segunda-feira, fevereiro 28, 2005


Nesse final de semana eu finalmente assisti a Kill Bill. E descobri que o Universo é comandado por Gogo Yubari. Posted by Hello

OFF TO NEVER-NEVER LAND...

Mais um (no caso uma) integrante d´Os Garotos Perdidos na Terra do Nunca adentra o ciberespaço com um periódico. Trata-se de Fabiana Moraes, sujeita da melhor qualidade. Vá lá e confira. A não ser que você seja metrossexual...

www.adoradaguadalupe.zip.net

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

VINGANÇA À VISTA

Acabei de saber que o Uruguai quer promover a Copa de 2030, que marcaria os 100 anos do mundial da Fifa. E olhe que eles têm chance, levando-se em conta que faltam 25 anos para o evento, e que a primeira Copa, a de 1930, foi realizada justamente lá. O povo de Sepp Blatter gosta dessa coisa de "voltar às origens" e tal...

Vocês sabem o que isso significa, não é? Pois é "a chance". Depois dessa não vai ter mais. Podemos nos vingar da Copa de 50. Esqueça o papo idiota da semifinal do Mundial de 70, quando os desclassificamos, ou da Copa América de 89 (a do gol Romário, de cabeça), no mesmo e fatídico Maracanã. A vingança só será completa quando acontecer o seguinte: Brasil e Uruguai (este último sendo favoritíssimo) disputando a final no Estádio Centenário lotado. Aí eles fazem 1 a 0. Depois a gente empata e vira. Pronto. Qualquer coisa diferente disso não vai saciar o brasileiro.

Pois pensem, crianças, e torçam para o Uruguai realizar a Copa de 2030 (e para que eles montem um time decente daqui até lá, porque esses últimos, meu Deus do céu...). Bom, eu vou estar com quase 60 anos, um coroa enxutão. E meu filho, com 27, pode ser um grande reforço para essa Seleção...

quarta-feira, fevereiro 23, 2005


Muita gente já comentou comigo que tem raiva do João Kleber, simplesmente pelo fato dele enganar de forma vil seus telespectadores. Primeiro as famigeradas "Pegadinhas", depois o hilário "Teste de Fidelidade", tudo armado, segundo essas pessoas. Já ouvi, não me lembro de quem, a seguinte frase: "Deve haver algum artigo no Código Penal Brasileiro em que se possa enquadrar esse cara. Ele abusa da boa fé dos telespectadores".
Discordo. João Kleber, em nenhum momento, engana a quem assiste a seu programa. É tudo tão descaradamente falso que eu não acredito que alguém possa, por um mísero segundo, pensar que há veracidade naquelas caras e bocas dos "atores" kleberianos. Eu sei que existe todo tipo de gente e de perversão no mundo, mas que casal lavaria a roupa suja de uma traição num programa de TV? Nenhum, claro. Outra: qualquer pessoa com senso crítico vai perceber que os supostos flagras são totalmente produzidos, pois o enquadramento das câmeras é perfeito, e a iluminação idem. Sem contar a canastrice e "respeito" exagerado de alguns atores. A mulher que está no papel de sedutora por muitas vezes está praticamente despida, e o carinha fica só lá, passando a mão na perna da forma mais respeitosa possível, como se dissesse "no horário do programa não dá pra fazer mais que isso". Numa situação, digamos, real, o maluco cairia em cima e a coitada já estaria virada pelo avesso...
Entre outras palavras: João Kleber não engana ninguém, a não ser que a pessoa tenha 12 anos, esteja bêbada e apaixonada. Se você vê o Teste de Fidelidade, não é com o intuito de esperar pela reação do(a) marido (mulher) traído(a). É para ver até onde vai o amasso da gostosa atriz com o ator que faz o papel de marido espertalhão, ou para apreciar o ator saradão seduzindo a pobre mulherzinha infiel. Isso dependendo dos gostos de cada telespectador, claro. E quando se está assistindo às pegadinhas, é para ver situações engraçadas e sustos, mesmo sabendo que é tudo armação. É a velha história: o importante é gozar no final.
Sendo assim, acusem João Kleber de tudo, menos de enganar os telespectadores. Ele é o picareta mais íntegro que existe no universo. Tenho dito.
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terça-feira, fevereiro 22, 2005

NOVA CAMPANHA DA GLOBO

Achei muito sacal a campanha dos 40 anos da Globo, em que funcionários famosos da Vênus recitam letras de músicas. Tem Adriana Esteves fazendo "Metamorfose Ambulante", Fátima Bernardes com "Tempos Modernos", entre outras bobagens. Eu faria melhor, mas infelizmente não me deram esse job. Vejam só.

Tarcísio Meira recitando "Bonde do Tigrão". Já pensaram? O canastraço andando por um bosque e mandando ver: "Vou passar cerol na mão, vou mostrar que eu sou tigrão, vou te dar muita pressão, então martela, martela, martela o martelão"....

Zeca Camargo, com "It´s Raining Man" numa boate l-o-t-a-d-a. Bom seria o "Aleluia!", com todos levantando as mãozinhas para o céu...

Ana Maria Braga recitando "Construção" dentro de um restaurante self-service, enquanto coloca a comida no prato. Obviamente ela teria que estar munida de um dicionário para saber o que significam palavras como "flácido", "único", "lógico" e "bêbado"....

William Bonner fazendo "I Was Born To Love You", de Freddie Mercury. Eu sei, não tem nada a ver, mas eu achei engraçado imaginar o cara dizendo, com aquela voz grave de canastrão: "An amazing feeling coming throuuuuugh"....

Luciano Huck, com toda sua paulistice e bom-mocismo, teria de fazer "Queimando Tudo", clássico do carioquismo chapado. Já pensaram o nareba andando numa praia e versando: "Eu canto assim porque eu fumo maconha...continuo queimando tudo até a última ponta, meu!"

Cid Moreira e Sérgio Chapelin, num emocionante dueto, fariam "Endless Love", de Lionel Richie e Diana Ross. O cenário seria um salão de cabelereiro, onde cada um estaria numa cadeira - lado a lado e cheios de cremes e demais gosmas - e recitando a letra. Essa seria para abalar as estruturas do universo...

Juliana Paes, de biquíni, faria "Cecilia Ann", dos Surftones. Eu sei que a música é instrumental, pô. E precisa ter letra?

segunda-feira, fevereiro 21, 2005


OK! OK!

- Caco Barcellos não faria feio no TV Fama. Respeitado jornalista investigativo e correspondente da Globo na França, o gaúcho deu uma de Nelson Rubens e, com a maior competência, entrevistou a instant-celebrity do momento: Caroline Bittencourt (foto acima) - a que foi enxotada por Daniela Cicarelli do casamento desta última com Ronaldo. Caco me surpreendeu com tiradas bem ao estilo fofoquesco, provocando risadas na entrevistada. Vejam a saia justa em que ele meteu a "modelo-e-atriz":

Caco - Quem é mais bonito, o Álvaro Garnero (namorado dela) ou o Ronaldo?
Caroline - O Álvaro, claro. (Era altamente previsível que ela respondesse isso. Mas vejam a jogada de mestre)
Caco - Mas e o Ronaldo, ele é bonito?
Caroline - (risadas e mãozinha no antebraço de Caco, como quem diz "ah, deixa disso!") Aí você pegou pesado...

E por falar no casamento, não é que a Rede TV! mandou Vesgo e Sílvio Santos para a França? Sensacional, a melhor matéria deles que eu já vi. Só que foi na roubada total. Li na Folha de S. Paulo que eles foram para ficar apenas dois dias, e levaram 1 mil euros (já repararam que os teclados não têm o símbolo do euro?). "Só no primeiro táxi que a gente pegou para Chantilly foram embora 400 euros", disse Vesgo na matéria. Os caras dormiram em albergue e tudo. Roubada total. Não conseguiram falar com ninguém lá (de gente conhecida eu só vi o Figo), mas valeu pela gréia nas ruas de Paris. Tem muito intelectualóide que malha o Pânico. Que se fodam todos. O programa é do cacete.
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sexta-feira, fevereiro 18, 2005

"WHAT IN THE WORLD HAPPENED TO YOU...."

Seguindo sugestão do querido amigo Fábio “Lapa” Araújo, fui visitar o site “Whatever Happened To...”. Interessante o trabalho dos camaradas lá. O transeunte vai poder se atualizar sobre como andam figuras dos mais diversos segmentos da sociedade mundial, da música aos escândalos sexuais. Abaixo seguem considerações sobre algumas dessas figuras.

CHARLES BARKLEY – O maior porra-louca da história do basquete (entre outras, se atracou com Shaquille O´Neal para brigar...) hoje é comentarista da TNT. Mas o que mais me chamou atenção foi o título da sua autobiografia: “I may be wrong, but I doubt it”. Nada mais Charles Barkley.

ELIAN GONZALEZ – O pentelho que quase motivou a Terceira Guerra Mundial hoje estuda numa escola particular em Cuba. Elian é bandeira para anti-castristas e defensores do regime de Fidel. Os primeiros mantêm uma casa em Miami, com memorabilia do pestinha. Já o chefão da ilha sempre cita a vitória cubana por Elian em seus discursos. Só para falar de do moleque, ele deve gastar umas três horas...

FABIO – Não, Lapa, não é você. Fabio ficou famoso por ser o modelo na capa daquelas novelas água-com-açúcar (Sabrina, Júlia, etc). Quem viu Zoolander sabe que o cara é um dos maiores canastras da humanidade. Hoje ele se dedica a comandar uma produtora de vídeo e colecionar motos (tem 125).

RODNEY KING – O negão que levou uma bifa da polícia de Los Angeles – deflagrando assim os famosos riots que culminaram na morte de 55 pessoas – ganhou grana (US$ 3,8 milhões), montou uma gravadora, gravou um disco e cheirou todas. Responde a uns trocentos processos por agressões a namoradas, dirigir embriagado, entre outras joinhas....

ERIK ESTRADA – Era o motoqueiro John Poncherello, do seriado Chips. Os caras do site, num rasgo de intimidade, o chamam de Ponch. Ponch para as negas dele! Eu sempre o conheci como John Poncherello e pronto. O infeliz ainda tenta ser ator. Se é que algum dia conseguiu.

Na seção ONE HIT WONDERS há alguns erros. Bem, não seriam propriamente erros, mas eu que sou chato pra algumas coisas me sinto na obrigação de pentelhar.

- “Everything About You” não foi o único hit do Ugly Kid Joe. Eu me lembro bem de “Neighbor”, uma música bacana, com um clip muito escroto, que rodou e muito pela MTV.
- Da mesma forma, o Right Said Fred teve “Don´t Talk, Just Kiss”.
- “We´re Not Gonna Take It” não é de Dee Snider. É da banda dele(a), o Twisted Sister.

Vocês acreditam que o EMF - aquele de "Unbelievable" - ainda está na ativa, fazendo turnês e tal? Não sei como está hoje o som dos caras, mas eu gosto muito do "Schübert Dip", o primeiro disco deles, de 1991. Além da ultraclássica e supracitada "Unbelievable" (a única que emplacou) tem uma canção fantástica chamada "Admit It", e outras boas como "Lies" e "I Believe". O disco é um show do orelhudo guitarrista Ian Dench. Depois, ao que parece, os camaradas gravaram mais dois discos, se separaram em 1996 e voltaram em 2001, apenas para fazer turnês caça-níqueis. Em 2002, o baixista Zac Foley teve um piripaque e morreu no meio da rua, em Londres, aos 31 anos. O cara foi substituído, e o EMF continua firme e forte, mesmo depois da ondinha de bandas eletrônico-lisérgicas da Inglaterra. Sugesta: alguém se habilita a dizer por onde anda (se é que anda) o Jesus Jones?
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quarta-feira, fevereiro 16, 2005

SEM SACO PRA ESCREVER

E para não deixar desapontada a legião de leitores do GG, pesquei um velho conto meu. Espero que curtam.

DIVÃ
Há muito Dr Peçanha ansiava por aquele momento. Entrou no consultório do Dr Vasquez-Rivas e sentou-se ao divã. Um psicanalista fazendo análise.
- Procópio Peçanha. O que lhe traz aqui, colega?
Dr Peçanha achou meio estranho estar do outro lado do jogo. Pelo menos relaxou ao sentir que o divã do Dr Vasquez-Rivas era bem confortável.
- Acho que estou precisando de uma análise, doutor...
- Bom, disso eu não tenho dúvida. Mas o que o trouxe? Digo, porque diabos você veio até um psicanalista?
Dr Peçanha ajeitou-se no divã. Tinha deitado meio de lado e isso poderia suscitar algumas interpretações nada lisonjeiras sobre sua masculinidade. Leu isso em algum lugar.
- Olha Dr Vasquez, eu acho que vim apenas dar uma reciclada.
- É mesmo? E porque?
Teve vontade de dizer “porque meu pai foi um filho da puta comigo a vida inteira e minha ex-mulher nunca entendeu minha necessidade por relações extra-conjugais, além de meu filho ser um pé no saco com aquela mania de tocar guitarra em casa”. Mas tinha que se conter.
- Bem, porque eu acho que seria uma boa discutir algumas coisas com um psicanalista. Eu sou humano e tenho angústias, doutor. Quero aprender a lidar com elas.
- Hmmm....você foi maltratado quando criança?
- Bem, meu pai às vezes me batia. Mas só quando eu colocava o gato dentro da geladeira.
“Gato dentro da geladeira”, pensou Dr Vasquez-Rivas. “Uma clara demonstração de inclinações sádicas”, e emendou:
- É mesmo? Que impacto você acha que esses episódios tiveram na sua vida?
- Impacto? Não sei....acho que aprendi que lugar de gato não é dentro da geladeira. Mas também acho que as surras tiveram um valor negativo. Sabe aquela coisa da imposição da figura paterna sobre a pobre criança indefesa?
- Sei...
- Acho que isso teve um impacto nas minhas relações com o resto do mundo. Principalmente com o gerente do meu banco e com a minha sogra.
- Huhum...
Dr Peçanha parou um pouco para pensar. Será que o desgraçado do Dr Vasquez-Rivas não estava dormindo? Sim, porque ele mesmo sempre dormia quando tinha sessão com aquele arquiteto perturbado que queria reprojetar a existência e mesclar funcionalidade e estética nos seus relacionamentos.
- Dr Vasquez?
- Diga...estou ouvindo
- Eu acho que a felicidade é um artigo em falta na sociedade contemporânea. O sr concorda comigo?
- Em termos, Peçanha. Você foi maltratado quando criança, não foi?
- Sim, eu já disse que meu pai às vezes batia em mim...
- Pois então...você veria a felicidade com outros olhos se não tivesse acontecido.
- Acontecido o quê?
- As surras. O gato dentro da geladeira.
- É mesmo?
- Claro. Agora continue falando...como são seus relacionamentos com as mulheres?
Golpe baixo. O Dr Vasquez-Rivas cutucou a ferida mais notória do Dr Peçanha: o sexo oposto. E agora? Tinha que falar.
- São ótimos...enquanto duram. É que eu tenho um probleminha, doutor. Eu não consigo entender nem praticar a monogamia.
“Maníaco sexual”, pensou Dr Vasquez-Rivas, para depois falar:
- Explique direito, homem...
- É difícil, doutor. Eu fui casado por doze anos mas não conseguia ser fiel à minha mulher. Qualquer rabo-de-saia era motivo para um par de chifres na coitada. Mas acho que ela deveria ter sido mais compreensiva comigo. Ela foi muito radical.
- O que ela fez?
- Me chutou para fora de casa porque me encontrou com a irmã do japonês da tinturaria. Mas acho que ela ficou brava mesmo porque a menina estava usando o short que eu tinha comprado para ela fazer ginástica...
- Sei....
- Isso me atormenta, doutor. Está certo que minha ex-mulher era uma chata de galocha mas eu não sei se sou capaz de encarar um relacionamento monogâmico...o que há de errado comigo?
- Os motivos estão na infância. Lembra das surras do seu pai?
- Claro. Doíam pra caramba...
- Do gato dentro da geladeira?
- Sim, sim...
- Isso é uma metáfora de sua incapacidade de ser fiel. O gato representa a astúcia de sua mulher, que você sempre tentava tolher jogando na geladeira.
- E as surras?
- Representam o macho dominador sempre incentivando a novas aventuras.
- Peraí. Incentivando novas anventuras? Por meio de porrada? Não estou entendendo, doutor...
- Claro que sim, mas isso é caso para uma outra sessão. Por sinal, o seu tempo está já acabando.
- Mas Dr Vasquez, ainda faltam cinco minutos. Eu tenho direito a cinco minutos. Nesse tempo eu posso falar muita coisa...
- Não importa. Você me deu a chave de toda sua personalidade em dez segundos. Para que mais cinco minutos?
- Que chave é essa?
- As surras. O gato dentro da geladeira.
- Peraí, mas isso define a minha vida inteira?
- Claro. É uma metáfora de sua vontade de ocultar as coisas, mesmo depois que você acabe pagando por isso...
- Nunca tinha pensado por esse viés...
- Pois agora pense. E veja como você vai entender melhor a sua vida.
- Bom, muito bom. Eu vou indo então. Como a gente acerta a questão financeira?
- São R$ 400 por mês por duas sessões semanais. Você conhece a tabela.
Teve vontade de dizer “que roubo!” mas depois lembrou que era o preço que ele mesmo cobrava. Mesmo assim não deixou de alfinetar.
- Essas consultas são caras, não é? Quando será que a psicanálise vai se popularizar e os pobres vão ter direito a deitar nesse divã bonito aí?
Dr Vasquez-Rivas deu uma risada sem graça. Aquele era um cliente teoricamente diferenciado, mas que tinha os mesmos sintomas de seus pacientes comuns. Inclusive o jeitão de quem chega procurando a salvação em dois meses.
“As surras. O gato. Está tudo explicado”

sexta-feira, fevereiro 11, 2005


Antes de mais nada, deixem-me falar dos motivos que me levaram a escrever o que vocês vão ler logo abaixo. Foram dois fatos isolados e, de alguma forma, correlatos. O primeiro foi a excelente matéria da nossa Fabiana Moraes sobre Noronha, na última edição do caderno de Turismo do JC. O segundo: no mesmo dia, cascavilhando meus discos, achei uma pérola chamada "Noronha, Primeiro Sol".
Trata-se de um disco perpetrado pelo camarada aí de cima, que se chama Ju Medeiros. Ganhei de presente do próprio, da primeira vez que fui ao arquipélago, em 1999. Ju Medeiros é uma espécie de Nick Nolte que toca violão, e que só canta músicas sobre Fernando de Noronha. O som é aquele velho chacundum-reggae-praia que Jack Johnson sublimou em seu último disco. Nas primeiras canções você até acha engraçado, só que depois enche o saco aquele negócio de "Praia do Meio, Cacimba do Padre, blábláblá". Pior: o disco ainda não traz a melhor canção de Ju, a fantástica “Raole”.
Dividida em três partes, a canção versa sobre os aproveitadores que vão a Noronha para desvirtuar o meio-ambiente e tripudiar dos nativos. O termo "raole" é de origem havaiana, e serve para designar os surfistas que não são "locais" de um determinado pico. Na ótima canção de Ju Medeiros, é qualquer forasteiro mal-intencionado. Sinceramente eu não lembro a letra, só o refrão "agora é só raole, ôôô raole!"
Na mesma época eu vi um show do cara, no Bar Visual (ainda existe, Fá?). Plugado, Ju Medeiros é muito mais eficiente. As músicas chacundum ficaram mais poderosas, e a banda ainda fez um medley dos Stones (Satisfaction/It´s Only Rock´n´Roll/Simpathy For the Devil). Muito bom. Se um dia você for a Noronha, trate de conhecer Ju Medeiros. É tão obrigatório quanto a Praia do Sancho.

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quinta-feira, fevereiro 10, 2005

PEGA NA MENTIRA

"Tantas mulheres febris
Loucas pela minha voz
Música doce, gritando meu nome:
Cauby! Cauby! Cauby!"

Tem gente que gosta de mentir...

SABU, CÊ TÁ DOENTE! PARE DE TOMAR ESSE LITRO DE AGUARDENTE!

Fazia tempo que eu não me divertia tanto em Olinda como no dia do Carnatrash. Sério, foi foderoso. Em frente ao lendário Colégio de São Bento (onde segundo o trasheiro Da Maia "nunca estudou alma"), um minitrio elétrico acoplado sobre uma mobilete animou a rapaziada vomitando clássicos de Luiz Caldas ("A-jaiô, A-jaiô, Axé Babá, Axé Babá", "Tieta"...), Sarajane ("Abre a Rodinha"), Banda Reflexus ("Faraó", "Madagascar", "Alfabeto do Negão"), Chiclete com Banana, entre outras pérolas. Depois, a pedido de fiscais da Prefeitura de Olinda, a trupe teve que sair andando pela cidade alta. Foda foi subir a ladeira do Bonfim. Eu mesmo estrilei e voltei pra casa. Mas valeu. Gente conhecida (e querida), muita birita e muita gréia. Isso não se dispensa.

PS.: A galera ainda inventou de montar uma banda (novidade!) para tocar esses clássicos nas próximas festas. Na formação, este que vos tecla, além de Rubens Botelho, Márcio Bocão e Buggy. Este último, quando indagado sobre a possibilidade de tocar baixo - seu instrumento de origem - saiu-se com essa: "Eu sou negão, porra! Vou é tocar percussão!". Que assim seja...



sexta-feira, fevereiro 04, 2005


Pete Yorn deve ter algum problema sério e ainda não revelado ao mundo. Não bastasse ter nascido rico e bonito, o cara ainda tem talento. Filho de uma abastada família californiana, ele é irmão de Rick Yorn, produtor de cinema e empresário de Leonardo Di Caprio e Cameron Diaz. Ainda não satisfeito, o cara ainda inventa de fazer músicas que, se não salvam o mundo da destruição, proporcionam momentos bastante agradáveis para quem gosta de pop bem feito. Já faz um bom tempo que baixei os dois primeiros discos dele, "Musicforthemorningafter", de 2001, e "Day I Forgot", de 2003, mas só hoje, vindo para mais um dia de labuta e escutando PY, lembrei que nunca escrevi nem comentei nada sobre o indivíduo.
Pois como já disse, Yorn faz um pop palatável, indicado para os mais diversos gostos musicais. O som é uma competente mistureba do folk sussurrado à Nick Drake, do rock estradeiro dos Eagles e de texturas típicas dos anos 80. Este editor-chefe tem entre suas preferidas "Strange Condition", "Crystall Village" e "Life On a Chain". Peruando pela Internet é possível encontrar covers bizarros feitos pelo cara: "Dancing in the dark", de Bruce Springsteen, ganhou uma bela versão ao piano; já "Panic", dos Smiths, é levada apenas ao violão. "I Wanna Be Your Boyfriend", dos Ramones - originalmente gravada para o tributo oficial aos Retardados - ficou igualzinha à original. Bom, Pete Yorn nunca vai ser o seu artista preferido de todos os tempos, tampouco os discos dele irão figurar no seu "Top 50". Mas que você vai curtir e assobiar as canções do cara, não tenha dúvida.
Posted by Hello

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

EVOÉ...TIO ZÉ

Chega o Carnaval e olha só o que me mandam. http://planeta.terra.com.br/lazer/mmaranha/
Nesse link é possível baixar o hino do Tio Zé na Folia, agremiação criada em 1999/2000 (agora não lembro ao certo) para homenagear essa inestimável figura. Ouvindo a tranqueira me lembrei de como surgiu a música. Os caras lá do DP me pediram para compor o hino do bloco. Eis que eu me aventuro pela primeira vez na seara do frevo. A música saiu rapidinho, ao violão mesmo. Depois veio a esdrúxula gravação. Fui à casa de Zé catar uns instrumentos de maracatu para poder gravar as bases. Saí de lá com uma alfaia, para fazer o bumbo, e uma caixa. Montei o 4-track e gravei primeiro a caixa, fazendo a batida de frevo. Depois fiz o bumbo e taquei tudo num canal só. Aí veio o baixo, em mais um canal, e a guitarra (foi uma das primeiras coisas que fiz com a minha Jazzmaster, totalmente desafinada). O último canal ficou para a voz e pimba! Mas ainda faltava a cereja no topo do bolo. Resolvemos, eu e Humberto Gordo, levar a música a um estúdio para gravar vozes femininas adicionais (afinal de contas, tratava-se de Tio Zé). Arrumamos como backing vocals: Adriana Reis, Adriana Dória e nossa querida e renomada Débora Renascimento. O resto é história. Ouçam e dêem boas risadas da tosqueira...