Voltei. O GG foi relegado a quinto plano por um tempo em virtude de um porrilhão de coisas, como o aumento absurdo de trabalho por aqui – aliado a uma encheção de saco normal nos blogueiros não-radicais – e em casa. Não, as coisas não mudaram: agora mesmo eu tô teclando com pressa para resolver mais uma cacetada de coisas, mas pelo menos não ando mais de saco tão cheio assim do mundo virtual, e por isso dá pra voltar a este espaço com um pouco mais de dedicação.
Ontem eu fiquei abismado com a quantidade de energúmenos na Imprensa nacional. Acompanhava, via Rede TV!, a degola de Roberto Jefferson, quando o gerador de caracteres se saiu com um belíssimo “cassassão”. Comentei com a digníssima: “Puta que o pariu, olha como escreveram”. Segundos depois, obviamente depois de alertado por alguma alma caridosa cuja intimidade com o idioma de Camões era, por assim dizer, maior, a anta que gerava o letreiro veio com a providencial mudança: “Caçassão”. Tecnicamente erradíssimo, mas tem lá sua lógica, ainda que gramaticalmente capenga. O imbecil deve ter pensado que Jefferson estava sendo caçado pelos demais parlamentares, tal qual um preá pela mata de Aldeia, o que não deixa de ser verdade.
Mas não ficou por aí. Mais dois minutos e o gerador anunciou, triunfante: cassação. Algum herói – esse sim, redentor das mazelas do Brasil – resolveu enfrentar os dragões da ignorância e fazer a coisa certa. Quem disse que esse País não tem jeito?