segunda-feira, dezembro 26, 2005

"AÊ, CHEFIA...IHC! DESCE MAIS UMA...IHC!"


Ontem a Band marcou um golaço. A emissora dos Saad sapecou, sem dó nem piedade, um especial de quase duas horas com o showzaço que o Pearl Jam fez em São Paulo, me fazendo lembrar dos velhos tempos em que a Globo transmitia ao vivo os megafestivais como Rock in Rio e Hollywood Rock. Vocês sabem o motivo do espanto: numa tarde de domingo de Natal (reparem, "domingo" e "Natal") assistir à TV aberta é tão empolgante quanto acompanhar uma partida de Botcha do Clube da Terceira Idade. E eis que os reles mortais - que como eu não dispõem das benesses da tv paga - são brindados com um super show de rock, e quase na íntegra.
E pense na competência dos caras. Eddie Vedder tava mamadaço, mas nada daqueles porres-deprê que comprometem uma performance. O sujeito tava num astral de dar inveja, e munido de uma garrafa de vinho, deu o tradicional show de gogó em clássicos como Even Flow, Alive, Black, Jeremy, Given to Fly, I Am Mine, Daughter, e até mesmo quando arriscou-se com violão e gaita para, sozinho, levar You´ve Got to Hide Your Love Away. Sem contar os covers de I Believe In Miracles, Kick Out the Jams (quando tiveram a companhia de Mark Arm e Steve Turner, do Mudhoney), e do final catártico com (Keep on) Rocking in the Free World. O clima de farra era tamanho que o bebum boa-praça Vedder chegou até a dizer em pleno microfone que nem ele nem o batera Matt Cameron tinham dormido na noite anterior. Gréia com G maiúsculo, como um bom show de rock deve ser.
Falando nas antigas transmissões da Globo, impossível não lembrar de momentos toscos como Pedro Bial comentando sobre a "bundinha do Axl Rose" durante a apresentação do Guns N´Roses no Rock In Rio II (não é mentira, eu tenho isso gravado e mostro para quem duvidar), e de Maria Paula falando tanta merda ao ponto de "comer" a introdução de Smells Like Teen Spirit durante o show do Nirvana no Hollywood Rock. Perdoai-os, Senhor, pois eles não sabem o que fazem.
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quarta-feira, novembro 30, 2005

“LONGE DE CASA HÁ MAIS DE UMA SEMANA...”

Eu sei que aqui no Rio tem coisas muito mais interessantes para se fazer do que ficar peruando pela internet, mas é por uma causa nobre. É para manter vocês informados sobre o que este humilde filho de Deus vem passando nessa rock trip. Algumas considerações.

Os Stooges fazem o melhor show de rock da atualidade. Eu sinceramente não acredito que possa haver no mundo uma banda que apresente a catarse que eu vi a poucos metros de mim em São Paulo. Não tocaram nada do Raw Power, mas quem se importa quando se é bombardeado com petardos como “Loose”, “1969”, “1970”, “Dirt”, “Real Cool Time”, “TV Eye” e, claro, “I wanna be your dog”, tocada duas vezes (uma no comecinho e outra no final do show, anunciada por Iggy Pop como “Double Dog”). Mas o momento mais emocionante e emblemático do show foi “No Fun”. O Iguana conclamou os malucos a subirem no palco para cantar com ele, e o que se viu foi o prenúncio do apocalipse. As portas do inferno abertas para a passagem da Besta-Fera. Dezenas de camaradas subiram e foram espancados pelos seguranças do festival. Os roadies dos Stooges entraram no pau e começaram a porrar os seguranças para que a malucagem pudesse curtir. Iggy foi cercado por fãs, roadies e seguranças, arrastado para dentro da platéia, mas em nenhum momento parou de cantar. No palco, um sujeito tocava air bass ao lado de Mike Watt (fiquei propositalmente na frente do Minute Man), que correspondia com um sorriso que ia aos dois extremos do seu bigodão. Loucura total, e eu me emocionei imaginando que em Detroit no início dos 70 a parada devia ser daquele naipe.
O “Aflitazzo” repercutiu aqui no Sudeste de uma forma impressionante. Em São Paulo e no Rio eu ouvi vários camaradas nas ruas se referindo à histórica amarelada. Se foi freqüente para mim ouvir referências à partida em andanças pelas duas longínquas cidades, eu imagino o que deve ter sido aí no Recife. O melhor comentário eu ouvi de um jornaleiro ontem, no Centro do Rio. Ele conversava com um camarada que contava o fato de estar treinando o time de várzea dele para uma possível decisão por pênaltis. Palavra do jornaleiro (reparem na escrita carioca, para ambientar vocês): “Puô! Só não ensina os muleque a bater pênaltchi feito os caras do Náutchico!”.

É isso, crianças. Papai volta na sexta. Abraços em todos.

segunda-feira, novembro 28, 2005

TEM COISAS QUE SÓ O MASTER CARD FAZ PARA VOCÊ...

- Passagem para São Paulo:
R$ 800,00

- Cerveja dentro do festival:
R$ 4,00 (Kaiser...)

- Ver o Santa dar a volta olímpica e perder o título dez minutos depois, mantendo a primazia do Sport em ser o ÚNICO CAMPEÃO BRASILEIRO DE PERNAMBUCO
- Ver a Casa da Barbie ruir depois de dois pênaltis perdidos e de levar um gol de um time com quatro jogadores a menos
- Ver os Stooges destruindo tudo
- Ver o Sonic Youth mostrando como a guitarra é um instrumento foderoso
- Ver o Flaming Lips salvando a humanidade com melodia e bom humor:
NÃO TEM PREÇO!!!!!!!!!!!!

PS>: Tô no Leblon tomando uma gelada e aproveitei para vir aqui digitar essas bem traçadas. Abraços em todos!

quinta-feira, novembro 24, 2005


Vou ali ver um showzinho e volto logo... Posted by Picasa

sexta-feira, novembro 11, 2005


�, quando voc� t� na night o bicho pega....(arte by Ricardo Pereira) Posted by Picasa

terça-feira, novembro 01, 2005

O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA...

Ganhei de presente do amigo Jarmeson um DVD com quase duas horas de gravação do antigo programa Canto do Mar, da TV Jornal, que em meados de 1993/94 abria espaço para as bandas da então emergente cena local. Tosqueira era bóia no programa, a começar pelo improvável cenário que misturava balcão de churrascaria com um terrível piso quadriculado. E o esquema era bastante simples: playback no quengo e a banda que se virasse para fazer qualquer palhaçada ou – incrível como tinha gente que levava a sério o negócio – fingir tocar mesmo.
Nesse segundo time aparecem o terrível Elétrons e Neurônios (espécie de Red Hot Chilli Peppers de quinta categoria), Academia do Medo (“Soooombraaaas!”, lembram disso?) e Tempo Nublado. Como nessa época ninguém à exceção de Chico e mundo livre tinha disco gravado, o som era basicamente das fitas demo das próprias bandas, o que aumentava a tosqueira. Mas há momentos divertidos como a sensacional interpretação do Paulo Francis Vai Pro Céu para Eu Queria Morar em Beverly Hills. O Gordo, que à época fazia jus ao apelido de uma forma contundente, ataca de vocalista, enquanto Balaio vira guitar hero, solando com a guitarra nas costas e tudo mais. Waldner e Roubada se revezam nas palhaçadas enquanto Christiano interpreta...Christiano.
Também é engraçado relembrar o Galera Impregnada, banda horrível mas que englobava caras que eram/são chapas de muita gente por aqui, inclusive meus: Pupilo e Jamilson na percussão, Márcio Bocão no baixo, Flávio Mamoha e Luís Tonca nas guitarras, e um vocalista cujo nome eu não lembro nem a pau.
Ainda vale a pena ver Conservados em Formol com a clássica formação Keops-Demo-Bigode-Diego atacando de Dê Myuzik, e o Eddie (na época Fabinho-Roger-Berna) com Tem Cupa Eu. E apesar de eu não ser lá um grande fã da banda, é boa a interpretação do Cavalo do Cão para Macaxeira e Sexo Turismo. Jorge Cabeleira e Devotos também tiveram boas idéias na hora de encarar o tenebroso playback do Canto do Mar: os primeiros promoveram um quebra-quebra de instrumentos ao estilo Pete Townshend. Já o Devotos colocou três molequinhos para tocar no lugar deles na música Futuro Inseguro (aquela do “criaaaanças abandonaaadas, pedem e rooooubam na calçaaada, sem amoooor se cariiinho, os pais morreram, estão sozinhos”).
Bom, eu já ri muito vendo essa parada e Jarmeson deve conhecer de trás-para-frente. Minha sugestão é de que a galera marque um dia para, munida de muita cerveja, dar outras tantas risadas. “Direto do túnel do tempo”.

terça-feira, outubro 18, 2005


Esse é o disco novo de Lou Barlow, e é incrível. De fazer chorar. Um camarada, um violão e canções arrebatadoramente lindas. Recomendo de com força. Posted by Picasa

segunda-feira, outubro 17, 2005


Até para ser virtuoso é preciso ter estilo e atitude de roqueiro de verdade, e não de bicha exibicionista como a maioria dos guitarristas que se masturbam ao som de rock fusion. É por isso que eu gosto de Yamandú Costa e dos Hellecasters (foto acima). Tratam-se de artistas cuja técnica apuradíssima é usada apenas como um elemento para criar e executar boas canções, e não como um fim em si mesma, como que para mostrar aos wanna-bes "como se toca". Mais uma vez perdi um show de Yamandú aqui na terrinha, mas ando empenhado em sacar mais coisas dele. O gaúcho me lembra o Maradona dos velhos tempos, abusado, tecnicamente irrepreensível e com uma clara inclinação para a boemia. Nada a ver com o estereótipo dos caras que tocam na mesma praia que ele: o do sujeito caladão, careta e compenetrado, que passa 12 horas por dia tocando e lendo intrincadas partituras. Yamandú é um maluco doidão de primeira linha, e vÊ-lo tocar é um experiência muito gratificante. Eis o mesmo caso dos Hellecasters: Jerry Donahue, Will Ray e John Jorgenson são três guitarristas com anos e anos de experiência como músicos de estúdio e de palco para a nata do rock/pop mundial (George Harrison, Bob Dylan, Elton John, Fairport Convention), e que vez por outra se unem para gravar discos instrumentais. É mais ou menos como se Paganini, Wagner e Bach fossem um músicos de country e vivessem biritados em hipotéticos saloons do inferno. Mais uma vez vale o paralelo futebolístico, pois os Hellecasters estão para Ronaldinho Gaúcho assim como os Vais e Satrianis da vida estão para Denílson: é preciso ter habilidade, mas com objetividade e bom gosto. Firula por firula eu prefiro ir ver no circo. PS: quem tiver a fim de gravar os discos dos Hellecasters é só falar com papai. Abraços.  Posted by Picasa

segunda-feira, outubro 10, 2005


Bang-Bang tem tudo para ser a novela das 19h mais divertida e empolgante desde Que Rei Sou Eu. Não há uma fórmula mirabolante para o sucesso do folhetim, muito pelo contrário: o enredo fica nos manjados conflitos do Velho Oeste americano, como a rivalidade entre famílias, duelos na rua principal da cidade e, claro, as idas e vindas do par romântico protagonista. Mas o que dá o charme à trama é a produção esmerada, o indefectível toque cômico que as novelas das 19h precisam ter, e os excelentes personagens. Mario Prata caprichou ao conceber figuras hilárias e com nomes não menos estrambólicos como Aquarius Lane, Absurd Boy, Kid Cadillac, Jeff Wall Street, Jack Label, Vegas Locomotiv e Sheng Leng Júnior. A caracterização de personagens e paisagens do Oeste é de uma fidelidade absurda - muitas cenas são gravadas no deserto de Atacama, no Chile - e o capricho também se traduz nas animações: o fio condutor da história é o desejo de vingança de Ben Silver (Bruno Garcia), que teve toda a família assassinada a mando do fazendeiro malvadão Paul Bullock (Mauro Mendonça) quando era criança. A novela começou com uma excelente animação mostrando o assassinato. A cena foi bem violenta, uma imitação flagrante de Kill Bill, na parte em que a então pequena O-Ren Ishi tem os pais brutalmente assassinados na sua frente. Daí segue-se a saga de Ben, que se apaixona por Diana (na novela diz-se "Daiana") Bullock, filha do seu maior antagonista, e o cu-de-boi começa. O folhetim ainda tem situações hilariantes como a reclusão dos outrora famosos pistoleiros Jesse James (Kadu Moliterno) e Billy The Kid (Evandro Mesquita), que vivem ocultos e fantasiados de mulheres, como as irmãs Henaide e Denaide. Também há Sidney Magal fazendo o papel de Zorro, que na trama virou Zorrôh depois de consultar uma numeróloga. Outro papel divertido é o de Luís Melodia como Sam, o pianista cuca-fresca do saloon. Bom, é isso. Vale a pena, eu garanto. Posted by Picasa

quarta-feira, outubro 05, 2005

"HEY, GET OUT OF MY MIND"


A internet é, definitivamente, um celeiro de doidos, onde meras fofocas assumem a proporção de lendas urbanas. E o pior é quando essas lendas permanecem não-desmentidas ou não-confirmadas, como no caso do suposto romance colegial entre J Mascis (a.k.a. O Mestre) e Uma Thurman. Reza a lenda que os dois foram high-school-sweethearts no início dos anos 80, quando estudavam na mesma escola da pequena Amherst, Massachusetts, onde fica o campus da U-Mass. O boato começou a rolar nos fóruns destinados a discutir a obra d´O Mestre, e dão conta de que, quando Uma resolveu deixar Amherst para seguir carreira de atriz, o sujeito ficou arrasado para todo o sempre. De acordo com as fofocas, as letras do cara - sempre sobre relacionamentos fracassados e a mulher que se foi - nada mais são do que reflexos do final do namoro. Claro que pode ser tudo uma grande viagem, mas alguns pontos da história batem. O primeiro e mais importante: J e Uma de fato foram contemporâneos em Amherst, e levando em conta o fato de se tratar de uma cidade pequena, é bem provável que realmente tenham estudado na mesma escola, até porque a diferença de idade entre eles é de apenas quatro anos (Uma tem 35, e O Mestre, 39). Outra: no clássico filme THE YEAR PUNK BROKE é possível ver uma cena onde Kim Gordon pergunta ao camarada "como está Uma", no que ele diz que a cidade nunca mais foi a mesma desde que ela partiu. Pode ser uma grande gréia, já que todos sabem que eles estudaram na mesma escola, e na mesma época, mas quem sabe não é? E tem mais: na versão que fez para QUICKSAND, de Bowie, O Mestre reescreveu a frase "Im the twisted name on Garbo´s eyes" para "I´m the twisted name on Uma´s eyes". Para quem for curioso, o Pitchfork Media tem uma matéria sobre o caso, que muitos fãs dizem não passar de uma grande viagem, mas que também nunca foi desmentida por nenhum dos dois. Prestem atenção da suposta carta que Uma teria escrito na tentativa de demover O Mestre de seu eterno amor por ela. Leiam : www.pitchforkmedia.com/record-reviews/ m/mascis_j/free-so-free.shtml
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terça-feira, outubro 04, 2005

Dia desses eu almocei ao som de Lulu Santos, e isso não foi, obviamente, uma escolha minha. Calhou de o dono no restaurante onde eu fazia a - na minha opinião - refeição mais importante do dia ter um greatest hits do camarada, e aí já viu. O que eu percebi durante o almoço é que Lulu está longe de ser uma coisa nociva à música brasileira. É só pensar um pouco: o cara é um hit maker perene, daqueles que conseguem emplacar sucessos com uma regularidade impressionante. Luís Maurício é o tipo do artista que pode se dar ao luxo de fazer um show de três horas e ter apenas hits para levar o público à loucura. E, noves-fora a chatice de algumas canções do sujeito, dá para perceber que não são simplesmente musiquinhas descartáveis. Outro ponto a favor dele é o gosto por belas guitarras. A coleção do camarada tem todos os modelos clássicos que você pode imaginar: incontáveis Stratos e Teles, algumas Les Pauls, Rickenbakers, e mais recentemente ele tem se aventurado pelas guitarras ditas "alternativas" da Fender, como Jaguar (a da foto acima) e Jazzmaster (que ele usou no fatídico dia da briga com Faustão). Trocando em miúdos, pode-se dizer que Lulu Santos está no meio do caminho que separa Zezé di Camargo e Marcelo Camelo: nem tão rasteiro e nem tão cabeça. Um artista que sabe ser pop com classe.

quinta-feira, setembro 15, 2005


Sim, respondendo à pergunta do post anterior, o Brasil tem jeito, ele passa obrigatoriamente por figuras como Diana Buani. Na foto acima, num momento de ternura extrema, ele conforta o maridão atolado em dívidas, dizendo que o cachê da Playboy vai tirá-los da bancarrota. "E porque você acha que eu estou chorando, meu amor? Pelo Severino? Claro que não! Você pelada, para o Brasil inteiro, eu não vou aguentar!". E pensar que a Playba esteve atrás da canhoníssima Karina Somaggio. Bom, não sei como é a comida do restaurante do Buani, mas que em casa o maluco come bem, isso come... Posted by Picasa

O VERDADEIRO SALVADOR DO BRASIL

Voltei. O GG foi relegado a quinto plano por um tempo em virtude de um porrilhão de coisas, como o aumento absurdo de trabalho por aqui – aliado a uma encheção de saco normal nos blogueiros não-radicais – e em casa. Não, as coisas não mudaram: agora mesmo eu tô teclando com pressa para resolver mais uma cacetada de coisas, mas pelo menos não ando mais de saco tão cheio assim do mundo virtual, e por isso dá pra voltar a este espaço com um pouco mais de dedicação.
Ontem eu fiquei abismado com a quantidade de energúmenos na Imprensa nacional. Acompanhava, via Rede TV!, a degola de Roberto Jefferson, quando o gerador de caracteres se saiu com um belíssimo “cassassão”. Comentei com a digníssima: “Puta que o pariu, olha como escreveram”. Segundos depois, obviamente depois de alertado por alguma alma caridosa cuja intimidade com o idioma de Camões era, por assim dizer, maior, a anta que gerava o letreiro veio com a providencial mudança: “Caçassão”. Tecnicamente erradíssimo, mas tem lá sua lógica, ainda que gramaticalmente capenga. O imbecil deve ter pensado que Jefferson estava sendo caçado pelos demais parlamentares, tal qual um preá pela mata de Aldeia, o que não deixa de ser verdade.
Mas não ficou por aí. Mais dois minutos e o gerador anunciou, triunfante: cassação. Algum herói – esse sim, redentor das mazelas do Brasil – resolveu enfrentar os dragões da ignorância e fazer a coisa certa. Quem disse que esse País não tem jeito?

segunda-feira, setembro 12, 2005

Vocês devem estar notando que a redação do GG está meio que jogada às moscas. Como editor-in-chief devo explicar que os acionistas do conglomerado Guitar Grinder Entreprises estão estudando formas de dar um provdencial banho de loja nesse veículo de reputação ilibada, tudo para que o nosso leitor fique ainda mais satisfeito. Demora, eu sei, mas eu garanto que, a exemplo do segundo disco do Badminton, o novo GG vai sair, e vai ser bem bacana. Por isso não deixem de passar por aqui de vez em quando.
Abraço

segunda-feira, agosto 29, 2005

NO ORKUT DOS OUTROS...

Pois é, como tudo que vai volta, eu regressei à suprema fuleiragem do Orkut, mas por um motivo nobre: criei uma comunidade para juntar a galera para a minha foderosa festa de 30 anos, no final de outubro. Vão lá e se associem para receber os informativos da festa que vai empenar todo mundo...

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4504349

segunda-feira, agosto 22, 2005

PALPITE INFELIZ

Se alguém aqui colecionava a saudosa revista Bizz, preste atenção numa certa edição de 1990, que traz o B-52´s na capa. É História pura, e por dois motivos. O mais relevante é uma matéria assinada por Álvaro Pereira Jr - hoje chefão do Fantástico - sobre o então emergente selo Sub Pop e seu barulhento cast. Pereira se refere a Seattle como "a cidade que deu ao mundo Jimi Hendrix", e que estava sediando uma espécie de movimento roqueiro onde o importante não era ser glamoroso e tocar em arenas, e sim fazer rock sujo, desencanado e destinado a "perdedores". Refere-se a Soundgarden e Mudhoney como expoentes máximos da nova onda e, ironia total, deixa o último parágrafo para versar sobre bandas "obscuras" do selo, como Walkabouts, Afghan Wigs e....Nirvana. Mas para não dizer que a bola foi totalmente fora, Pereira Jr colocou uma fala de Bruce Pavitt - chefão da Sub Pop - sobre o então obscuro trio: "Esses caras ainda vão nos enriquecer". É sério, tá tudo escrito lá e eu consegui essa revista. O outro ponto de destaque é a histórica entrevista em que Renato Russo assume a homossexualidade. São, se não me falha a memória (esqueci a revista em casa), seis páginas onde pouco se fala de música e muito de boiolagem. Dá para notar que a biba estava eufórica por ter escancarado a "nova" condição, pois há delírios como a suspeita - por parte dele - de que Brian Wilson não acabou o Smile por ter entrado em conflito com Van Dyke Parks. Sim, Russo levanta a tese de que os dois seriam amantes! Puta que o pariu! Confere com o que ouvi ontem de um gay assumido e desgrilado: "É, muitas bichas têm disso mesmo, essa coisa de olhar para você e dizer ´se você não é gay, um dia vai ser' ". Pelo que se vê, não era só cantando que Renato Russo enchia o saco.

quarta-feira, agosto 17, 2005

TO BE OR NOT TO BE?

Hoje me peguei pensando como pessoas como eu fazem tudo para que as coisas - musicalmente falando - fiquem ainda mais difíceis do que já são. Ter uma banda de rock, nos moldes mais primitivos do termo, já é um certo suicídio comercial. Cantar em inglês então é ter tanta chance de sobrevivência no mercado quanto o brasileiro que foi detonado no metrô de Londres teve ante os meganhas da Rainha. Tudo bem, o mercado nacional até que se familiarizou com o som guitarras altas, mas ainda não com algo que não seja a língua pátria.
Quando eu comecei a compor, por volta dos 14 anos, a maioria das minhas "letras" (se é que dá pra chamar aquelas tosqueiras assim) era em português, mas eu já rabiscava algo no idioma de Bush. Daí em diante eu só fiz esquecer a língua nativa. O Dreadful Boys, que todos vocês conhecem, cantava majoritariamente em inglês (isso em 92, 93), mas lembro que antes da banda acabar a gente já tinha algumas canções em português, resultado da nossa pouca idade e da pressão que a então nascente cena mangue exercia.
Claro que eu consigo compor em português, mas só de gréia. Os clássicos d´Os Cômicus (parcerias com Wilfred e Jorge), d´Ur Bocomoco e os sambas-fuleiragem do início dos anos 90 (sim, antes da moda) não podem, definitivamente, entrar no rol do meu "trabalho sério". Hoje eu me sinto confortável com o fato de militar no rock cantado em inglês, mas já cheguei a ficar cabreiro com isso. Para se ter uma idéia, Teles - o único crítico em atividade no Estado que realmente entende de música - dizia que o Dreadful Boys era uma boa banda, "mas que cantava em inglês", e isso me deixava encucado. Paradoxalmente, eu comecei a me sentir aliviado ao ler uma entrevista que Caetano Veloso concedeu a Geneton Moraes Neto para a Continente Multicultural. Caê (íntimo, hein?) diz em um certo trecho que achava a coisa mais legítima do mundo o fato de Raul Seixas no início da carreira querer se vestir como Gene Vincent e cantar rock em inglês, pois ninguém era obrigado a versar sobre o Senhor do Bonfim e a baianidade nagô. Bela opinião, meu filho. Não entendo o complexo de Ariano Suassuna de (grande) parte da Imprensa nacional, segundo o qual " é preciso resgatar a identidade nacional". Deixa isso para o Instituto Tavares Buril, eu prefiro fazer música da forma que eu achar mais legal.
Esse papo todo é porque eu ainda tô tentando tirar do forno o segundo disco do Badminton, que tá quase todo gravado, e vem invarivelmente na língua de Madonna. Mas se a rapaziada quiser eu traduzo as letras. Vai ser legal cantar "Mudando de Lugares", "Canção Fina", "Sabor do Século", "Praga Constante", entre outras.

quarta-feira, agosto 10, 2005

ELE VOLTOU!!!!!!!!!!!!!

Acreditem: depois de dez longos anos, o periódico humorístico mais fuleiro do planeta voltou. O JOCA agora tem versão digital, e vocês podem acessá-lo pelo: www.jornaldacana.zip.net

quarta-feira, julho 27, 2005

CELULITE É PRECISO

Não tem jeito: brasileiro se anima pra valer quando a conversa é sobre sacanagem. E nos comments do post anterior, a rapaziada esperta que freqüenta o GG se mostrou ligada com relação às coisas – literalmente – boas da vida. Esse papo todo sobre as prováveis aparições de Karina Somaggio e Dona Renilda nas páginas da Playboy me fez lembrar de uma conversa que eu tive há pouco tempo com o Mago (que aqui no GG grifa “Bob”) sobre a estética das mulheres gostosas de hoje. Tá, mulher gostosa é mulher gostosa, aqui ou no Cazaquistão, mas quem for ligado vai notar que a diferença entre as curvilíneas que adornam as páginas das revistas de hoje e aquelas de, sei lá, vinte anos atrás não se restringe apenas ao famigerado Adobe Photoshop.
A minha próxima declaração vai ser polêmica, eu sei, mas o fato é que celulite é preciso. Desesperadamente preciso. Ninguém discute o fato de uma Feiticeira da vida ser gostosa, mas mulheres do tipo dela costumam se aproximar de uma coisa na qual eu não viajo: homem. As figuras ficam tão malhadas, tão definidas, tão milimetricamente siliconadas que perdem aquela coisinha macia que a mulher tem que ter (favor não confundir maciez com flacidez). E aí quando posam para as revistas ainda recebem uma generosa carga de Photoshop para que tudo fique ainda mais perfeito. Arnaldo Jabor de certa feita afirmou que provavelmente brocharia caso fosse para a cama com a Feiticeira, pois ela é tão intimidante que não ia haver jeito do “astral” dele subir...
Comparar uma Playboy atual com as clássicas Ele & Ela dos anos 80 é uma covardia: o filhote tupiniquim da cria de Hugh Hefner perde de goleada. Nas antigas edições da Ele & Ela (vá lá, da Playba também, mas o “controle de qualidade” deles sempre foi maior) é possível encontrar mulheres como aquelas que você vê diariamente nas ruas, com imperfeições que as dão um apelo ainda mais erótico. Sim, falo de celulite pululando pelo corpo, seios naturais (ah, os seios naturais!) e produções vagabundas. O padrão vigente de mulher malhada e com tudo em cima também não permite que as “reais” dêem as caras no cinema e na TV hoje em dia. Quero ver é essa mulherada de hoje ter a “competência” de Helena Ramos, Matilde Mastrangi, Aldine Muller, Lucia LeGrand, Magda Cotrofe e tantas outras, quando não se tinha silicone, academia de ginástica e nem Photoshop.
Trocando em miúdos: não tenho nada contra uma mulher cuidar do corpo e retardar os inevitáveis efeitos da gravidade, muito pelo contrário. Mas fica a saudade de uma época em que pelo menos as “de revista” eram mais parecidas com as “nossas”. Ou alguém aqui namora uma Feiticeira da vida?

terça-feira, julho 26, 2005

É O FIM...

Definitivamente, o Brasil está indo para as cucuias. Hoje eu vi que a ex-secretária-bomba do publicitário-parará Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio, está em negociação com a Playboy. Isso mesmo, ela não vai ser secretária do editor-chefe, não. Vai entrar para o mesmo panteão de centenas de mulheres deslumbrantes, e que já fizeram os dias de muita gente mais felizes. Mais uma vez: você não está sob o efeito de drogas. O editor da revista, Ricardo Vilella, confirmou o interesse, mas negou já ter feito a proposta. Fernanda Karina posaria posar para a Playboy para financiar sua candidatura a deputada federal. Puta que o pariu, essa é demais! E olha o topete da moçoila: ela pediu R$ 2 milhões para tirar a roupa e soltar o indefectível cabelo lambido. Disparate total, uma vez que Grazielli Massafera, com tudo aquilo que Deus e os cirurgiões plásticos a proporcionaram, papou R$ 1,2 milhão para estrelar a próxima edição da revista. Eu não sei o que esses editores da Playboy esperam, sinceramente. É verdade que eu também não consegui reparar o que Somaggio esconde por trás dos terninhos de secretária, e que, no final das contas, é o que realmente importa. Mas não acredito que seja grande coisa. Mas vá lá, até Hortência e Marta, do basquete, já foram capa da revista. Sinal de que o Brasil está fodido há muito tempo.

sexta-feira, julho 22, 2005

OS INIMITÁVEIS


Sério: fossem esses dois camaradas aí de cima nascidos nos States ou na Inglaterra, o negócio teria sido diferente, bem diferente. Beatlemaníacos, tremei, mas a verdade é que Roberto e Erasmo pouco devem a Lennon e McCartney no quesito genialidade. O grande problema, repito, foi terem nascido num país do Terceiro Mundo, e por isso fora do eixo dourado da emergente música pop. Claro, também não foram diretamente expostos ao desbunde da Swinging London ou da efervescência americana da segunda metade dos anos 50, acabaram só pegando a rebarba do que rolava por esses dois centros. Mas até mesmo por isso podem ser considerados mais geniais ainda.
Recomendo a quem tem paciência baixar o pacotão dos grandes discos de RC, dos singles de 1959 até o disco homônimo (como a maioria) de 1976. Nesses 18 anos é que se concentra o filé da produção de Carlos/Carlos, dos bolerões açucarados do final dos anos 50 até a fase do romantismo rasgado (ainda não brega) do final dos 70, passando pelo iê-iê-iê e pelas incursões do Rei pela soul music e pelo R&B. Vale a pena juntar uma rapaziada e, munidos de muita cerveja e um estéreo decente, tirar um dia para jogar conversa fora e se deliciar com o talento de RC/EC. Mas Rubens Botelho tem que estar presente, caso contrário eu não participo. Tenho dito.
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terça-feira, julho 12, 2005

O LIVRO MAIS ESPERADO DO ANO...

...não vai ser da lavra de JK Rowling, Paulo Coelho ou John Grisham. O autor é um camarada de uns quase dois metros e cento e tantos quilos, repleto de tatuagens e muito gente boa. Ajax é o vocalista da foderosa banda punk Os Cachorros e está escrevendo um tratado sobre o que ele chama de lado obscuro da cena musical pernambucana. O cara merece aplausos já pelas palhas que deu na matéria do DP sobre o livro. Quem aqui teria coragem de falar no nome de Chico Science num tom que não fosse de pura adulação? Pois Ajax afirma - coberto de razão, é bom frisar - que Chico foi um bem que acabou causando muito mal à dita "cena". Ssegundo o vocalista d´Os Cachorros, depois do sucesso de Chico a "cena" passou para um nível de puro hype, e o público perdeu totalmente a sintonia com a música. Em outro petardo, ele fala que o Mombojó é uma banda de "discurso vazio", e que por isso o bafafá em torno deles vai acabar logo.
As bordoadas de Ajax bem que poderiam ser interpretadas como ressentimento ou fruto de quem não atingiu o mesmo "sucesso comercial" de alguns artistas mangue. Mas estão longe disso: o discurso do gigante punk é altamente coerente e embasado. É um fato que o advento da "cena" mangue trouxe dividendos, mas formou preconceitos e panelinhas na mesma proporção. Outra: como afirma o vocalista, o público do Recife também não está nem aí para a música, quer mesmo é saber da badalação das festinhas com as bandas e djs "descolados". Esse é talvez o ponto mais nobre defendido por Ajax: o direito de ter um público realmente sintonizado com o que o artista está fazendo.
Palmas para ele pela coragem de falar o que pouca gente aqui ousaria, sob pena de ser "queimado" pelos sumos pontífices do mangue. Mas como o próprio Ajax fala em uma das melhores músicas d´Os Cachorros: "puta que o pariu!" para todos.

quinta-feira, julho 07, 2005


Existem canções de amor e CANÇÕES DE AMOR. As primeiras, com suas melodias doces, apenas nos fazem cantarolar despretensiosamente e, a depender do gosto do ouvinte, ensaiar um "que musiquinha mais baba". Já as últimas têm o arrebatador poder de nos sacar da realidade e nos fazer pensar sobre o...amor. Esse é o caso de "I Believe", de Stevie Wonder.
Essa canção fecha majestosamente o não menos sensacional "Talking Book", de 1972, no qual Maravilha, aos 22 anos, tocou quase todos os instrumentos. A delicada letra é de autoria de Yvonne Wright, irmã da então mulher do cantor, Syreeta Wright, e tem belas passagens como "the many sounds that meet our ears/ the sights our eyes behold will open up our melting hearts and feed our empty souls", e a contundência do refrão "I believe when I fall in love with you, it will be forever".
E a música que Wonder criou para a bela letra é um caso para cinema: tem uma melodia tão serena quanto improvável para os padrões da então emergente música pop. A interpretação do negão também é para arrepiar o cocoruto das moçoilas, e fica difícil imaginar uma que não tivesse caído em seus braços numa hipotética situação "ei, baby, ouve isso aqui que eu fiz para você". "I Believe" é uma singela canção de amor, mas que também evoca o lado sexy do negócio, muito diferente dos novelescos e assépticos "eu te amo" dos ditos cantores românticos. Lá pelas tantas, Wonder começa a repetir exaustivamente o genial refrão, em meio a uma confusão de vozes sussuradas e gritos, e você fica resignado esperando o fade out que fatalmente virá. Mas não se trata de um artista qualquer, muito menos de uma canção pop convencional, e a surpresa vem quando o cabra dá uma guinada sensacional na música e tasca outro refrão, totalmente diferente da melodia inicial, e que se repete - agora sim - até o fatídico fade out. A frase: "Come on, let´s fall in love/ You´re the one that I´ve been waiting for/ Don´t you wanna fall in love?". Coisa de quem entende, e muito, do traçado dessas duas maravilhas da vida: música e mulher.
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terça-feira, julho 05, 2005


Eu esperei muito por esse dia, e finalmente ele chegou. Já tenho em minhas mãos o disco do Crazy Horse SEM Neil Young. Datado de 1971, "Crazy Horse" é uma cacetada para quem gosta de rock ROCK. Foi feito no hiato que separou o After The Goldrush (1970) e o Harvest (1972), período no qual Neil Young fez muitas coisas com Crosby, Stills e Nash (o lendário Deja-Vu, por exemplo). Os malucos do CH resolveram aproveitar a folguinha para fazer o próprio disco e, acompanhados de gente do naipe de Jack Nietszche, Nils Lofgren, Ry Cooder e do próprio Neil Young, se saíram com esse clássico. Não dá pra ficar comentando assim, não. É muito sério. As pessoas têm que ouvir. Ponto. Posted by Picasa

segunda-feira, julho 04, 2005

LÁIV ÊIT...

O MELHOR

- Brian Wilson roubando tudo em Good Vibrations
- A Jazzmaster amarela de Paal Waktaar no show do A-ha
- A saia (ou a quase-ausência dela) de Beyoncé

MOMENTO PURPURINA

- Micheal Stipe, pela máscara azul
- Elton John, por existir.
- Pet Shop Boys, idem.

MOMENTO COLHÃO

- Duran Duran tocando Save a Prayer


MOMENTO “NOJEEENTO!”

- Richie Sambora babando a mangueira do talk-box em Living on a Prayer.


MOMENTO MALETAS-RICAS-E-FILANTRÓPICAS-APARECENDO-MAIS-UMA-VEZ

- Bono e Paul McCartney cantando Sgt Peppers.


MOMENTO “O DONO DO MUNDO”

- Severino Portões anunciando doações milionárias para os pobres da África.

terça-feira, junho 28, 2005


Inacreditável. Acabo de ouvir no rádio que Sylvester Stallone está em processo de produção para as sequências de Rocky e Rambo. No caso da foderosíssima série sobre o lutador carcamano Rocky Balboa - e que, cá entre nós, só presta mesmo até o III - seria o sexto filme. Já a saga do veterano do Vietnã, John Rambo, entraria no quarto episódio. Eu fico imaginando como deverão ser esses filmes. Para Rocky só sobram duas alternativas: virar treinador de algum jovem talento (quem sabe o prório filho dele?) ou encarnar um George Foreman redivivo e entrar nos ringues aos 40-e-lá-vai-anos. E quanto a Rambo, bem, desconheço a posição política de Sly, mas alguém aí duvida que deve vir alguma coisa relacionada à luta contra o terrorismo? Posted by Hello

segunda-feira, junho 27, 2005


Grandes bandas costumam gerar grandes imitadores, para o bem ou para o mal. Os Beatles pariram Badfinger e Big Star, dois grandes grupos. Já os Stones deram à luz o Aerosmith, que por sua vez tirou, a fórceps, o Guns N´Roses. Mas ninguém, ninguém mesmo, vai sair do ventre do Television. Simplesmente não dá para imitar a genial mistura de rock-progressivo-sem-ser-chato-e-épico, ironia punk e grandes, grandes instrumentistas. Se você acredita que Adrian Smith e Dave Murray dos áureos tempos do Iron Maiden eram uma dupla entrosada de guitarristas é porque com certeza ainda não ouviu as aulas de Tom Verlaine e Richard Hell, que pilotavam as seis cordas no Television. E para completar uma cozinha de responsa formada pelo competente Richard Lloyd (baixo) e pelo extraordinário Billy Ficca nas baquetas. Eu sei, eu sei, é lugar comum, mas é impossível não citar Marquee Moon - a música - como a síntese do que esses quatro camaradas faziam. Não é mole escrever uma canção com mais de 10 minutos e que não é enfadonha em momento algum. Television e Roberto Carlos são, de fato, Os Inimitáveis.
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segunda-feira, junho 20, 2005

QUOTE FESTIVAL

Eis a frase que se repete ad nausem em jogos modorrentos como o de ontem:

"É, AMIGO, HAJA CORAÇÃO. O JOGO FICOU DRAMÁÁÁTICO".

Eis a frase que eu ouvi no rádio hoje:

"A PARADA ESTÁ NAS MÃOS DE TONY BLAIR"

Eis a frase do dia:

"SE O STEVE VAI, O BILLY FICCA".

segunda-feira, junho 13, 2005


A reedição do fatídico Live Aid, de Bob Geldof, foi batizada de Live8, sabe-se lá porque cargas d´água. Entre os showzinhos de Coldplay e dos sirs Paul McCartney e Elton John vai rolar um acontecimento e tanto: a reunião do Pink Floyd, da forma como você vê na foto acima (só que com muitos quilos a mais e cabelos a menos, principalmente David Gilmour). Desde 1981, quando Roger Waters foi escorraçado da banda, eles não sentavam no mesmo recinto que não fosse um tribunal, para brigar pelos direitos sobre o nome do grupo. Agora, 24 anos depois, dizem ter esquecido as diferenças em nome de uma causa nobre (?). Eu é que não engulo essa e acho que esse negócio vai ser um fiasco, e não apenas pelo fato deles estarem velhos. É que as rusgas que marcaram a saída de Roger Waters foram sérias demais, e além disso, o Pink Floyd existiu até hoje - desde que Sid Barrett lavrou e David Gilmour assumiu as guitarras - com Nick Mason, Rick Wright e o próprio Gilmour. RW vai ser o estranho no ninho, podem acreditar. Ah, e não duvidem se eles saírem no braço em pleno palco. Aí nem o Bob Geldof vai conseguir separar.

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segunda-feira, junho 06, 2005


O Pânico é, de longe, a melhor coisa que surgiu na TV aberta do Brasil em muitos anos. Perto deles o Casseta e Planeta é chato, enfadonho e com as mesmas piadas de sempre. O humorístico da Rede TV! desfruta de ibopes altíssimos - já encosta (ops!) em Gugu e ameaçaa Fausto Silva - e está, literalmente, na boca do Brasil. Percebi isso ontem, quando o indefectível Galvão Bueno, ao narrar uma jogada do ataque brasileiro no jogo contra o Paraguai, deixou escapar o bordão criado pelo excelente Merchan Neves (sim, para quem nãoo conhece é uma paródia perfeita de Milton Neves, o apresentador que faz mais propaganda que qualquer coisa) que virou febre no País: "Pedala, Robinho!". O programa chegou a um patamar perigoso, onde nãoo dá para se ter mais a tosquice dos primórdios (os anunciantes estão ficando cada vez mais variados). O perigo seria, obviamente, "aliviar", coisa que os caras ainda não estão fazendo. Pelo contrário, estão se saindo com ótimas tiradas para "protestar" contra a grande audiência que têm recebido. A sacada de colocar um locutor vestido de smoking recitando um poema e Fenando Pessoa por dez minutos ininterruptos foi simplesmente genial. Por outro lado, aquele desconforto que Silvio Santos e Vesgo causavam nas celebridades nos primeiros meses do programa hoje está ameaçando se inverter, pois muitas das "estrelas" já fazem questão de serem entrevistadas pelos caras. Criatividade eles têm para não deixar a peteca cair e ficarem iguais aos moribundos do Casseta. Resta saber quem vence no embate "humoristas-toscos X esquema-da-grande-mídia". Posted by Hello

quarta-feira, junho 01, 2005


Eis o cartaz do show de sexta. Nós e os sensacionais djs Lorinho e Pulga, além dos não menos sensacionais clones de Caipirinha e Caipirosca até 1h. Pense que vai ter nego tocando bicado... É isso: a Ultra fica na Rua do Apolo, colado ao Bar do Fogão. Posted by Hello

TOUR DATES

Eis o que os nosso heróis do Badminton farão no final de semana...

Sexta (03/06) - Boate Ultra, na Rua do Apolo. No opening act. Entrada R$ 5,00.
Sábado (04/06) - Day off (eu vou para o clássico).
Domingo (05/06) - Vapor 48, com Parafusa e Superoutro. Entrada franca (ou não).

terça-feira, maio 31, 2005

HOW JARDEL WAS WON

Se tem um lugar que eu posso chamar de “casa” é a cidade de Olinda. Tudo ali me é familiar, como se cada canto do município fosse o meu quintal. E se tem um lugar que eu posso chamar de “meu quarto” é o bairro de Jardim Atlântico, mundialmente conhecido Jardel. Quem conhece sabe a magia que tem esse rincão da Cidade Patrimônio. E para quem não conhece, vale um texto meio piegas e com altas doses de saudosismo. Diferentemente de São Paulo, onde os Jardins encerram tudo que há de mais sofisticado, nessas bandas de cá eles abrigam milhares de assalariados-que-penam-para-pagar-as-prestações-dos-apartamentos-e-têm-carros-invarivelmente-usados. Jardel é exatamente assim: um lugar repleto de prédios-caixão, botecos, espetinhos, lojas da Monte Carlo a cada esquina, entre outras coisas. Pelo que sempre soube, Jardim Atlântico foi o lugar para onde foram empurradas as pessoas que não tinham grana para morar em Bairro Novo ou Casa Caiada, isso no comecinho dos anos 80 (minha família aterrissou por lá em 1981, e ainda vive no mesmíssimo apartamento). Muitos casais recém casados de classe média-baixa se mudaram para esse Eldorado nesse período, na perspectiva de constituir família, e é exatamente por isso que existem tantas pessoas na faixa etária dos 18 a 30 anos por lá. Jardel não é diferente dos zilhões de bairros de periferia que existem na Região Metropolitana: tem uma arrasadora maioria de ruas sem pavimento (reza a lenda que todas constam na Prefeitura como “asfaltadas”, mas Deus sabe o que foi feito da grana), onde toda uma geração aprendeu a jogar bola e andar de bicicleta. E por falar em futebol, os dois grandes campos jardelenses – AJA (Associação de Jardim Atlântico) e Beira-Rio – também foram palco de peladas inesquecíveis para a rapaziada da minha idade. Ah, e “Beira-Rio” não tem nada a ver com o estádio do Internacional, mas o nome é pelo mesmo motivo: fica na beirinha de um rio, no caso dos gaúchos, o Guaíba, no nosso, o Rio Doce. Em Jardim Atlântico eu fui criança, adolescente e adulto. Peguei a época de Risadinha, assassino famoso que tocava o terror naquelas bandas em meados dos anos 80 e que chegou até a jogar bola com a minha turma no Beira-Rio certo dia. Pesquei betas na Barreira. Vi um grande amigo de infância virar bandido e ser assassinado aos 19 anos. Tomei canas homéricas na Palhoça do Lumba, no Bar da Perua e no Caldinho do Arrochado. Eta, saudosismo. Mas o fato é que Jardel é um lugar pitoresco. Em que outro local do planeta vai existir uma figura lendária como Jagunço (soube que tem até comunidade pra ele no Orkut)? E uma esquina onde os marombeiros batem ponto para confabular sobre as séries de exercícios que andam fazendo? Ainda não consegui lembrar que cara da galera primeiro se referiu a ela com a “Esquina dos Caras Sem Camisa”, o que motivou muita tiração de onda por parte da rapaziada com o autor do comentário. Pois é. Hoje a maior parte da galera não vive mais em Jardel, e eu – que ironia – moro em Bairro Novo, a uma mísera quadra do mar. Mas toda vez que visito a minha querida comunidade (onde ainda moram minha mãe e irmãs) sinto um aperto danado. Não consigo passar pelo posto de combustíveis que foi erguido no lugar da Palhoça do Lumba sem lembrar das cachaças monumentais e do fantástico caldinho de camarão. Das partidas de sinuca num bar rabugento da Praça Pedro Jorge, e que não tinha sequer nome. Das festas memoráveis na casa de Zé. Dos ensaios no estúdio dos Gordinhos, entre outras coisas. Algumas coisas mudaram, e para pior: Jardim Atlântico é um bairro muito violento hoje em dia. Eu provavelmente toraria o maior aço em deixar meu filho sair à rua de bicicleta ou para jogar bola no Beira-Rio. Mas dia desses vi Hugo, um artista amalucado que é uma espécie de Raul Seixas de Jardel, vagando pela rua e falando sozinho como de costume. Dei uma risada e tive a impressão de que nem tudo mudou para pior. Jardel ainda é, essencialmente, Jardel. Tome uma cerveja com Douglas e você vai ver.

sexta-feira, maio 27, 2005

O MUNDO MARAVILHOSO DE BOB

Aviso aos navegantes: dêem um pulo no recém-criado blog de Anderson Gomes, vulgo Bob, ou Mago. Gente da melhor linhagem, o cara também escreve coisas muito legais. Saquem o sensacional texto sobre as chuvas no Recife. O endereço: www.naofosseocabral.blogspot.com. Divirtam-se.

quarta-feira, maio 25, 2005


Ele é um músico de renome. Ele está recém-apaixonado pelo "Being There" (e quem em sã consciência nunca esteve?). Ele vai entrar para o rol dos pais de família em breve. Ele é Kléber Crócia, gente da melhor qualidade. Mas cá entre nós: lá em Jardel não tem dessas modernidades, não. Depois desse gel tu não bota os pés lá na Terra Jardelis mais não, maluco. Periga tu levar uma camada de pau de Luih, André, Douglas, Jagunço, Victor Negão, da galera da "Esquina dos Caras Sem Camisa" e demais jardelenses famosos. Posted by Hello

terça-feira, maio 24, 2005


Ontem eu vi Kill Bill 2 e, ao contrário da maioria da galera que pintou por aqui para comentar meu post sobre o Vol 1, eu gostei mais foi do primeirão mesmo. Tem mais luta, mais sangue e tem...GOGO YUBARI, a personagem mais foderosa da história do cinema. Tarantino devia pensar num filme só pra ela... Posted by Hello

segunda-feira, maio 23, 2005


O rock rolou e não foi careta não. A quem foi, valeu. Vai rolar mais, podem ter certeza. Posted by Hello

quinta-feira, maio 19, 2005


Descolada que só ela, Laura Cantrell posa com ninguém menos que Les Paul.
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Maria McKee é a mais sombria das cantoras country.
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Kelly Willis é a prova de que a doçura existe. Só é contra-indicada para diabéticos.
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Faith Hill, numa pose de fazer inveja à vocalista do Babado Novo...
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Deana Carter e sua Strato Azul-Calcinha. Especialmente feita pela Fender para pessoas delicadas como ela...
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Há um outro aspecto da música country que me faz curti-la ainda mais: não existe outro gênero em que as mulheres tenham tantas representantes de peso. Ao contrário do rock, do rap, do funk, do blues e do metal, é no berço da caipiragem que se vê a mulherada competindo taco-a-taco (ops) com os cuecas. E elas são marrentas pra dedéu: não tem esse negócio de banda, não, é "artista solo" mesmo. Tamanha profusão, era de se esperar, tem seu preço. Assim como em vários gêneros, é preciso separar o que presta do que não presta. Shania Twain e Faith Hill podem ser belas e rebolativas, mas fazem country (literalmente) mela-cueca. Sendo assim, vamos a quem vocês devem dar ouvidos, a começar pela velha guarda. June Carter (mulher da lenda Johnny Cash), Dolly Parton (antes dos trezentos litros de silicone nos peitos), Emmylou Harris, Linda Ronstadt e Lucinda Williams brilharam entre os anos 50, 60, 70 e 80 respectivamente, transformando-se em modelos para as novas gerações. Hoje são, ou defuntas (June Carter) ou barangas tentando sobreviver do passado (Dolly Parton e Linda Ronstadt). Só Emmylou Harris e Lucinda Williams que, entre um disquinho bom aqui e um dueto com Beck ali, vão mantendo a dignidade. Entre as figuras bacanas da mulherada country de hoje pode-se destacar: Laura Cantrell, Maria McKee, Kelly Willis e Deana Carter. A primeira eu citei no post abaixo pela bela interpretação de "When the Roses Bloom Again". O disco que leva o nome da canção também é muito legal. Maria Mckee é um pouco mais soturna e tem um vozeirão de arrepiar. Ah, quem tem a trilha sonora de Pulp Fiction (quem não tem?) pode ouvi-la arrebentando as cordas vocais em "If Love is a Red Dress". A meiguinha Kelly Willis tem, entre outras, participações especiais com o Son Volt (na bela “He Don´t Care About Me”). Já Deana Carter - não tem nada a ver com June Carter - é tida como a melhor cantora-nova-velha-cantora-country. Mas dessa aí eu não posso falar muito, pois só conheço uma música, da qual gostei, por sinal. Outra coisa legal das mulheres do country é que todas têm, invariavelmente, ares de diva decadente (menos Shania e Faith Hill, claro, pois essas são as Shakiras da música de cowboy), como se fossem Emilinhas Borba ou Núbias Lafayette do som caipira. E esse charme é fatal.

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terça-feira, maio 17, 2005

É PORQUE EU TÔ SEM SACO DE ESCREVER E ESSA MÚSICA É LINDA PRA DANAR

WHEN THE ROSES BLOOM AGAIN
(Letra de A.P. Carter e música de Jeff Tweedy)

Well, they're strollin' in the gloamin',
When the roses are in bloom
A soldier and his sweetheart, brave and true.
And their hearts are filled with sorrow,
For their thoughts are of tomorrow,
As she pins a rose upon his coat of blue.

"Do not ask me, love, to linger,
"When you know not what to say.
"For duty calls your sweetheart's name again.
"And your heart need not be sighing,
"That I'll be among the dying.
"I'll be with you when the roses bloom again."

When the roses bloom again,
And the sun is on the river:
The Mockingbird will sing it's sweet refrain.
And in the days of Auld Lang Syne,
I'll be with you, sweetheart mine.
Oh, I'll be with you when the roses bloom again.

With the rattle of the battle,
Came a whisper soft and low:
"Our soldier, he is fallen in the fray."
"I am dying, I am dying,
"And I know I've got to go,
"But I wanna tell you before I pass away."

"There's a far and distant river,
"Where the roses are in bloom,
"And a sweetheart who is waiting there for me.
"And it's there, I pray you'll take me.
"I'll be faithful, don't forsake me.
"I'll be with you when the roses bloom again."

When the roses bloom again,
And the sun is on the river:
The Mockingbird will sing it's sweet refrain.
And in the days of Auld Lang Syne,
I'll be with you, sweetheart mine.
Oh, I'll be with you when the roses bloom again

Baixem! Quer seja com Billy Bragg & Wilco, com Laure Cantrell (belíssima versão, a minha preferida) ou com Johnny Cash.

segunda-feira, maio 16, 2005


E para mostrar que a volta do Badminton é pra valer mesmo, na próxima sexta já tem outro show. Dessa vez o som vai ser foderoso e as outras bandas, de amigos mais foderosos ainda: Vamoz e The Drunkers (de Sérgio Negão). Pintem por lá, pois vai ser rock na moleira até dar uma dor.
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sexta-feira, maio 13, 2005


Olha aí os Jayhawks. E eu que achava que o Hollywood Town Hall (o único disco deles que eu tenho) era massa e que as três músicas que eu conheço do Tomorrow the Green Grass eram show...mas o que é o Rainy Day Music? Puta que o pariu, esse disco é muito foderoso! Para todos aqueles que estão desiludidos com o amor, é uma prova de que ele existe. Ouçam "All the right reasons" para entender a parada...
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quinta-feira, maio 12, 2005


O QUE ACONTECEU, EM 10 ATOS

1 - Ronnie e DaniCica se conhecem numa festa que João Maulo Diniz organiza mensalmente para se confraternizar com todas suas ex-namoradas. "Aê, Joãozinho, curti aquela ali. Posso dar uns pegas nela?", disse o dentuço. "Vai fundo, velho! O que é meu é seu!".

2 - Já namorando, os dois aparecem na cerimônia de condução da tocha Olímpica. Presente à festa, o técnico Gagallo comenta com Ron: "Tás bem na fita, hein, maluco?", no que leva uma piaba que o deixa hospitalizado (está até hoje).

3 - Jogo das Eliminatórias da Copa contra a Argentina, no Mineirão. No auge da paixonite típica dos inícios de namoro, um inspirado Ronnie deixa três na sacola dos hermanos. Sabe-se, no entanto, que o apresentador Pedro Bichal já rondava os camarotes do Mineirão...

4 - Os pombinhos resolvem se declarar noivos em entrevista a Inglória Maria, no Fantástico. É quando Ron declara: "Um homem apaixonado perde totalmente o controle da situação".

5 - O casamento é adiado por três vezes. Rumores dão conta de que os motivos seriam: 1) Pedro Bichal, 2) Olívia Lemos, 3) a babá de Ronald, 4) o cabelo de Beckham e 5) a careca de Zidane.

6 - Os enamorados finalmente se casam, no castelo de Chantily, nas cercanias de Paris. Foi quando aconteceu o notório episódio da penetra Carol Bittencu. Irada por ter sido preterida na festa das ex-namoradas de João Maulo Diniz ("o Ron olhou primeiro para MIM", dizia ela), a loiraça foi armar barraco na França. Acabou levando a escorraçada mais lucrativa da história. Naquela mesma noite, não rolou nada na Lua-de-Mel de Cica e Ronnie. Ele estava meio cabreiro pelo fato dela não ter convidado seu grande amigo e assessor de Imprensa Rodrigo Paiva. "Imagina se eu vou deixar a Maitê brilhar mais do que eu?", disse a moça. Cica ainda bufava de raiva pela presença dos amigos e parentes de Ronaldo, que residem em Bento Ribeiro. Mas isso só porque eles ficaram jogando os canapés de caviar para cima e fazendo guerra de champanhe Moet Chandon.

7 - A vida parecia seguir seu rumo. Ela no Brasil, e ele na Espanha. Brasil: MTV, casa, gravação de comercial de telefone. Espanha: morenas calientes, festas na companhia de Beckham, mais morenas calientes. Coincidentemente o Fat-Nômemo começou a amargar um jejum de 10 jogos sem marcar gols. Cica chegou a ligar para Victoria Adams para exigir que ela colocasse rédeas no marido metrossexual, pois este andava arrastando o dela (de DaniCica) para a esbórnia.

8 - Um episódio inusitado foi o celular que Cica acertou na cabeça do motorista de Ronaldo, por ter visto preservativos no carro dele. De testa inchada, o pobre coitado disse que as camisinhas eram do galego Guti, que tinha deixado ali depois de ter ido para farra com Beckham. "E foram no carro do Ronaldo?", esbravejou ela. "Isso, o Beckham tá sem carro, e pediu o do Dr. Ronaldo emprestado". Esses caras do Real Madri pegam todas. Não é à toa que são conhecidos como GALÁTICOS.

9 - A gota d´água foi o aniversário de 30 anos de Beckham, num clube privê em Madri. Por coincidência, nenhuma das esposas dos atletas foi convidada. "Olha, amor, é que a gente vai bater uma pelada e depois tomar uma cerva em homenagem ao David, é coisa de homem, fica por aqui que é melhor", disse Figo à esposa. "Pelada, num clube?", indignou-se a modelo. "É, tem um societyzinho lá dentro que é show...".

10 - Ronnie agora é, de novo, o solteiro mais rico do planeta. E mês que vem tem festa na casa do João Paulo Diniz...


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terça-feira, maio 10, 2005


Se vocês estão lendo o GG nesse momento, é porque estão conectados à web. E estando conectados à web têm a obrigação de conhecer o catálogo da Bloodshot Records, uma gravadora de Chicago especializada em rock, country-rock e alt-country. Tem umas coisinhas meio chatas, mas a maioria é bem legal. E vocês vão ter o prazer de sacar alguns dos melhores nomes de banda e de música da História. Gente como Rhett Miller and The Pine Valley Cosmonauts, Devil in a Woodpile (essa banda é foderosa) e Rex Hobart and The Misery Boys já pagam o ingresso. E o que dizer que canções como "Doris Days", de um sujeito chamado Tom Leach, "Papa Was a Rodeo" (esqueci de quem é essa) e "She Took a lot of Pills and Died", de Robbie Fulks? Ah, para escutar o catálogo da Bloodshot é fácil. Vão até a Accuradio (www.accuradio.com), cliquem em Twang, onde aparece uma foto da Lucinda Williams com chapéu Stetson. Depois vão até Insurgent Country. Divirtam-se.
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segunda-feira, maio 09, 2005


O cara acima tem semelhanças física e fonética com Lou Barlow. Musicalmente é um chatoso de primeira linhagem. Mas há várias coisas que eu admiro em Lobão. Em primeiro lugar o colhão de comprar briga com quem "não se compra": de Caetano à indústria fonográfica, passando por Cony e Verissimo. Em segundo, o nível de erudição, conhecimento geral e capacidade de articulação muito acima da média das cabecinhas da música brasileira. Em seu livro "Ela é Carioca - Uma Enciclopédia de Ipanema", Ruy Castro escreve que Lobão deve ter dado nó na cabeça de muito crítico de música de primeira viagem ao citar Sthendal em suas entrevistas. Não que citar Sthendal seja garantia de porra nenhuma, apenas deve ser divertido ver um desses jornalistas descolados ficar com a bunda no chão, só isso. Além do mais, leitura e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Pois bem, a melhor entrevista que eu já li com Lobão foi uma feita para a Zero. Entre os delírios, ele cita Umberto Eco para dizer que a Legião Urbana era a Vênus de Milo sem os dois braços (!!!), seja lá o que isso quer dizer. Também detona Caetano (claro), e no melhor momento faz uma genial equação segundo a qual o Capital Inicial é uma mistura de Ivan Lins com os anos 80. Outra opinião foderosa do cara é algo como "é preciso se sentir fodão e se mostrar fodão para ter alguma integridade junto ao público". O que ele quer dizer com isso? Que a eterna cara de agradecimento perante o público de caras como Dinho Ouro Preto (sempre ele) é o cúmulo da humilhação artística. É mais ou menos isso. Se me derem um disco de Lobão, eu muito provavelmente não vou escutar. Mas qualquer entrevista dele eu devoro brincando...
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Esse aí é o John Stirrat, baixista do Wilco. E porque uma foto dele ao invés de uma do Jeff Tweedy? Porque quem viu sabe que esse camarada é o rei da "segunda voz". Puta que o pariu, vai fazer bem assim na casa do cacete! Pelo menos é o que eu, incrédulo, não parava de comentar com Gomão, Gê e Jamerson no último sábado, enquanto víamos um puta show do Wilco. Fiquei instigado para sacar o disco que o cara gravou com a irmã dele. Chama-se "Laurie & John Stirratt". E-Mule já!
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sexta-feira, maio 06, 2005


Quem me conhece sabe que eu sempre me amarrei em surf. Sabe que sempre sonhei em colocar uma prancha em cima do carro e air por aí para pegar onda. Sabe-se lá por que razões eu nunca levei essa história a sério, tipo "vou comprar uma prancha e aprender a surfar" (não, não foi pelos tubarões de BV, até porque há vários pontos seguros para a prática do esporte aqui no Estado). Sempre que trombo com um amigo que pega onda eu digo "mermão, tô a fim de aprender, coisa e tal", no que sou sempre encorajado. "Vamo nessa, compra uma prancha pequena (Fun Board) e começa do zero mesmo, em pouco tempo tu vai estar mandando ver". E eu nunca faço isso. Sei que ontem - durante entrevista etílica com Jamerson, Zé e Júlia no Paço Alfândega - encontrei com Mozart, um advogado muito gente boa e brother antigo de Luih Metranca. Ele me falou que tem uma pá de caras que aprenderam a surfar recentemente e todos os finais de semana vão pegar onda em Cupe (lugar seguro, livre dos tubas). São, na maioria, advogados, juízes e professores de Direito, como o próprio Mozart. Recebi convite, claro, e fiquei instigado para ver qual é. Quem sabe dessa vez papai aqui não inicia uma promissora carreira de big rider. Aloha!
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quinta-feira, maio 05, 2005


Ontem aconteceu mais um desses exercícios de pós-modernidade que a gente pratica diariamente sem saber. Eu notei que li uma revista Caras pela manhã, e uma Bravo à noite. E antes de qualquer coisa, eu acho a Bravo um saco, só li porque tinha um tal de Bob Dylan na capa. É um tratado mensal de cabecismo que não combina com um pobre twenty-something (é bom dizer isso enquanto ainda posso) que gosta de rock e futebol. Claro, tem quem goste das críticas carregadas de erudição do Daniel Piza, dos delírios de Gerald Thomas e José Celso Martinez, e da arte contemporânea do Uzbequistão. Eu não.

Tá, mas vamos à matéria de Bob Dylan, que é o que interessa. Ana Maria Bahiana mostra como vem o livro de crônicas do Véio - Chronicles Vol 1 - que vai ser lançado no Brasil. Entre outras coisas, Mr Zimmermann aparece descascando boa parte de seus fãs e o movimento flower-power. Fala também que quis fazer com a música tradicional americana o mesmo que João Gilberto, Tom Jobim e Roberto Menescal fizeram com o samba brasileiro: tirar o elemento "raiz" e dar a ela um novo tratamento melódico e harmônico, mais requintado. Lobão assina uma pequena matéria mostrando que Bob Dylan ainda é bastante atual, e que consegue manter a tensão criativa até em seus trabalhos mais recentes. Para finalizar, tem um outro texto onde personalidades do mundo artístico e acadêmico elucubram sobre porque não surge um novo Bob Dylan (sob o ponto de vista da transgressão, engajamento, poética refinada, ironia, senso crítico, etc) no cenário musical. Para André Barcinski, só Kurt Cobain e Thom Yorke chegaram perto. De acordo com Marcelo Nova é difícil, pois Dylan foi como Shakespeare: a base de tudo que veio depois. E na modesta opinião de Felipe Vieira, as pessoas deveriam parar de se preocupar em quando vai surgir o novo Bob Dylan e curtir mais as suas vidas, que de acordo com a OMS são cada vez mais curtas...
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