terça-feira, maio 31, 2005

HOW JARDEL WAS WON

Se tem um lugar que eu posso chamar de “casa” é a cidade de Olinda. Tudo ali me é familiar, como se cada canto do município fosse o meu quintal. E se tem um lugar que eu posso chamar de “meu quarto” é o bairro de Jardim Atlântico, mundialmente conhecido Jardel. Quem conhece sabe a magia que tem esse rincão da Cidade Patrimônio. E para quem não conhece, vale um texto meio piegas e com altas doses de saudosismo. Diferentemente de São Paulo, onde os Jardins encerram tudo que há de mais sofisticado, nessas bandas de cá eles abrigam milhares de assalariados-que-penam-para-pagar-as-prestações-dos-apartamentos-e-têm-carros-invarivelmente-usados. Jardel é exatamente assim: um lugar repleto de prédios-caixão, botecos, espetinhos, lojas da Monte Carlo a cada esquina, entre outras coisas. Pelo que sempre soube, Jardim Atlântico foi o lugar para onde foram empurradas as pessoas que não tinham grana para morar em Bairro Novo ou Casa Caiada, isso no comecinho dos anos 80 (minha família aterrissou por lá em 1981, e ainda vive no mesmíssimo apartamento). Muitos casais recém casados de classe média-baixa se mudaram para esse Eldorado nesse período, na perspectiva de constituir família, e é exatamente por isso que existem tantas pessoas na faixa etária dos 18 a 30 anos por lá. Jardel não é diferente dos zilhões de bairros de periferia que existem na Região Metropolitana: tem uma arrasadora maioria de ruas sem pavimento (reza a lenda que todas constam na Prefeitura como “asfaltadas”, mas Deus sabe o que foi feito da grana), onde toda uma geração aprendeu a jogar bola e andar de bicicleta. E por falar em futebol, os dois grandes campos jardelenses – AJA (Associação de Jardim Atlântico) e Beira-Rio – também foram palco de peladas inesquecíveis para a rapaziada da minha idade. Ah, e “Beira-Rio” não tem nada a ver com o estádio do Internacional, mas o nome é pelo mesmo motivo: fica na beirinha de um rio, no caso dos gaúchos, o Guaíba, no nosso, o Rio Doce. Em Jardim Atlântico eu fui criança, adolescente e adulto. Peguei a época de Risadinha, assassino famoso que tocava o terror naquelas bandas em meados dos anos 80 e que chegou até a jogar bola com a minha turma no Beira-Rio certo dia. Pesquei betas na Barreira. Vi um grande amigo de infância virar bandido e ser assassinado aos 19 anos. Tomei canas homéricas na Palhoça do Lumba, no Bar da Perua e no Caldinho do Arrochado. Eta, saudosismo. Mas o fato é que Jardel é um lugar pitoresco. Em que outro local do planeta vai existir uma figura lendária como Jagunço (soube que tem até comunidade pra ele no Orkut)? E uma esquina onde os marombeiros batem ponto para confabular sobre as séries de exercícios que andam fazendo? Ainda não consegui lembrar que cara da galera primeiro se referiu a ela com a “Esquina dos Caras Sem Camisa”, o que motivou muita tiração de onda por parte da rapaziada com o autor do comentário. Pois é. Hoje a maior parte da galera não vive mais em Jardel, e eu – que ironia – moro em Bairro Novo, a uma mísera quadra do mar. Mas toda vez que visito a minha querida comunidade (onde ainda moram minha mãe e irmãs) sinto um aperto danado. Não consigo passar pelo posto de combustíveis que foi erguido no lugar da Palhoça do Lumba sem lembrar das cachaças monumentais e do fantástico caldinho de camarão. Das partidas de sinuca num bar rabugento da Praça Pedro Jorge, e que não tinha sequer nome. Das festas memoráveis na casa de Zé. Dos ensaios no estúdio dos Gordinhos, entre outras coisas. Algumas coisas mudaram, e para pior: Jardim Atlântico é um bairro muito violento hoje em dia. Eu provavelmente toraria o maior aço em deixar meu filho sair à rua de bicicleta ou para jogar bola no Beira-Rio. Mas dia desses vi Hugo, um artista amalucado que é uma espécie de Raul Seixas de Jardel, vagando pela rua e falando sozinho como de costume. Dei uma risada e tive a impressão de que nem tudo mudou para pior. Jardel ainda é, essencialmente, Jardel. Tome uma cerveja com Douglas e você vai ver.

sexta-feira, maio 27, 2005

O MUNDO MARAVILHOSO DE BOB

Aviso aos navegantes: dêem um pulo no recém-criado blog de Anderson Gomes, vulgo Bob, ou Mago. Gente da melhor linhagem, o cara também escreve coisas muito legais. Saquem o sensacional texto sobre as chuvas no Recife. O endereço: www.naofosseocabral.blogspot.com. Divirtam-se.

quarta-feira, maio 25, 2005


Ele é um músico de renome. Ele está recém-apaixonado pelo "Being There" (e quem em sã consciência nunca esteve?). Ele vai entrar para o rol dos pais de família em breve. Ele é Kléber Crócia, gente da melhor qualidade. Mas cá entre nós: lá em Jardel não tem dessas modernidades, não. Depois desse gel tu não bota os pés lá na Terra Jardelis mais não, maluco. Periga tu levar uma camada de pau de Luih, André, Douglas, Jagunço, Victor Negão, da galera da "Esquina dos Caras Sem Camisa" e demais jardelenses famosos. Posted by Hello

terça-feira, maio 24, 2005


Ontem eu vi Kill Bill 2 e, ao contrário da maioria da galera que pintou por aqui para comentar meu post sobre o Vol 1, eu gostei mais foi do primeirão mesmo. Tem mais luta, mais sangue e tem...GOGO YUBARI, a personagem mais foderosa da história do cinema. Tarantino devia pensar num filme só pra ela... Posted by Hello

segunda-feira, maio 23, 2005


O rock rolou e não foi careta não. A quem foi, valeu. Vai rolar mais, podem ter certeza. Posted by Hello

quinta-feira, maio 19, 2005


Descolada que só ela, Laura Cantrell posa com ninguém menos que Les Paul.
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Maria McKee é a mais sombria das cantoras country.
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Kelly Willis é a prova de que a doçura existe. Só é contra-indicada para diabéticos.
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Faith Hill, numa pose de fazer inveja à vocalista do Babado Novo...
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Deana Carter e sua Strato Azul-Calcinha. Especialmente feita pela Fender para pessoas delicadas como ela...
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Há um outro aspecto da música country que me faz curti-la ainda mais: não existe outro gênero em que as mulheres tenham tantas representantes de peso. Ao contrário do rock, do rap, do funk, do blues e do metal, é no berço da caipiragem que se vê a mulherada competindo taco-a-taco (ops) com os cuecas. E elas são marrentas pra dedéu: não tem esse negócio de banda, não, é "artista solo" mesmo. Tamanha profusão, era de se esperar, tem seu preço. Assim como em vários gêneros, é preciso separar o que presta do que não presta. Shania Twain e Faith Hill podem ser belas e rebolativas, mas fazem country (literalmente) mela-cueca. Sendo assim, vamos a quem vocês devem dar ouvidos, a começar pela velha guarda. June Carter (mulher da lenda Johnny Cash), Dolly Parton (antes dos trezentos litros de silicone nos peitos), Emmylou Harris, Linda Ronstadt e Lucinda Williams brilharam entre os anos 50, 60, 70 e 80 respectivamente, transformando-se em modelos para as novas gerações. Hoje são, ou defuntas (June Carter) ou barangas tentando sobreviver do passado (Dolly Parton e Linda Ronstadt). Só Emmylou Harris e Lucinda Williams que, entre um disquinho bom aqui e um dueto com Beck ali, vão mantendo a dignidade. Entre as figuras bacanas da mulherada country de hoje pode-se destacar: Laura Cantrell, Maria McKee, Kelly Willis e Deana Carter. A primeira eu citei no post abaixo pela bela interpretação de "When the Roses Bloom Again". O disco que leva o nome da canção também é muito legal. Maria Mckee é um pouco mais soturna e tem um vozeirão de arrepiar. Ah, quem tem a trilha sonora de Pulp Fiction (quem não tem?) pode ouvi-la arrebentando as cordas vocais em "If Love is a Red Dress". A meiguinha Kelly Willis tem, entre outras, participações especiais com o Son Volt (na bela “He Don´t Care About Me”). Já Deana Carter - não tem nada a ver com June Carter - é tida como a melhor cantora-nova-velha-cantora-country. Mas dessa aí eu não posso falar muito, pois só conheço uma música, da qual gostei, por sinal. Outra coisa legal das mulheres do country é que todas têm, invariavelmente, ares de diva decadente (menos Shania e Faith Hill, claro, pois essas são as Shakiras da música de cowboy), como se fossem Emilinhas Borba ou Núbias Lafayette do som caipira. E esse charme é fatal.

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terça-feira, maio 17, 2005

É PORQUE EU TÔ SEM SACO DE ESCREVER E ESSA MÚSICA É LINDA PRA DANAR

WHEN THE ROSES BLOOM AGAIN
(Letra de A.P. Carter e música de Jeff Tweedy)

Well, they're strollin' in the gloamin',
When the roses are in bloom
A soldier and his sweetheart, brave and true.
And their hearts are filled with sorrow,
For their thoughts are of tomorrow,
As she pins a rose upon his coat of blue.

"Do not ask me, love, to linger,
"When you know not what to say.
"For duty calls your sweetheart's name again.
"And your heart need not be sighing,
"That I'll be among the dying.
"I'll be with you when the roses bloom again."

When the roses bloom again,
And the sun is on the river:
The Mockingbird will sing it's sweet refrain.
And in the days of Auld Lang Syne,
I'll be with you, sweetheart mine.
Oh, I'll be with you when the roses bloom again.

With the rattle of the battle,
Came a whisper soft and low:
"Our soldier, he is fallen in the fray."
"I am dying, I am dying,
"And I know I've got to go,
"But I wanna tell you before I pass away."

"There's a far and distant river,
"Where the roses are in bloom,
"And a sweetheart who is waiting there for me.
"And it's there, I pray you'll take me.
"I'll be faithful, don't forsake me.
"I'll be with you when the roses bloom again."

When the roses bloom again,
And the sun is on the river:
The Mockingbird will sing it's sweet refrain.
And in the days of Auld Lang Syne,
I'll be with you, sweetheart mine.
Oh, I'll be with you when the roses bloom again

Baixem! Quer seja com Billy Bragg & Wilco, com Laure Cantrell (belíssima versão, a minha preferida) ou com Johnny Cash.

segunda-feira, maio 16, 2005


E para mostrar que a volta do Badminton é pra valer mesmo, na próxima sexta já tem outro show. Dessa vez o som vai ser foderoso e as outras bandas, de amigos mais foderosos ainda: Vamoz e The Drunkers (de Sérgio Negão). Pintem por lá, pois vai ser rock na moleira até dar uma dor.
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sexta-feira, maio 13, 2005


Olha aí os Jayhawks. E eu que achava que o Hollywood Town Hall (o único disco deles que eu tenho) era massa e que as três músicas que eu conheço do Tomorrow the Green Grass eram show...mas o que é o Rainy Day Music? Puta que o pariu, esse disco é muito foderoso! Para todos aqueles que estão desiludidos com o amor, é uma prova de que ele existe. Ouçam "All the right reasons" para entender a parada...
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quinta-feira, maio 12, 2005


O QUE ACONTECEU, EM 10 ATOS

1 - Ronnie e DaniCica se conhecem numa festa que João Maulo Diniz organiza mensalmente para se confraternizar com todas suas ex-namoradas. "Aê, Joãozinho, curti aquela ali. Posso dar uns pegas nela?", disse o dentuço. "Vai fundo, velho! O que é meu é seu!".

2 - Já namorando, os dois aparecem na cerimônia de condução da tocha Olímpica. Presente à festa, o técnico Gagallo comenta com Ron: "Tás bem na fita, hein, maluco?", no que leva uma piaba que o deixa hospitalizado (está até hoje).

3 - Jogo das Eliminatórias da Copa contra a Argentina, no Mineirão. No auge da paixonite típica dos inícios de namoro, um inspirado Ronnie deixa três na sacola dos hermanos. Sabe-se, no entanto, que o apresentador Pedro Bichal já rondava os camarotes do Mineirão...

4 - Os pombinhos resolvem se declarar noivos em entrevista a Inglória Maria, no Fantástico. É quando Ron declara: "Um homem apaixonado perde totalmente o controle da situação".

5 - O casamento é adiado por três vezes. Rumores dão conta de que os motivos seriam: 1) Pedro Bichal, 2) Olívia Lemos, 3) a babá de Ronald, 4) o cabelo de Beckham e 5) a careca de Zidane.

6 - Os enamorados finalmente se casam, no castelo de Chantily, nas cercanias de Paris. Foi quando aconteceu o notório episódio da penetra Carol Bittencu. Irada por ter sido preterida na festa das ex-namoradas de João Maulo Diniz ("o Ron olhou primeiro para MIM", dizia ela), a loiraça foi armar barraco na França. Acabou levando a escorraçada mais lucrativa da história. Naquela mesma noite, não rolou nada na Lua-de-Mel de Cica e Ronnie. Ele estava meio cabreiro pelo fato dela não ter convidado seu grande amigo e assessor de Imprensa Rodrigo Paiva. "Imagina se eu vou deixar a Maitê brilhar mais do que eu?", disse a moça. Cica ainda bufava de raiva pela presença dos amigos e parentes de Ronaldo, que residem em Bento Ribeiro. Mas isso só porque eles ficaram jogando os canapés de caviar para cima e fazendo guerra de champanhe Moet Chandon.

7 - A vida parecia seguir seu rumo. Ela no Brasil, e ele na Espanha. Brasil: MTV, casa, gravação de comercial de telefone. Espanha: morenas calientes, festas na companhia de Beckham, mais morenas calientes. Coincidentemente o Fat-Nômemo começou a amargar um jejum de 10 jogos sem marcar gols. Cica chegou a ligar para Victoria Adams para exigir que ela colocasse rédeas no marido metrossexual, pois este andava arrastando o dela (de DaniCica) para a esbórnia.

8 - Um episódio inusitado foi o celular que Cica acertou na cabeça do motorista de Ronaldo, por ter visto preservativos no carro dele. De testa inchada, o pobre coitado disse que as camisinhas eram do galego Guti, que tinha deixado ali depois de ter ido para farra com Beckham. "E foram no carro do Ronaldo?", esbravejou ela. "Isso, o Beckham tá sem carro, e pediu o do Dr. Ronaldo emprestado". Esses caras do Real Madri pegam todas. Não é à toa que são conhecidos como GALÁTICOS.

9 - A gota d´água foi o aniversário de 30 anos de Beckham, num clube privê em Madri. Por coincidência, nenhuma das esposas dos atletas foi convidada. "Olha, amor, é que a gente vai bater uma pelada e depois tomar uma cerva em homenagem ao David, é coisa de homem, fica por aqui que é melhor", disse Figo à esposa. "Pelada, num clube?", indignou-se a modelo. "É, tem um societyzinho lá dentro que é show...".

10 - Ronnie agora é, de novo, o solteiro mais rico do planeta. E mês que vem tem festa na casa do João Paulo Diniz...


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terça-feira, maio 10, 2005


Se vocês estão lendo o GG nesse momento, é porque estão conectados à web. E estando conectados à web têm a obrigação de conhecer o catálogo da Bloodshot Records, uma gravadora de Chicago especializada em rock, country-rock e alt-country. Tem umas coisinhas meio chatas, mas a maioria é bem legal. E vocês vão ter o prazer de sacar alguns dos melhores nomes de banda e de música da História. Gente como Rhett Miller and The Pine Valley Cosmonauts, Devil in a Woodpile (essa banda é foderosa) e Rex Hobart and The Misery Boys já pagam o ingresso. E o que dizer que canções como "Doris Days", de um sujeito chamado Tom Leach, "Papa Was a Rodeo" (esqueci de quem é essa) e "She Took a lot of Pills and Died", de Robbie Fulks? Ah, para escutar o catálogo da Bloodshot é fácil. Vão até a Accuradio (www.accuradio.com), cliquem em Twang, onde aparece uma foto da Lucinda Williams com chapéu Stetson. Depois vão até Insurgent Country. Divirtam-se.
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segunda-feira, maio 09, 2005


O cara acima tem semelhanças física e fonética com Lou Barlow. Musicalmente é um chatoso de primeira linhagem. Mas há várias coisas que eu admiro em Lobão. Em primeiro lugar o colhão de comprar briga com quem "não se compra": de Caetano à indústria fonográfica, passando por Cony e Verissimo. Em segundo, o nível de erudição, conhecimento geral e capacidade de articulação muito acima da média das cabecinhas da música brasileira. Em seu livro "Ela é Carioca - Uma Enciclopédia de Ipanema", Ruy Castro escreve que Lobão deve ter dado nó na cabeça de muito crítico de música de primeira viagem ao citar Sthendal em suas entrevistas. Não que citar Sthendal seja garantia de porra nenhuma, apenas deve ser divertido ver um desses jornalistas descolados ficar com a bunda no chão, só isso. Além do mais, leitura e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Pois bem, a melhor entrevista que eu já li com Lobão foi uma feita para a Zero. Entre os delírios, ele cita Umberto Eco para dizer que a Legião Urbana era a Vênus de Milo sem os dois braços (!!!), seja lá o que isso quer dizer. Também detona Caetano (claro), e no melhor momento faz uma genial equação segundo a qual o Capital Inicial é uma mistura de Ivan Lins com os anos 80. Outra opinião foderosa do cara é algo como "é preciso se sentir fodão e se mostrar fodão para ter alguma integridade junto ao público". O que ele quer dizer com isso? Que a eterna cara de agradecimento perante o público de caras como Dinho Ouro Preto (sempre ele) é o cúmulo da humilhação artística. É mais ou menos isso. Se me derem um disco de Lobão, eu muito provavelmente não vou escutar. Mas qualquer entrevista dele eu devoro brincando...
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Esse aí é o John Stirrat, baixista do Wilco. E porque uma foto dele ao invés de uma do Jeff Tweedy? Porque quem viu sabe que esse camarada é o rei da "segunda voz". Puta que o pariu, vai fazer bem assim na casa do cacete! Pelo menos é o que eu, incrédulo, não parava de comentar com Gomão, Gê e Jamerson no último sábado, enquanto víamos um puta show do Wilco. Fiquei instigado para sacar o disco que o cara gravou com a irmã dele. Chama-se "Laurie & John Stirratt". E-Mule já!
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sexta-feira, maio 06, 2005


Quem me conhece sabe que eu sempre me amarrei em surf. Sabe que sempre sonhei em colocar uma prancha em cima do carro e air por aí para pegar onda. Sabe-se lá por que razões eu nunca levei essa história a sério, tipo "vou comprar uma prancha e aprender a surfar" (não, não foi pelos tubarões de BV, até porque há vários pontos seguros para a prática do esporte aqui no Estado). Sempre que trombo com um amigo que pega onda eu digo "mermão, tô a fim de aprender, coisa e tal", no que sou sempre encorajado. "Vamo nessa, compra uma prancha pequena (Fun Board) e começa do zero mesmo, em pouco tempo tu vai estar mandando ver". E eu nunca faço isso. Sei que ontem - durante entrevista etílica com Jamerson, Zé e Júlia no Paço Alfândega - encontrei com Mozart, um advogado muito gente boa e brother antigo de Luih Metranca. Ele me falou que tem uma pá de caras que aprenderam a surfar recentemente e todos os finais de semana vão pegar onda em Cupe (lugar seguro, livre dos tubas). São, na maioria, advogados, juízes e professores de Direito, como o próprio Mozart. Recebi convite, claro, e fiquei instigado para ver qual é. Quem sabe dessa vez papai aqui não inicia uma promissora carreira de big rider. Aloha!
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quinta-feira, maio 05, 2005


Ontem aconteceu mais um desses exercícios de pós-modernidade que a gente pratica diariamente sem saber. Eu notei que li uma revista Caras pela manhã, e uma Bravo à noite. E antes de qualquer coisa, eu acho a Bravo um saco, só li porque tinha um tal de Bob Dylan na capa. É um tratado mensal de cabecismo que não combina com um pobre twenty-something (é bom dizer isso enquanto ainda posso) que gosta de rock e futebol. Claro, tem quem goste das críticas carregadas de erudição do Daniel Piza, dos delírios de Gerald Thomas e José Celso Martinez, e da arte contemporânea do Uzbequistão. Eu não.

Tá, mas vamos à matéria de Bob Dylan, que é o que interessa. Ana Maria Bahiana mostra como vem o livro de crônicas do Véio - Chronicles Vol 1 - que vai ser lançado no Brasil. Entre outras coisas, Mr Zimmermann aparece descascando boa parte de seus fãs e o movimento flower-power. Fala também que quis fazer com a música tradicional americana o mesmo que João Gilberto, Tom Jobim e Roberto Menescal fizeram com o samba brasileiro: tirar o elemento "raiz" e dar a ela um novo tratamento melódico e harmônico, mais requintado. Lobão assina uma pequena matéria mostrando que Bob Dylan ainda é bastante atual, e que consegue manter a tensão criativa até em seus trabalhos mais recentes. Para finalizar, tem um outro texto onde personalidades do mundo artístico e acadêmico elucubram sobre porque não surge um novo Bob Dylan (sob o ponto de vista da transgressão, engajamento, poética refinada, ironia, senso crítico, etc) no cenário musical. Para André Barcinski, só Kurt Cobain e Thom Yorke chegaram perto. De acordo com Marcelo Nova é difícil, pois Dylan foi como Shakespeare: a base de tudo que veio depois. E na modesta opinião de Felipe Vieira, as pessoas deveriam parar de se preocupar em quando vai surgir o novo Bob Dylan e curtir mais as suas vidas, que de acordo com a OMS são cada vez mais curtas...
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quarta-feira, maio 04, 2005

THEY KNOW ALL THE CHORDS

“Em algum lugar do mundo, neste exato momento, está tocando Sultans of Swing”. Filosofia da melhor qualidade – autoria de Zé Guilherme Allen – , esta pérola me lembrou de como músicas legais podem virar tiros no colhão quando executadas à exaustão. Sultans é o exemplo mais emblemático. A música é boa pra danar, o problema é que tomou vida própria. Tornou-se uma espécie de canção de domínio público internacional, alijando o pobre Mark Knopfler de ganhar qualquer tostão em cima de sua obra-prima. Porra, qualquer banda de baile toca Sultans of Swing, e TODOS os guitarristas se esmeram para fazer aquele finalzinho do solo. Lembro de Luís Caldas (sim, o do Fricote) no Faustão há uma porrada de tempo, tocando seus clássicos e, quando precisou mostrar versatilidade, mandou Sultans na lata. Já existe até versão brega – em português – para ela. Ande em qualquer praia urbana num domingão ensolarado e você vai ouvir a original, saindo em alto e bom som dos falantes do carro de algum mucuim bicado. Ela é figurinha obrigatória em qualquer cd genérico “O Melhor Internacional”. De Cid Guerreiro a Durval Lellys, passando por toda e qualquer banda cover do universo, todos já tocaram Sultans of Swing. É preciso acionar os mecanismos do Direito Internacional contra esse abuso. Ao invés de discutir coisas que nunca dão em nada, a ONU deveria promover uma campanha contra a execução de Sultans of Swing no mundo por uns dez anos no mínimo. Tempo para a gente refrescar as idéias.

terça-feira, maio 03, 2005


Esse cara se chama Gaz Coombes. Nunca tocou guitarra na vida, o rapaz. E esse post não tem sentido nenhum. É só porque eu me lembrei que esse sujeito é muito foda.
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Num hipotético mundo das sitcoms, esses dois aí em cima formariam o casal perfeito...
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segunda-feira, maio 02, 2005


Cliquem no link e depois leiam a gréia.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u95868.shtml

- Ei, companheiro Kirchner, o que é isto me cutucando aqui embaixo?
- Bueno, Lula, “jo” me voy e endurecer com Brasil, si? Hay que endurecer!
- Endurefer o cafete, porra! Vai tomar no cu, argentino puto!
- Hay que endurecer, principalmente com Luma, Tiaziña y lãs Sheilas!
- Ah é, pois vofê vai é endurefer é com o Grafite, que ta puto com vofês! Vou trancar vofês numa fala com o negão!
- No, no, Grafite no!
- Sim, sim! Chega mais, negão...

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BAD GUYS´ REVENGE

Lembro que depois da última vez que tocamos (o show do Mad Pub) eu vim até esta tribuna me lamentar como tinha dado tudo errado. Sendo assim é minha obrigação voltar aqui para dizer que o show de sábado, no London, foi impecável. Mesmo com um equipamento "assim-assim", saiu tudo como manda o figurino. Banda "de cima", instigada, galera num ótimo astral, tranquilidade total. Agora sim, embarcaremos num turnê com a devida estrutura. Amém.