quarta-feira, março 30, 2005

SE VOCÊ SOUBESSE...

Pegando carona na comoção nacional causada por mais uma final de Big Brother, estive pensando hoje como o programa reflete diferentes estados de espírito do povo brasileiro, e não apenas conceitos e valores estáticos e imutáveis. Ora, se o homem brasileiro médio é machista, preconceituoso com pobres, gays, mulheres com o mínimo de inteligência e etc, seria previsível que apenas as milhares de gostosas descerebradas que deram o ar da graça (e outras coisas mais) fossem as campeãs. E a mulherada média nacional, sofrida e ainda em busca de espaço e respeito, estaria propensa a idolatrar apenas os participantes “éticos”.
Os cinco campeões do BBB têm perfis incrivelmente distintos, o que reforça essa minha desconfiança de que o brasileiro não é um povo perdido, e que pode sair de momentos de cabra-safadice extrema para lampejos de consciência crítica. Kleber Bambam, o primeiro vencedor, era um pobretão musculoso que tentava a vida como dançarino no sul do País. Ganhou respaldo junto ao público por ser tapado, ficando maravilhado ao ver que os companheiros de confinamento sabiam falar inglês. Venceu por ser o coitadinho.
Rodrigo Cowboy, o segundo a ganhar a bolada do BBB, era um machão discreto e comedido. Peão de rodeio, personificava o homem viril que batalhou duro (ops!) pelo objetivo. Hoje, é casado com Taís Ventura, que ficou famosa por prestar uma homenagem “manual” ao também BBB Fernando, isso em rede nacional. Eu vi a cena, e garanto que foi chocante. Bom, mas para o público nada mais macho do que o sujeito “pegar” a potranca fogosa, que vivia de namoricos, e levá-la para casa, para sempre.
Dhomini é, na minha opinião, o caso mais engraçado. Feio, gordinho, caipira e com um caráter pra lá de duvidoso, virou uma espécie de Macunaíma redivivo, um anti-herói que todos gostavam de odiar, e demonstravam isso dando-lhe a permanência a cada paredão, até a final. Conseguiu, por conta da lábia, segurar a curvilínea nissei Sabrina, o que, ao invés de despertar a ira da macharia, teve efeito contrário. Dhomini passou a ser uma prova de que um cara feio pode, sim, pegar uma gostosa e ganhar muita grana. Por isso foi campeão.
Depois veio Cida, a babá que encantou o País com seu jeito de quem não sabe nada, não liga para nada e está se fodendo para isso. O caso dela teve um elemento favorável: ser escalada (assim como Thiago, o segundo colocado) através de sorteio. Mas nada disso teria adiantado se ela não fosse uma pessoa bacana. Vocês viram o exemplo de Aline...
Jean Wyllys, atual detentor da coroa BBB, é um cara acima de qualquer suspeita. Carismático, culto e ético, escancarou sua homossexualidade em rede nacional, ao se sentir perseguido pelos machões da casa. Confesso que cheguei a temer pela permanência dele. “Ah, o público brasileiro é extremamente conservador e machista, vai detonar o cara rapdinho”. Engano. Jean continuou a desfilar boa vontade, bons conselhos e carisma, e mostrou que o Brasil pode ter conserto: desde ontem, um nordestino gay é a mais nova celebridade milionária do País.
Para o BBB6 não faltam prognósticos. Quem seria o(a) novo(a) campeão(ã)? Finalmente uma gostosa? Um playboy ricaço e que toca fogo em índios? Um padre? Uma lésbica? Um moleque punheteiro? Não faço a menor idéia. O brasileiro é, realmente, imprevisível, e isso pode ser considerado uma coisa boa. Pelo menos não somos safados, preconceituosos e injustos sempre.

segunda-feira, março 28, 2005


Fazia tempo que uma leitura não me empolgava tanto. "Eu não sou cachorro, não! - Música Popular Cafona e Ditadura Militar" não é na verdade um lançamento, mas como só chegou às mãos deste que vos fala há pouco, vou tratá-lo como tal. O livro foi baseado na tese de mestrado do historiador baiano Paulo César de Araújo, e versa sobre o que ele chama de uma lamentável lacuna na historiografia da Música Popular Brasileira: o período do nascimento e apogeu dos artistas que cunharam o termo "brega", e que coincide com os dez anos mais nefastos da História recente do Brasil (1968 a 1978, período de vigência do AI-5).

Esqueça o intimidante "tese de mestrado" e se prepare para ler um livro delicioso de cabo a rabo, que foge intencionalmente da intrincada linguagem acadêmica. Você vai entender a conjuntura sócio-político-cultural que proporcionou o aparecimento de artistas como Odair José, Agnaldo Timóteo, Nelson Ned, Waldik Soriano, Fernando Mendes, Luiz Ayrão, e como esses cantores foram porta-vozes de uma massa que, por não ser "esclarecida" e nem "universitária", não alcançava os protestos de ícones da MPB de classe média como Chico Buarque, Geraldo Vandré, Caetano e Gilberto Gil.

"Eu não sou cachorro, não!" joga luz sobre o importantíssimo papel desempenhado pelos artistas "cafonas" durante o período da ditadura. Mostra que eles também foram perseguidos e censurados - e que matreiramente também enganaram como ninguém a censura. Talvez a coisa mais legal do livro seja colocar esse primeiro time da MPB (Chico, Gil, Caetano), sempre tão glorificado e identificado com a "resistência" à ditadura, numa posição de xeque. É instigante ver cair por terra a "verdade absoluta" segunda a qual eles seriam as cabeças pensantes da nossa música, quando os cantores "cafonas" seriam meros objetos de entretenimento para as "massas alienadas". Não era assim, não. Odair José comprou diversas brigas com os generais ao abordar temas polêmicos como os anticoncepcionais ("Pare de tomar a pílula"), drogas ("A Viagem", que diz: "Venha comigo nessa viagem/ Eu já comprei as passagens") e prostituição ("Eu vou tirar você desse lugar"). Waldik Soriano teve sua "Tortura de Amor" censurada por motivos óbvios, e Fernando Mendes compôs uma canção em homenagem ao menino Carlinhos, onde perguntava "Onde está o meu pequeno amigo?", isso em plena efervescência dos desaparecidos políticos. Luiz Ayrão foi mais direto: em 1977, ano em que os generais comemoravam 13 anos do golpe, o sambista lançou o partido-alto "13 Anos", em que faz uma analogia com um casamento infeliz. "Treze anos que eu te aturo/ Não agüento mais". E o engraçado é ver como os milicos deixavam passar várias dessas alfinetadas dos cafonas, isso porque estavam muito ocupados vigiando a criação de Chico Buarque, Vandré e outros.


Paulo César também revela histórias fantásticas sobre as gêneses de diversos clássicos dessa turma. "Pare de tomar a pílula" (que na verdade se chama "Uma vida só"), por exemplo, foi composta por Odair José depois que ele ficou de saco cheio de um papo eco-chato de Tom Jobim (que à época tinha acabado de lançar o ecologicamente correto "Matita Perê") num bar do Rio. E "A Galeria do Amor", de Agnaldo Timóteo, era uma escancarada ode ao ponto de homossexuais mais famoso do Rio nos anos 60/70: a Galeria Alaska. Timóteo, inclusive, escancara sua homossexualidade e fala pela primeira vez abertamente sobre seus amores, um dos quais motivou a canção "Grito de Alerta", de Gonzaguinha. À época, Timóteo era grande amigo do filho do Velho Lua, e começou a trocar com este confidências sobre uma determinada paixão. Eis que Gonzaguinha compôs a música e...a entregou para Maria Bethânia, que até hoje é a mais conhecida intérprete da canção. Falou Agnaldo: "Puta que pariu, Gonzaga! Eu te conto uma história da minha cama, tu faz uma música linda dessa e ao invés de me dar vai entregar para a Maria Bethânia? Vai te foder!".

Bom, o texto já ficou longo demais. Façam-se um grande favor e comprem esse livro. Tenho dito.
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quarta-feira, março 23, 2005


Essa é boa pra danar:

VIVIANE ARAÚJO VAI A AULAS DE EDUCAÇÃO SEXUAL PARA PODER VER BELO NA CADEIA.
Na foto acima ela está assistindo à aula e pensando: "Caralho, eu já tudo isso e MUITO mais. Que caretice, eu quero AÇÃO!!!"
http://odia.ig.com.br/policia/pl230303.htm
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quinta-feira, março 17, 2005


Bob - Ei, Neil, vamo detonar esse?
Neil - Pode ser. Tas a fim, Eric?
Eric - Hmm...é, vamo lá. Aqui mesmo? Não é sujeira?
Bob - Que nada! Maior limpeza...
Eric - Puta merda, Bob, tantos anos e você não perde essa mania de empurrar fumo nos outros?
Bob - Pois é, para você ver. O bom é que eu ainda empurro fumo em alguém.
Neil - AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA....
Eric - Deixa de gréia, Neil. Você também ta velhaco e ainda fica nessa de fumar unzinho...hippie velho!
Neil - AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! O Bob ainda “empurra fumo” nos outros! AHAHAHAHAHAHA! Foi mal, Eric, mas essa foi foda, bicho!
Eric - (resignado, põe as mãos nos bolsos do paletó Armani e dá um sorriso sem graça)
Bob - E olha que eu empurrei fumo nos Beatles, hein?
Neil - AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!! Muito bom!!!!
Bob - O Ringo, coitado, ficou doidão...
Neil - AHAHAHAHAHA! Se fodeu, o Ringo! AHAHAHAHAHA
Eric (ainda com as mãos nos bolsos do blazer) - Como é, vocês vão detonar ou não? Que conversa fiada da porra!
Bob - Vamos sim, a parada ta aqui. Mas me diz uma coisa, Eric, você ta de helicóptero aí?
Eric - To sim. Por que?
Bob - É para eu não ir nele.
Neil - AHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHA! EU também não vou! AHAHAHAHAAHA!
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quarta-feira, março 16, 2005


Essa aqui é a sensacional cantora country Linda Ronstadt, em foto de 1969... Posted by Hello

...e isso é a mesmíssima Linda Ronstadt hoje. O tempo é, de fato, implacável. A não ser que você se chame Ângela Vieira... Posted by Hello

terça-feira, março 15, 2005

JUST A COUNTRY BOY...

Ps.: O Hello tá frangando de novo. Esse vai sema foto que eu tinha escolhido.

Eu gosto muito de música country. Muito mesmo. Aquilo que muitas pessoas vêem como caipiradas reacionárias de racistas branquelos do sul dos States é, para mim, uma das mais belas formas de música criadas no século passado. Duas coisas essencialmente me fascinam no country: a diversidade de instrumentos que podem ser usados (pedal steel, lap steel, fiddle, banjo, acordeão, dobro) e a estrutura simples e direta das canções. Não é à toa que o gênero foi um dos mais fortes ingredientes a serem jogados no caldeirão que, em meados do século XX, originou o rock.
Gosto, vale ressaltar, dos artistas tradicionais da música country, por isso não tente me agradar com discos do Garth Brooks ou do Billy Ray Cirus. É como comparar os foderosos Pena Branca e Xavantinho aos tenebrosos Chitãozinho e Xororó. Por outro lado o tal country alternativo desempenha papel relevante na ocupação do meu cd-player, justamente por ter uma abordagem mais sintonizada com as raízes (mas com toques de modernidade, blábláblá, você já ouviu isso por aí, principalmente se mora no Recife...). Recomendo a audição de Uncle Tupelo, Son Volt, Jayhawks e Whiskeytown para quem ainda não o fez.
Essa volta toda foi para contextualizar uma parada. Eu sempre achei engraçadas as letras das músicas country antigas. Quando não são lamentos dramáticos por mulheres – ou homens, já que o country sempre teve grandes cantoras – , acabam sendo relatos da dureza na vida das pequenas cidades (country não tem a ver com metrópoles). Também têm espaço fanfarronices de todo tipo, como “All my rowdy friends have settled down”, de Hank Williams, ou “Take this job and shove it”, de Johnny Paycheck. O que eu já tinha notado, mas não sabia tão a fundo, era que a música country, da forma como é conhecida hoje, surgiu junto com um grande medo da caipirada americana: o guerra atômica. É o que o pesquisador Charles K. Wolfe, da Universidade Estadual do Tennessee Central, relata em uma série de ensaios acadêmicos compilada num livro chamado “Country Music Goes to War”.
Segundo Wolfe, logo após o bombardeio às cidades de Hiroshima e Nagasaki, uma grande comoção tomou conta dos States. Se por um lado as pessoas estavam orgulhosas pelo seu país ter ganho a guerra – mesmo com a filha-da-putice de bombardear uma área civil japonesa só para vingar o ataque a Pearl Harbor – também viviam com medo das conseqüências que poderiam sofrer com a nova tecnologia. A canção que melhor ilustra o fato é uma de minhas preferidas dos antigos country: “Atomic Power”, de Fred Kirby, que eu conheço apenas pela versão que o Uncle Tupelo gravou no foderoso disco “March, 16-20 1992” (produzido por Peter Buck, do REM). Entre outras coisas, Kirby pergunta se “você não tem medo dessa invenção do homem chamada Energia Atômica?”, e diz que “há uma maneira de escapar: esteja preparado para encontrar o Senhor”. Vários outros artistas, segundo Charles K. Wolfe, discorreram sobre o tema, numa demonstração de que a preocupação tinha eco em boa parte da sociedade. Músicas como “Jesus Hits Like An Atom Bomb” e “There is a Power Greater Than Atomic” cuidavam de mostrar a preocupação dos caipiras, sempre invocando os “poderes superiores” como fonte de salvação.
Ainda de acordo com Wolfe, o medo da bomba atômica se transformou, nos anos 60, em pavor da Guerra Fria e do Comunismo. Daí em diante – e essa é uma interpretação minha, de acordo com o que eu conheço dos artistas country da época – a temática básica passou a ser os pequenos dramas de cada um: a mulher que não gosta que o cara beba, o patrão filho-da-puta e a falta de perspectiva nas pequenas cidades. Sim, há os dramalhões amorosos, claro. Esses nunca saíram de moda. Nem no country e muito menos no resto dos gêneros. Ainda bem.

sexta-feira, março 11, 2005


Quando você achar que tá fodido(a), pense no dono desse Corcel I aí da foto. Você vai ficar bem mais feliz... Posted by Hello

quinta-feira, março 10, 2005


AS MAIORES HISTÓRIAS DE DROGAS DA MÚSICA POP (OZZY) - Taí outro que poderia facilmente ter sua série exclusiva de histórias drogadas. Mr. Madman é a chapação em pessoa, e isso pode ser demonstrado em vários episódios. Um dos mais hilários: em meados dos anos 80, um Ozzy completamente trololó foi trancado no quarto do hotel em que estava por sua própria mulher, Sharon. Preocupada com o ritmo da figura, ela resolveu tirar-lhe todas as roupas, para que ele não resolvesse fugir e continuar a saga de piração. Qual nada. O Sr. Doidão catou um vestido de Sharon, vestiu seus sapatos de salto alto e foi para a rua detonar. Acabou preso por mijar no Alamo, monumento sagrado da resistência texana. Resultado: dez anos sem poder tocar em San Antonio. Também tem aquela velha história do morcego e tal, mas essa é manjada. Bom mesmo é a que veio depois. Mais uma vez tentando limpar a barra do marido-problema, Sharon resolveu fazer um happening no escritório da gravadora de Ozzy. Durante a assinatura de um contrato, ele deveria abrir uma caixa que tinha três pombas brancas, num mea-culpa com relação ao morcego. Madman abriu a caixa e deixou as duas primeiras pombas voarem. A terceira ele pegou e...arrancou a cabeça a dentadas. E não pára por aí. Ozzy já chegou a cheirar uma carreira de formigas (!!!) pensando ser cocaína. Essa para mim é a campeã. Longa vida a Mr. Madman!
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quarta-feira, março 09, 2005

COMÉDIA CARIOCA

Aconteceu num barzinho do Leblon. Ricardo chegou todo alegre, e a turma, que já estava à mesa entre vários copos de chopp, estranhou aquele alto astral. Um dos amigos tomou coragem e puxou papo.

- Fala, velho, você tá bem?
- Tô ótimo! Garçom, me dá um chopinho aê! - respondeu um fagueiro Ricardo.
- Mas...ehr...tem certeza que está tudo bem? A gente viu a revista...
- A Contigo? Eu vi também. Não ficou legal a foto? - respondeu Ricardo.
- Bom...ehr...ficou...bem, sei lá! Mas você não teve raiva daquilo?
- Raiva? Que nada! A vida é bela!
- Cara, mas ela estava lá, na água, com....com...ELE! Isso não te chocou?
- Nããããão....porra, cadê esse chopp?
- Bicho, e o casamento de 15 anos? E os filhos?
- Estão ótimos....
- Olha, Ricardo, eu não sei não. Isso tá um pouco estranho. Eu esperava que você reagisse de outra forma. Era a tua mulher, cara! A Celina! Dentro do mar com...com...ELE!
- Ei, rapaziada, vamos relaxar! Pra mim tá tranquilo! - afirmou Ricardo, pegando o chopp.
- Porra, Ricardo, porque diabos tu tá tão feliz? Levasse gaia, caralho!

Eis que Ricardo, após sorver metade do chopp de um gole só, levanta o copo e diz:

- Levei, e se fosse de qualquer um de vocês, eu quebraria de pau. Mas foi DELE. Estou orgulhoso.

FIM

Conto inspirado no texto encontrado nesse link aqui:
http://contigo.abril.com.br/capa/capa_1538.shtml

terça-feira, março 08, 2005




AS MAIORES HISTÓRIAS DE DROGAS DA MÚSICA POP (ERIC CLAPTON) - "Ué, mas esse camarada aí em cima não é o George Harrison?" Sim, você não está sob o efeito das substâncias tão discutidas ultimamente aqui no GG (e nem eu). Só que o acontecimento mostrado nessa foto foi o propulsor do período mais barra-pesada de Slowhand no mundo das drogas. Como bem se sabe, Eric e George eram os melhores amigos um do outro. Aí, um belo dia, surge a moçoila chamada Patti Boyd, por quem George se apaixona e começa a namorar, casando posteriormente em 1966. Só que Clapton também se enamorou pela moça e, deprimido por desejar a mulher do melhor amigo, mergulhou fundo na heroína. A frustração de Slowhand logo virou obsessão, ele passou a assediar Patti Boyd deliberadamente, tentando convencê-la a deixar Harrison. Belo dia EC foi à casa dos dois - enquanto George não estava, claro - e fez chantagem com a garota. Munido de um papelote de heroína, bradou "ou você vem comigo ou eu vou tomar isso aqui tudo de uma vez". De tanto insistir, Clapton conseguiu: em 1974 ela deixou George Harrison e foi viver com Slowhand. Em 1985 ela descobriu que Clapton vivia pulando a cerca, e que tinha um filho com a atriz italiana Lori Del Santo (Connor, aquele que morreu ao cair de um prédio e que foi a inspiração para "Tears In Heaven"). Separam-se. "Na verdade acho que Eric só queria o que George tinha, nada mais. Eu fui objeto de disputa, e isso não me envaidece", disse Boyd ao Daily Telegrapher, em 1999. Mas de uma coisa ela pode se orgulhar. Nessa versão psicodélica da Guerra de Tróia, Páris Clapton e Menelau Harrison compuseram ultra-clássicos em sua homenagem. "Layla" foi o de EC. O de George? Nada menos que "Something".
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AS MAIORES HISTÓRIAS DE DROGAS DA MÚSICA POP (KEITH RICHARDS) - A série bem que poderia se chamar "As maiores histórias de drogas de Keith Richards", tamanha a inclinação desse sujeito para as substâncias ilícitas. Ainda durante os anos 60, a folha corrida do rapaz no Reino Unido, se estendida no chão, era duas vezes a sua altura. Mas a história mais engraçada aconteceu durante a gravação do foderosíssimo Exile On Main Street, no verão (europeu) de 1971. Richards e sua então consorte Anita Pallenberg tinham alugado um antigo casarão na Riviera Francesa, chamado Villa Nellcote, para fugir do fisco inglês. Os Stones então resolveram gravar o Exile lá mesmo. A mansão, originalmente uma base da Gestapo durante a Segunda Guerra, virou uma festa. Sintam o drama da rapaziada que ia por lá, todos para "dar um rolé" com Keith: John Lennon, Eric Clapton e Gram Parsons, entre outros. Mas eis que o fotógrafo francês Dominique Tarlé - que registrou toda a estada dos malucos na Riviera no livro Exile - acha nos porões da casa uma caixa com o emblema de uma suástica. Dentro, várias ampolas de morfina, obviamente datadas da Segunda Grande Guerra. Preocupado quanto ao fato de Keith achar a caixa, o camarada resolveu jogá-la no mar. E assim foi feito.

A foto acima é de Dominique Tarlé. Infelizmente, Exile, o livro, está esgotado.
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AS MAIORES HISTÓRIAS DE DROGAS DA MÚSICA POP (SHANNON HOON) - Essa vale mais pela tragédia que pela figura em questão, que é um rodapé do rodapé do rock. Shannon Hoon era o vocalista do Blind Melon, aquela bandinha "assim, assim" que emplacou o hit "No Rain" (a do clip com a garota vestida de abelha, lembram?) no início dos anos 90. Com vozinha esganiçada e jeitão andrógino, Hoon fazia sucesso entre a mulherada. Maluco de berço, era amigo de infância de Axl Rose na pequena cidade de Lafayette, Indiana, onde os dois nasceram. Ele inclusive é o cara que canta com Rose no clip de "Don´t Cry", aquele que mostra os caras tocando em cima do teto de um arranha-céu. Bom, mas de tanto brincar de se picar, o camarada acabou entrando na dependência. Era o pai dedicado de uma filhinha de dois anos e acabou perecendo, vítima de uma overdose. Foi encontrado no ônibus de turnê da banda. A menina brincava ao seu lado alegremente, como se ele estivesse dormindo.
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segunda-feira, março 07, 2005


Já tinham dito por aí que Daniela Cicarelli é uma mulher cheia de dedos, por conta dos pitis dados no casamento. Eu só não acreditava que isso fosse tão verdadeiro. Ontem o Pânico mostrou o episódio em que a esposa de Ronaldo Fat-Nômeno calça as Sandálias da Humildade. Quando Vesgo vai beijar o pé da moça e dar-lhe as alpercatas, eis que vem a surpresa. Havia algo estranho no pé direito da beldade. Sim, ela tem de sobra o que falta em Lula!
Cicarelli sofre de Polidactilia, uma falha genética que premia as pessoas com um dedo a mais, nas mãos ou nos pés. Não é nada de espantoso nem anormal, muito menos ofusca sua beleza e a impede de trabalhar como modelo. Mas é justamente por isso que causa espanto. Aquilo tudo de mulher, tão associada à beleza, e aí vem um sexto dedo. Será o que o Ronaldinho não acha estranho?
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sexta-feira, março 04, 2005

VIVENDO E APRENDENDO

Uma coisa que eu não sabia nem a pau era que "I Don´t Want To Talk About It", clássico na voz de Rod Stewart, foi composta por Danny Whitten, e está no primeiro disco solo do Crazy Horse (sem Neil Young). A vida é assim mesmo, e a gente vai aprendendo...

AS MAIORES HISTÓRIAS DE DROGAS DA MÚSICA POP (BRAD NOWELL) - Essa é triste e barra-pesada. Brad Nowell era o carismático e talentoso líder do Sublime, a banda que conseguiu tornar o reggae palatável para quem curte rock pesado. Porra-louca desde berço, ele comandava a banda pelo circuito underground da Califórnia (eles eram de Long Beach), onde tocavam em troca de birita e fumo. A mistura de reggae, raggamuffin, punk rock e metal começou a ganhar fama, e os caras gravaram dois discos bem sucedidos no circuito alternativo. Já envolvido com heroína, Brad assinou contrato com a MCA. No dia de passar a caneta, ele chegou totalmente bêbado e chapado ao escritório da gravadora, levando a tiracolo seu fiel escudeiro, o dálmata Lou (que pode ser visto nos encartes dos discos do Sublime e na foto acima). Logo depois da assinatura, Lou deu uma tremenda cagada em pleno escritório. A banda então começou a gravar o disco homônimo, que traria megahits como Santeria, What I Got e Seed. Foi quando Brad resolveu se internar para dar uma limpada no organismo e terminar o disco. O maluco voltou do período de internamento e, para comemorar, deu uma baita festa, onde todo mundo se picou - inclusive ele. Nem o nascimento do filho Jakob foi suficiente pra fazer o camarada dar uma maneirada. O capítulo final: em maio de 1996, Brad Nowell foi encontrado morto, aos 28 anos, num quarto de hotel, vítima de overdose de heroína. Lou estava calmamente sentado ao seu lado, como sempre. Nowell não viveu para usufruir do rio de dinheiro que o disco rendeu.  Posted by Hello

quinta-feira, março 03, 2005


AS MAIORES HISTÓRIAS DE DROGAS DA MÚSICA POP (LENNY KRAVITZ) - Essa é uma das mais divertidas. O negão conheceu Mick Jagger, que dizia ser seu fã. Emocionado por ter o trabalho admirado por um de seus maiores ídolos, Kravitz foi chamado para tocar num show solo de Jagger. "Depois ele me convidou para ir até a casa dele, onde a gente conversou a noite toda e fumou unzinho", disse o negão. Mais uma vez emocionado - dessa vez por repartir um baseado com um de seus maiores heróis - Lenny pegou a baga ("ponta", para os não-nordestinos) e a guardou por mais de um ano em casa. "Todo dia eu ia lá e olhava para o beck que eu fumei com Mick Jagger", disse. "Mas um belo dia eu não tinha fumo nenhum em casa", choramingou. Aí o bororó histórico foi para o espaço. Ou melhor, para a mente do camarada. A história é engraçada mas, cá entre nós: com os antecedentes boiolísticos que tem, Mick Jagger convida o grander comedor Kravitz para "conversar" em sua casa? Sei não...
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AS MAIORES HISTÓRIAS DE DROGAS DA MÚSICA POP (PAUL MCCARTNEY) - Macca pode ter aquela carinha de lanzudo, mas também aprontou das suas. A mais notória foi ser preso no aeroporto de Tóquio, em 1980, com uma parada gigantesca de fumo. A travessura lhe rendeu dez dias de cana e a deportação imediata para o Reino Unido. Mas porque diabos nosso querido James foi levar uma presença tão grande para o Japão? Resposta do próprio. "Eu estava em Nova York, e me venderam um fumo de primeiríssima, coisa boa mesmo. Eu tinha esses shows agendados no Japão e sabia que lá ia ser complicado encontrar algo decente pra fumar. Você acha que eu ia simplesmente jogar a minha parada na privada e dar descarga? De jeito nenhum". Na foto, o exato momento em que ele é pego pela Justa Nipônica. Na mão de Macca, e protegido pelo policial japa está aquilo que ele tanto temia perder...
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AS MAIORES HISTÓRIAS DE DROGAS DA MÚSICA POP (NOEL GALLAGHER) - O apetite dos camaradas do Oasis por substâncias ilícitas é famoso e virou mito no mundo do rock. Noel e Liam Gallagher, além de cachaceiros contumazes, são (ou pelo menos eram) chegados a meterem o nariz onde não eram chamados. O primogênito protogonizou um episódio bizarro durante a turnê do "What´s the Story (Morning Glory)". Noel desenvolveu uma amalucada teoria, segundo a qual o sono era uma coisa meramente "cultural" e "psicológica". Para ele, as pessoas dormiam porque foram ensinadas a fazê-lo, e não por uma necessidade do organismo. Dito isso, começou a cair na farra, turbinado por todas as substâncias possíveis. Virou a primeira noite, a segunda, e na terceira simplesmente desmaiou. Apagou mesmo. Depois de dormir por quase um dia inteiro, Gallagher foi perguntado sobre a sua teoria. Resposta do maluco: "Ainda acredito nela. Só que depois da segunda noite é bom tirar um cochilo"... Posted by Hello

quarta-feira, março 02, 2005


AS MAIORES HISTÓRIAS DE DROGAS NA MÚSICA POP

Hoje o GG inicia uma nova saga. Dessa vez você vai conhecer as histórias mais barra-pesada e, porque não, pitorescas sobre o uso de drogas pelos artistas pop. Para começar, Danny Whitten, guitarrista original do Crazy Horse de Neil Young. Esse maluco aí em cima foi quem meteu quase toda banda na agulha. Mas enquanto os demais integrantes do Crazy Horse conseguiam "administrar" o negócio, Whitten começou a afundar no Brown Sugar. Passou a ficar maltrapilho e sem qualquer condição de tocar. Irritado, Neil Young o mandou para a puta que o pariu e resolveu gravar um disco com o Stray Gators - que seria nada mais nada menos que o Harvest. Antes de gravar esse disco, Neil ficou sabendo que Danny estava fodidaço, completamente dependente da heroína. Resolveu chamar o amigo para ensaiar com o Stray Gators, a fim de distraí-lo. Só que não funcionou: Whitten não conseguia mais tocar, tamanho foi o estrago causado pela droga. Mais uma vez irritado, Neil o demitiu. "Eu não tenho para onde ir, e nem tenho mais ninguém, cara. O que eu vou fazer?", disse Danny nesse mesmo dia. O Véio então lhe deu grana para comprar uma passagem de avião para Los Angeles, onde morava um irmão de Whitten. Com esse dinheiro, o chapadão comprou a dose que o matou, naquela mesma noite. Já li várias entrevistas do Véio onde ele afirma categoricamente que esse é o maior remorso que tem na vida. Young entrou em parafuso nessa época, pois logo depois o roadie Bruce Berry morreu, também de overdose de heroína. Para Whitten, compôs "The Needle and the Damage Done", e para Berry, "Tonight´s the Night". Se você olhar o encarte do disco Tonight´s the Night vai ver uma coisa macabra. Há uma foto da banda ao vivo, onde aparecem Young, Ben Keith, Billy Talbot, Ralph Molina e Nils Lofgren (o guitarrista que substituiu Whitten até a entrada de Poncho Sampedro). Embaixo de cada um está escrito o respectivo nome. No canto da foto há um amplificador sem ninguém na frente. Embaixo está escrito: Danny Whitten.
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terça-feira, março 01, 2005

A DAY AT THE MOVIES...

Todo ano, nessa mesma época, acontece a mesmíssima coisa. Vem o Oscar e eu me pego pensando que não vejo filmes como eu deveria, ou até mesmo como gostaria. Ou pior, que eu não tenho tempo mais pra porra nenhuma.

Claro que eu gosto de cinema, mas desenvolvi uma preguiça crônica para ver filmes. Ao contrário da maioria das pessoas do nosso círculo sócio-cultural – gente que beira os 30 anos, tem algum vínculo com artes, trabalha com comunicação, essas coisas – eu não fico me coçando para ir às salas de exibição ver determinado filme assim que ele entra em cartaz. Como vocês viram no post anterior, só no final de semana passado eu consegui driblar a preguiça e assistir Kill Bill.

Isso tem razões, e que são bem minhas. Em primeiro lugar, cinema é caro. Acho um absurdo pagar R$ 14,00 para sustentar a UCI, Severiano Ribeiro ou o cacete que seja. Sim, eu entendo que as salas de projeção são confortáveis, têm poltronas que o levam a cochilar durante os filmes, ar-condicionado de responsa, som multi-Dolby-special-surround-magnificent-deluxe e por aí vai. Mas ainda é caro para mortais como eu. Lembro que, num passado não muito distante, eu e minha então namorada (hoje sra) só íamos ver os filmes que passavam no São Luiz. Pobre é foda.

Ah, mas existem as “salas alternativas”, você vai dizer. Esse antro de gente descolada que vai ver-e-ser-vista e depois elucubrar sobre a película em questão. Eu tenho muita boa vontade com essa galera, mas não dá. É preconceito mesmo, eu não vou negar. Se a Fundaj fosse freqüentada por pedreiros, jogadores de futebol e dançarinas de brega talvez eu me animasse mais para ver aqueles filmes ítalo-sino-iranianos. E outra: filme “ítalo-sino-iraniano” é o cacete! Eu gosto mesmo é de Hollywood.

Quando vou a locadoras, sempre me pego absorto em três seções: musical, especial (para ver os vídeos de esportes) e erótico. Toda vez que pegamos filmes lá em casa eu levo um desses. Mais uma vez é a minha preguiça se manifestando. Ver música, gols e trepadas é mais “´facil” que acompanhar uma história. Não, eu não tenho orgulho disso, e pretendo melhorar. Só não sei quando. Até pra isso ainda faltando tempo...