Terça-feira, Outubro 04, 2005
Dia desses eu almocei ao som de Lulu Santos, e isso não foi, obviamente, uma escolha minha. Calhou de o dono no restaurante onde eu fazia a - na minha opinião - refeição mais importante do dia ter um greatest hits do camarada, e aí já viu. O que eu percebi durante o almoço é que Lulu está longe de ser uma coisa nociva à música brasileira. É só pensar um pouco: o cara é um hit maker perene, daqueles que conseguem emplacar sucessos com uma regularidade impressionante. Luís Maurício é o tipo do artista que pode se dar ao luxo de fazer um show de três horas e ter apenas hits para levar o público à loucura. E, noves-fora a chatice de algumas canções do sujeito, dá para perceber que não são simplesmente musiquinhas descartáveis. Outro ponto a favor dele é o gosto por belas guitarras. A coleção do camarada tem todos os modelos clássicos que você pode imaginar: incontáveis Stratos e Teles, algumas Les Pauls, Rickenbakers, e mais recentemente ele tem se aventurado pelas guitarras ditas "alternativas" da Fender, como Jaguar (a da foto acima) e Jazzmaster (que ele usou no fatídico dia da briga com Faustão). Trocando em miúdos, pode-se dizer que Lulu Santos está no meio do caminho que separa Zezé di Camargo e Marcelo Camelo: nem tão rasteiro e nem tão cabeça. Um artista que sabe ser pop com classe.
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