quinta-feira, fevereiro 23, 2006

I´VE GOT TO BE A MACHOOOO!!!!!



Faço minhas as palavras do inimitável Quéops Negão em scrap que ele me mandou pelo Orkut: "quando a gente pensa que esse negócio não serve para nada acaba se surpreendendo ". O Orkut é, como bem se sabe, um antro de doidos e doidices de toda sorte, mas tem umas bizarrices que são mais divertidas que outras. É o caso da hilária comunidade "SEM CAMISA NO ORKUT=VIADO". Criada por um maluco lá, tem a nobilíssima função de desancar a rapaziada "fortinha" que sapeca fotos "másculas" e descamisadas em seus perfis. Parece simples e sem graça mas acreditem, é muito escroto. Os camaradas criaram um tal "Banco de Boiolas" onde pinçam os sujeitos e ranqueiam de acordo com o grau de veadagem. E o mais engraçado é ver os fortões doídos, entrando na comunidade para dizer "bando de gordos invejosos, vão malhar! Todo mundo quer ser forte!". O que torna a comunidade realmente engraçada é o fato de não haver homofobia no sentido literal da palavra. É tudo uma grande gréia, com um bando de gaiatos (muitas mulheres inclusive) tirando o maior sarro da cara dos "fortões". Quem tiver tempo dê uma olhada. É hilário ver figuras como Daniel Bombado e seu Bomba-Móvel, o carro movido a testosterona. Ui!!!!

Comunidade SEM CAMISA NO ORKUT=VIADO
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=636170

terça-feira, fevereiro 21, 2006

TOPICOZINHOS II



O show do U2 é um grande disco sendo repetido ao vivo, por isso prefiro falar de topicozinhos curiosos.

• Bono já foi mais macho. Ao invés de cair matando em cima da mulherada, preferiu dar uma bicota em...Adam Clayton! E quando finalmente catou lá uma fulana para cantar With Or Without You ficou se esquivando da dona. Se bem que ela partiu para decidir mesmo e o maleta-humanitário deve ter pensado na patroa em casa vendo tudo, por isso amarelou...
• O momento mais engraçado foi quando Bono, em mais uma de suas maletices integracionistas latino-americanas instigou a platéia a dizer “sim” para vários países do continente. Quando chegou a vez de “Un sí para Argentina!!!”, ouviu uma vaia colossal que o fez dar uma risada sem graça...
• The Edge é um monstro. É ele quem segura a peteca da banda ao vivo, sem sombra de dúvida. Sem contar o extremo bom gosto para instrumentos, proporcionado obviamente por muitas verdinhas no bolso: o camarada só “repetiu” uma guitarra no show todo. Foi uma bela sucessão de diferentes Les Pauls, Telecasters, Rickenbaker de 12 (só uma), Explorer (só uma), 335 (só uma) e Stratos.
• A versão “barzinho de Olinda” para Stuck In a Moment You Can´t Get Out Of ficou bacana. Foi a única vez em que eles arriscaram não tocar o repertório da forma como é gravado.
• Lá pelas tantas o telão imitou uma máquina caça-níqueis, onde apareciam rostos de celebridades. De repente parou mostrando Lula e Bush. Vaias, vaias e mais vaias. Para Lula? Para Bush? Ou para os dois?

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

TOPICOZINHOS




Não existe coisa mais chata do que um artista “engajado”, pois o sujeito acaba fatalmente trilhando dois caminhos perigosos: um é o de virar uma caricatura, algo como “lá vem o chato das causas humanitárias”. Outro é o de apoiar fuleiros e fuleiragens por pura falta de conhecimento das coisas. Para desespero total de quem milita no politicamente incorreto, Bono se enquadra com louvor e maletice nas duas categorias. Se ele soubesse para onde vai a grana que ele vai doar para o Fome Zero...
Pelo menos, entre uma maletada e outra, ele não dispensa duas grandes coisas dessa vida mundana: cerveja gelada e mulher bonita.

Cansei de Ser Sexy não é a oitava maravilha do mundo, mas é bem divertido. “Alala”, que eu conheci em Sampa – cortesia de Érika – é uma música muito escrota, e eu a estou escutando nesse exato momento.

Desfile do Tá Maluco é sempre uma boa prova de resistência física. Encontrar os abnegados de sempre (Lho, Balaio, Da Maia, Juliano e família, Samuel, etc) também é motivo de regozijo. E ainda trombei com...CARLÃO! Sim, ele mesmo! Detalhe: estava rodopiando sozinho e soprando um conduit (aqueles tubinhos em que você põe a fiação elétrica) amarelo. Normal, normal...

Dizem que Bono vai passar o Carnaval na Bahia com Zelberto Zel. Entre outras palavras: não se espantem se ele aparecer em cima de um trio elétrico, com roupa dos Filhos de Gahndi, cantando “Festa” com Ivetão. Ou alguém duvida que isso possa acontecer?

domingo, fevereiro 19, 2006

Nos idos dos anos 80 Luciano do Valle teve uma idéia de gênio: juntar grandes craques do passado no que seria a Seleção Brasileira de Futebol Master. E de repente, de uma hora para outra, estávamos vendo em ação mitos como Rivellino, Gérson, Luís Pereira, Edu e Cafuringa, jogadores “clássicos” cujos feitos só conhecíamos por livros, revistas, videoteipe e mitologia. Vale ressaltar que até Pelé jogou o primeiro Mundial Master organizado pelo narrador, e em cuja final perdemos para a Itália (os carcamanos disseram que foi a “vingança” por 1970).
Assistir ao show que os Rolling Stones fizeram ontem em Copacabana me fez lembrar automaticamente dos torneios de futebol master da antiga Rede Bandeirantes, hoje Band. Entendam: você vai ver os camaradas, sabe que eles já jogaram muita bola, escreveram seus nomes na galeria dos imortais, mas que não agüentam mais correr os 90 minutos, tudo por conta da implacável ação do tempo.
Os Stones entraram matando a pau com Jumping Jack Flash e eu me animei, crente de que o entusiasmo do meu post anterior sobre os caras seria cristalizado na forma de uma apresentação impecável. E como os craques do passado, eles correram pra valer nos minutos iniciais, ensaiariam jogadas de efeito, mostraram que a desculpa da “falta de entrosamento” é apenas para pernas-de-pau, pois os verdadeiros craques se comunicam por telepatia. Mas quando parte do palco se moveu até a rafaméia – as 3.500 pessoas que tiveram o privilégio de ficar na frente do palco principal foram os tais convidados vip - enquanto eles tocavam, se não me engano, “Miss You”, já deu para perceber sinais de cansaço nos velhinhos, principalmente em Keith Richards e num inexplicavelmente morgado Ron Wood. Seguiu-se então um show levado em banho-maria, com os músicos errando aqui e acolá e Mick Jagger tentando compensar com mugangas mil a falta de voz que se anunciava. Keith chegou a tocar Midnight Rambler sentado no tablado da bateria, visivelmente estafado. Quando fecharam com Satisfaction era visível o sentimento de “acaba logo!” nos músicos. Não se pode reclamar que os Stones não são profissionais – e o são ao extremo – mas é que o gás acabou antes do tempo.
Tecnicamente o show é perfeito, tudo é cronometrado e funciona às mil maravilhas. Mas o que eu acho complicado é exigir que vetustos senhores na casa dos 60 anos façam um concerto de rock de mais de duas horas sem deixar a peteca cair no que diz respeito à adrenalina. Luciano do Valle enxergou o óbvio: nos campeonatos de futebol master os jogos tinham dois tempos...de vinte e cinco minutos cada. Tudo para que os craques do passado pudessem nos brindar com grandes jogadas, e sem nos dar o desprazer de vê-los tropeçando nas próprias línguas.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

AI QUEM GÉT NÔ!!!! SARESFÉCXON!!!!!



Uma pausa na política internacional, afinal de contas esse veículo se propõe a versar sobre música e fuleiragem. As discussões estava ficando sérias demais, então antes que entremos em sérias dificuldades existenciais por conta das mazelas do mundo globalizado vamos às coisas realmente importantes para o bom funcionamento da nossa cuca. Amanhã os Rolling Stones estarão tocando de graça – eu disse DE GRAÇA – nas areias da praia de Copacabana, num show sem precedentes na História. Sim, nem o Live8 e muito menos o Galo da Madrugada conseguiram a façanha que está prestes a acontecer no Rio: dois milhões de pessoas reunidas em torno de um espetáculo musical.A pergunta é simples: ainda teriam os Stones essa bola toda para correr o mundo com uma turnê megalômana? Em princípio, uma resposta positiva que fosse dada tendo em vista a quantidade de pessoas que vão ao show poderia ser rebatida com o seguinte argumento: “é de graça, meu filho!”. Mas eu discordo. Esses porras desses véios continuam impressionantemente com bala na agulha. Se tem uma banda que entendeu bem o que significa “envelhecer com dignidade” são os Rolling Stones. Eles são milionários, já deram sua contribuição para o bem-estar da humanidade (leia-se “Exile On Main Street”, o melhor disco de rock de todos os tempos, “Sticky Fingers”, “Her Satanic Majesties Request”, entre outros) e podiam muito bem curtir suas gordas aposentadorias em ilhas privadas mundo afora. Mas resolveram continuar a tocar juntos, gravar discos fazer turnês. Sim, muitos artistas veteranos o fazem, mas nenhum com o desencano dos Stones. Ver o Pink Floyd tocando “Confortably Numb” no Live8 dá um sono danado, mas quando Keith Richards manda o riff de Start Me Up – música que abre os shows dos caras há anos – você saca que o negócio é diferente, bem diferente.Mick Jagger ainda corre e rebola o tempo todo. Charlie Watts mantém a mesma base sólida de sempre, e com a discrição de sempre. Ron Wood é o coadjuvante perfeito para Keith, esse sim o grande showman da banda. Sim, eles estão velhos pra caralho, Mick e Keith parecem dois maracujás de gaveta, mas os caras ainda têm colhão para encarar – e deixar de cara – a platéia que for. Em suma, o Rio vai testemunhar aquele que certamente será o último show dos caras no Brasil. E vai ser um showzaço, podem acreditar.O primeiro show dos caras aqui, em 1995, foi um acontecimento para mim. Comprei birita e fiquei acompanhando em casa ao lado do meu saudoso pai, que também curtia os caras. Bebi até quase cair e quando acabou o show ainda fui tomar a saideira no meu quarto escutando...Stones. Vomitei até os bofes mas valeu a pena.Quem estiver atrás de opiniões abalizadas sobre o concerto da amanhã que procure nossa amiga Nahara Bauchwitz depois do final de semana. Eu a encontrei na sexta passada e ela me disse que foi uma das contempladas da promoção da Claro para ir ver os Stones no Rio, e na Área Vip, ao lado de todos os globais. Ela e mais sete pessoas em TODO O BRASIL. Garota de sorte? Não, de talento: ela bolou uma boa frase e vai ver os Véios com tudo pago.

Uma pausa na pol�tica internacional, afinal de contas esse ve�culo se prop�e a versar sobre m�sica e fuleiragem. As discuss�es estava ficando s�rias demais, ent�o antes que entremos em s�rias dificuldades existenciais por conta das mazelas do mundo globalizado vamos �s coisas realmente importantes para o bom funcionamento da nossa cuca. Amanh� os Rolling Stones estar�o tocando de gra�a � eu disse DE GRA�A � nas areias da praia de Copacabana, num show sem precedentes na Hist�ria. Sim, nem o Live8 e muito menos o Galo da Madrugada conseguiram a fa�anha que est� prestes a acontecer no Rio: dois milh�es de pessoas reunidas em torno de um espet�culo musical.

A pergunta � simples: ainda teriam os Stones essa bola toda para correr o mundo com uma turn� megal�mana? Em princ�pio, uma resposta positiva que fosse dada tendo em vista a quantidade de pessoas que v�o ao show poderia ser rebatida com o seguinte argumento: �� de gra�a, meu filho!�. Mas eu discordo. Esses porras desses v�ios continuam impressionantemente com bala na agulha. Se tem uma banda que entendeu bem o que significa �envelhecer com dignidade� s�o os Rolling Stones. Eles s�o milion�rios, j� deram sua contribui��o para o bem-estar da humanidade (leia-se �Exile On Main Street�, o melhor disco de rock de todos os tempos, �Sticky Fingers�, �Her Satanic Majesties Request�, entre outros) e podiam muito bem curtir suas gordas aposentadorias em ilhas privadas mundo afora. Mas resolveram continuar a tocar juntos, gravar discos fazer turn�s. Sim, muitos artistas veteranos o fazem, mas nenhum com o desencano dos Stones. Ver o Pink Floyd tocando �Confortably Numb� no Live8 d� um sono danado, mas quando Keith Richards manda o riff de Start Me Up � m�sica que abre os shows dos caras h� anos � voc� saca que o neg�cio � diferente, bem diferente.

Mick Jagger ainda corre e rebola o tempo todo. Charlie Watts mant�m a mesma base s�lida de sempre, e com a discri��o de sempre. Ron Wood � o coadjuvante perfeito para Keith, esse sim o grande showman da banda. Sim, eles est�o velhos pra caralho, Mick e Keith parecem dois maracuj�s de gaveta, mas os caras ainda t�m colh�o para encarar � e deixar de cara � a plat�ia que for. Em suma, o Rio vai testemunhar aquele que certamente ser� o �ltimo show dos caras no Brasil. E vai ser um showza�o, podem acreditar.

O primeiro show dos caras aqui, em 1995, foi um acontecimento para mim. Comprei birita e fiquei acompanhando em casa ao lado do meu saudoso pai, que tamb�m curtia os caras. Bebi at� quase cair e quando acabou o show ainda fui tomar a saideira no meu quarto escutando...Stones. Vomitei at� os bofes mas valeu a pena.

Quem estiver atr�s de opini�es abalizadas sobre o concerto da amanh� que procure nossa amiga Nahara Bauchwitz depois do final de semana. Eu a encontrei na sexta passada e ela me disse que foi uma das contempladas da promo��o da Claro para ir ver os Stones no Rio, e na �rea Vip, ao lado de todos os globais. Ela e mais sete pessoas em TODO O BRASIL. Garota de sorte? N�o, de talento: ela bolou uma boa frase e vai ver os V�ios com tudo pago.
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quarta-feira, fevereiro 15, 2006

BOOOOORN IN THE USA!!!!!

A pedido do meu grande amigo Fábio “Lapa” Araújo, topo levantar uma discussão interessante: você odeia os Estados Unidos da América? Vá a uma reunião de pessoas bonitas, descoladas e “de esquerda” em algum maracatu da vida e você vai ouvir os “sim” mais retumbantes da História. Tente repetir a pergunta numa típica reunião de mauricinhos e patricinhas nos festivais de verão da vida e a resposta vai ser diferente: “claro que nããããõ!”.
Como a idiotice e a falta de senso crítico dos dois grupos é bem parecida não poderia se esperar coerência nas respostas. Tudo bem, você tem o direito de amar ou odiar quem quiser, desde que não o faça baseado em preconceitos tacanhos, informações deturpadas, entre outros.
O fato é que os Estados Unidos não devem ser idolatrados nem odiados. No mínimo devem receber moções de apoio ou repúdio por fatos perpetrados ao longo da História. No primeiro caso vai aquilo que os mauricinhos-cabeça-oca não sabem porque não lêem nada, e que os esquerdistas-de-profissão se negam a ver por lerem as coisas erradas: o mundo deve aos americanos centenas de milhares de progressos tecnológicos, medicinais, políticos e culturais (sim, culturais!) que facilitam e deleitam nossas vidas até hoje. Por outro lado, é um fato que os camaradas lá de cima já vacilaram muito em nome do ideal de “freedom” deles. Já mataram, já promoveram golpes, invasões, terrorismo de Estado, entre outras coisinhas. Simples: como todas as nações com um mínimo de representatividade (no caso deles é uma puta representatividade) e historicamente movidas pela economia de mercado, os Estados Unidos têm suas manchas e seus momentos de glória.
Mas porque raios o anti-americanismo (porra, é com ou sem hífen?) está tão em voga nos dias de hoje? Eu noto que a história vem antes mesmo do 11 de setembro, pois já vi um monte de gente - é sério o que eu vou falar - dizer que ficou contente ao ver os Boeing da American Airlines se estabacarem no World Trade Center. É, minha gente, 3 mil inocentes morreram naquela parada e ninguém “esclarecido” e “cabeça” demonstrou indignação, primeiro porque ficaram, no íntimo, maravilhados com a ação dos terroristas no até então impenetrável território americano. Segundo porque chega aos píncaros do politicamente incorreto demonstrar solidariedade aos EUA, qualquer que seja a questão.
Claro que George W. Bush não ajuda em nada na tarefa de amenizar esse ódio todo. O cara não é simpático, tem notória dificuldade para se expressar, nenhum lastro intelectual e por aí vai. Claro que as sucessivas recusas em obedecer às resoluções da ONU também não contribuem, digamos assim, para que os EEUU (essa é das antigas, hein?) sejam tidos em boa conta. E, obviamente, as aventuras militares de Bushinho também não têm repercussão positiva mundo afora. Mas o desprezo gratuito pelos EUA me parece mais uma dessas premissas de esquerda que têm de ser dogmaticamente seguidas pelas pessoas "esclarecidas". Remonto ao caso do post sobre os muçulmanos, que gerou tanta polêmica: não se trata de babar o ovo dos americanos, mas de olhar criticamente para o país, sem a cortina de fumaça do preconceito "esclarecido". Digo isso pois, em linhas gerais, quem odeia cegamente os americanos são as mesmas pessoas que não admitem que Fidel Castro é um ditador com uma enorme folha corrida de assassinatos nas costas (a Anistia Internacional estima que sejam 17 mil mortos pelo regime). E com esse nível de "argumentação" realmente fica difícil discutir. Bom, para resumir a parada: eu acho Bush um cagão, mas adoro os Beach Boys.

terça-feira, fevereiro 14, 2006


A CBF (Casa Bandida do Futebol, segundo a definição de Juca Kfouri) apresentou ontem o novo - e foderosíssimo - uniforme da Seleção Brasileira, com o qual vamos disputar a Copa da Alemanha. Parreira achou lindo, mas o público odiou: disse faltar "desenhos mais ousados" e "detalhes em verde", conforme li em algumas matérias. É o povo brasileiro, sempre maravilhado com macaquices e papagaiadas de toda espécie, quando deveria dar valor às coisas simples e belas da vida, como essa camisa aí em cima. Bom, mas o que mais me chamou atenção - isso na matéria que vi ontem no Jornal Nacional - foi a informação de que o uniforme tem detalhes ondulados na manga numa referência ao...calçadão de Copacabana! Sim, para os homens que comandam o nosso futebol este é o símbolo excelso de identidade nacional.

Não se pode, nem de longe, negar a influência cultural e política do Rio de Janeiro na criação de referências - nem sempre lisonjeiras - do Brasil no exterior. Politicamente por ter sido a sede dos dois reinados e a capital da República até 1960, quando Juscelino entregou Brasíilia. Culturalmente pela razões que todos nós conhecemos de cor: a geografia exuberante, o desencano do povo, o samba, o funk, a bandidagem, o Maracanã, Zico, Romário, Clarice Lispector, Noel Rosa, Tom Jobim, Carlos Lacerda, Ronaldinho, Chico Buarque, Villa-Lobos, Antônio Maria, Vinícius de Moraes, Cartola e tantos outros. Mas chega a ser desrespeitoso com a retumbante maioria de brasileiros não-cariocas deixar a cargo do Rio de Janeiro a tarefa de envergar o DNA do País no exterior.

Não sou sociólogo, antropólogo ou qualquer "ólogo" que o valha, nem tenho bagagem de leitura para me aprofundar nesse assunto. Mas por uma questão de bom senso (homenagem aos fãs do cigarro Free) é preciso reconhecer que o Brasil não tem "uma" identidade cultural, e sim um amontoado de culturas, costumes e valores tão diversos quanto sua geografia e as características étnicas do seu povo. Por isso, ao tacar um "calçadão de Copacabana" na camisa, a CBF ensejou a inserção de diversos outros símbolos nacionais. Já pensou uma camisa toda decorada com motivos como o Elevador Lacerda, um caboclo de lançaa, um gaúcho típico, uma tribo amazônica e uma foto da procissão do Círio de Nazaré? Acho que ficaria legal, principalmente se fosse com os "desenhos ousados" e "detalhes verdes" que o povo tanto pediu.
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quarta-feira, fevereiro 08, 2006

MUITO BARULHO POR NADA

Na boa, eu enchi os saco dos radicais muçulmanos. Não dá mais para tolerar a selvageria e a ignorância travestidas de "crença" dessa gente. O episódio das charges do jornal dinamarquês Jyllands Posten (www.jp.dk) é um exemplo cabal de que, por muito pouco, esses camaradas estão dispostos a muito "muito". Infelizmente, e por conta de alguma espécie de anestesia moral, nos acostumamos a ser complacentes com as imagens dos indefectíveis encapuzados brandindo suas principais armas - o Alcorão e o AK-47 - e jurando de morte os "difamadores do profeta Maomé". Na realidade o mundo virou cabaré: Bush pode invadir o País que quiser, e os árabes têm salvo-conduto para declarar guerra ao Ocidente quando bem entenderem, e pelos motivos mais banais.

Imaginem vocês as trocentas pilhérias que são feitas em cima de Jesus - as piadas sobre Jesus não são ótimas? -, da Virgem Maria, de Deus (o Deus cristão, barbudão e branquelo), o escambau. Elas de longe não são motivo para qualquer guerrinha religiosa, aqui e na parte civilizada do planeta. Sim, aqui vai algo beeeem politicamente incorreto: os árabes são, de fato, atrasados no que diz respeito à democracia, às liberdades individuais e aos direitos humanos, em que pese a pecha de coitadinhos que eles historicamente carregam. Isso, claro, não é culpa do próprio povo, uma vez que ele é - desde que o mundo é mundo - solapado por tiranias religiosas. Mas você há de concordar que não é por causa disso que o mundo vai passar a mão na cabeça desses malucos, dispostos a "matar geral" sempre que sua crença for alvo de quaisquer críticas.

E é justamente por essa complacência da comunidade mundial que os camaradas estão aí, barbarizando. Complacência sim, pois os árabes têm sob os pés o tesouro pelo qual George Bush tanto baba e manda marines para o deserto, valendo o mesmo para os demais líderes ocidentais. A equação não é difícil de entender: de um lado os engravatados ávidos por petróleo, e do outro, os donos do chão onde está escondido o "ouro negro", com livre trânsito para empreender sua cruzada religiosa contra o Ocidente.

Os defensores da imagem de pobres coitados que os árabes carregam vão certamente evocar as Cruzadas propriamente ditas, a mão-de-ferro dos EUA sobre a região, o Estado de Israel, entre outras baboseiras. Nada justifica esse ódio desmedido ao Ocidente. A coisa é tão orquestrada que, ao invés de atacar o jornal que publicou as charges, os sujeitos começam a queimar as bandeiras do País que sedia o veículo, como se o Estado dinamarquês tivesse uma ideologia anti-árabe, e não como de fato ocorreu: um grupo de cartunistas de um pequeno jornal nos cafundós da gélida Dinamarca resolveu usar de sua habitual arma - o humor - para retratar supostas faces de Maomé. Coisa mínima, barulho máximo. E vem mais por aí, infelizmente.


As charges podem ser vistas aqui: http://skender.be/supportdenmark/MohammedDrawings.jpg

E para que não me acusem de sanguessuga, esse post foi baseado num ótimo texto do escritor Janer Cristaldo que eu li não me lembro onde, sobre a mesma celeuma.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

É O MUNDIS




O Google Earth é a melhor invenção do homem, de longe. Nada pode ser mais útil e informativo, nem a revista Caras. É com essa engenhocazinha que você pode peruar por todo o mundis, vendo em detalhes sítios de diversas origens e importância histórica como o Reichstag, a Praça Vermelha, o Vaticano, o edifício Dakota, a casa em que morreu Martinho Lutero (para que porra um cara quer conhecer a casa em que morreu o reformista?), e por aí vai. Mas o bom mesmo é fuçar Los Angeles só para ver que Eddie Van Halen, Madonna, Geoge Clooney e Rod Stewart são quase vizinhos em Beverly Hills. Além disso dá pra ver a casa de Bob Marley em Hope Road, Kingston, o restaurante de Robert De Niro e o lugar onde Russel Crowe foi preso em New York. Coisas muito mais úteis e interessantes que essa baboseirada de História.

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