negro", com livre trânsito para empreender sua cruzada religiosa contra o Ocidente.
Os defensores da imagem de pobres coitados que os árabes carregam vão certamente evocar as Cruzadas propriamente ditas, a mão-de-ferro dos EUA sobre a região, o Estado de Israel, entre outras baboseiras. Nada justifica esse ódio desmedido ao Ocidente. A coisa é tão orquestrada que, ao invés de atacar o jornal que publicou as charges, os sujeitos começam a queimar as bandeiras do País que sedia o veículo, como se o Estado dinamarquês tivesse uma ideologia anti-árabe, e não como de fato ocorreu: um grupo de cartunistas de um pequeno jornal nos cafundós da gélida Dinamarca resolveu usar de sua habitual arma - o humor - para retratar supostas faces de Maomé. Coisa mínima, barulho máximo. E vem mais por aí, infelizmente.
As charges podem ser vistas aqui: http://skender.be/supportdenmark/MohammedDrawings.jpg
E para que não me acusem de sanguessuga, esse post foi baseado num ótimo texto do escritor Janer Cristaldo que eu li não me lembro onde, sobre a mesma celeuma.
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
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