segunda-feira, agosto 29, 2005

NO ORKUT DOS OUTROS...

Pois é, como tudo que vai volta, eu regressei à suprema fuleiragem do Orkut, mas por um motivo nobre: criei uma comunidade para juntar a galera para a minha foderosa festa de 30 anos, no final de outubro. Vão lá e se associem para receber os informativos da festa que vai empenar todo mundo...

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4504349

segunda-feira, agosto 22, 2005

PALPITE INFELIZ

Se alguém aqui colecionava a saudosa revista Bizz, preste atenção numa certa edição de 1990, que traz o B-52´s na capa. É História pura, e por dois motivos. O mais relevante é uma matéria assinada por Álvaro Pereira Jr - hoje chefão do Fantástico - sobre o então emergente selo Sub Pop e seu barulhento cast. Pereira se refere a Seattle como "a cidade que deu ao mundo Jimi Hendrix", e que estava sediando uma espécie de movimento roqueiro onde o importante não era ser glamoroso e tocar em arenas, e sim fazer rock sujo, desencanado e destinado a "perdedores". Refere-se a Soundgarden e Mudhoney como expoentes máximos da nova onda e, ironia total, deixa o último parágrafo para versar sobre bandas "obscuras" do selo, como Walkabouts, Afghan Wigs e....Nirvana. Mas para não dizer que a bola foi totalmente fora, Pereira Jr colocou uma fala de Bruce Pavitt - chefão da Sub Pop - sobre o então obscuro trio: "Esses caras ainda vão nos enriquecer". É sério, tá tudo escrito lá e eu consegui essa revista. O outro ponto de destaque é a histórica entrevista em que Renato Russo assume a homossexualidade. São, se não me falha a memória (esqueci a revista em casa), seis páginas onde pouco se fala de música e muito de boiolagem. Dá para notar que a biba estava eufórica por ter escancarado a "nova" condição, pois há delírios como a suspeita - por parte dele - de que Brian Wilson não acabou o Smile por ter entrado em conflito com Van Dyke Parks. Sim, Russo levanta a tese de que os dois seriam amantes! Puta que o pariu! Confere com o que ouvi ontem de um gay assumido e desgrilado: "É, muitas bichas têm disso mesmo, essa coisa de olhar para você e dizer ´se você não é gay, um dia vai ser' ". Pelo que se vê, não era só cantando que Renato Russo enchia o saco.

quarta-feira, agosto 17, 2005

TO BE OR NOT TO BE?

Hoje me peguei pensando como pessoas como eu fazem tudo para que as coisas - musicalmente falando - fiquem ainda mais difíceis do que já são. Ter uma banda de rock, nos moldes mais primitivos do termo, já é um certo suicídio comercial. Cantar em inglês então é ter tanta chance de sobrevivência no mercado quanto o brasileiro que foi detonado no metrô de Londres teve ante os meganhas da Rainha. Tudo bem, o mercado nacional até que se familiarizou com o som guitarras altas, mas ainda não com algo que não seja a língua pátria.
Quando eu comecei a compor, por volta dos 14 anos, a maioria das minhas "letras" (se é que dá pra chamar aquelas tosqueiras assim) era em português, mas eu já rabiscava algo no idioma de Bush. Daí em diante eu só fiz esquecer a língua nativa. O Dreadful Boys, que todos vocês conhecem, cantava majoritariamente em inglês (isso em 92, 93), mas lembro que antes da banda acabar a gente já tinha algumas canções em português, resultado da nossa pouca idade e da pressão que a então nascente cena mangue exercia.
Claro que eu consigo compor em português, mas só de gréia. Os clássicos d´Os Cômicus (parcerias com Wilfred e Jorge), d´Ur Bocomoco e os sambas-fuleiragem do início dos anos 90 (sim, antes da moda) não podem, definitivamente, entrar no rol do meu "trabalho sério". Hoje eu me sinto confortável com o fato de militar no rock cantado em inglês, mas já cheguei a ficar cabreiro com isso. Para se ter uma idéia, Teles - o único crítico em atividade no Estado que realmente entende de música - dizia que o Dreadful Boys era uma boa banda, "mas que cantava em inglês", e isso me deixava encucado. Paradoxalmente, eu comecei a me sentir aliviado ao ler uma entrevista que Caetano Veloso concedeu a Geneton Moraes Neto para a Continente Multicultural. Caê (íntimo, hein?) diz em um certo trecho que achava a coisa mais legítima do mundo o fato de Raul Seixas no início da carreira querer se vestir como Gene Vincent e cantar rock em inglês, pois ninguém era obrigado a versar sobre o Senhor do Bonfim e a baianidade nagô. Bela opinião, meu filho. Não entendo o complexo de Ariano Suassuna de (grande) parte da Imprensa nacional, segundo o qual " é preciso resgatar a identidade nacional". Deixa isso para o Instituto Tavares Buril, eu prefiro fazer música da forma que eu achar mais legal.
Esse papo todo é porque eu ainda tô tentando tirar do forno o segundo disco do Badminton, que tá quase todo gravado, e vem invarivelmente na língua de Madonna. Mas se a rapaziada quiser eu traduzo as letras. Vai ser legal cantar "Mudando de Lugares", "Canção Fina", "Sabor do Século", "Praga Constante", entre outras.

quarta-feira, agosto 10, 2005

ELE VOLTOU!!!!!!!!!!!!!

Acreditem: depois de dez longos anos, o periódico humorístico mais fuleiro do planeta voltou. O JOCA agora tem versão digital, e vocês podem acessá-lo pelo: www.jornaldacana.zip.net