quinta-feira, setembro 30, 2004

O MUNDO TÁ FODA

Uma zapeada pelas notícias e você vê pérolas como:

1 - Michael Jackson teria filho norueguês
2 - Babi e o namorado em Aruba
3 - Xuxa e Szafir levam Sasha para esquiar em Bariloche
4 - Apenas 2% das mulheres se acham bonitas
5 - "Economia mundial vive auge", diz diretor do FMI

E olhe que eu nem fumo aquele negócio do capeta...

quarta-feira, setembro 29, 2004


Eis as conclusões a que cheguei depois de ter assistido Anos Rebeldes mais uma vez, nesses dois dias que eu passei de molho em casa (me eximam de explicar o motivo, por favor):

- Cláudia Abreu tem o sorriso mais bonito da TV brasileira

- João Alfredo, personagem do Cássio Gabus Mendes, é um pé no saco.

- O áudio da minissérie é sofrível

- Há derrapadas inacreditáveis no roteiro. Expressões como "check-up" e "estresse" são utilizadas corriqueiramente em pleno 1964...

- Os personagens de Kadu Moliterno (Avelar) e Betty Lago (Natália) só aparecem na cama, depois de terem dado umazinha.

- Na cena em que Avelar coloca Juarez para dentro do consulado da Iugoslávia, dá pra ver um reluzente Gol quadrado (dos anos 90) lá no final da rua.

- Galeno Quintanilha é um nome foderoso.

- A cena da morte de Heloísa (Cláudia Abreu) é foda de triste.


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sexta-feira, setembro 24, 2004

CONTO

Se vocês tiverem paciência para ler, esse é um pouco mais longo, e é da lavra mais recente.


LIGAÇÃO

Há tempos eu esperava por aquela ligação. Duas semanas, para ser mais preciso. Duas semanas, durante as quais eu esqueci de viver. Não me recordava de ter me alimentado de uma forma decente durante esse período, e só me dei conta disso ao ver vários sacos de salgadinhos Elma Chips e latas de refrigerante espalhados pelo chão do apartamento. Notei que minha barba também tinha crescido, por mais absurda que eu considerasse a idéia de me ver barbado. Mas como eu não tinha estado em frente a um espelho durante as últimas duas semanas, tudo bem.
Olhava atentamente para o telefone quando um cheiro estranho chegou às minhas narinas. Era eu mesmo. Lembrei que também não havia tomado banho enquanto esperava pela fatídica ligação. Duas semanas. E o telefone insistia em não tocar.
Resolvi me levantar da poltrona. Minhas articulações doeram e não consegui evitar um grunhido. Acredito que estava sem me movimentar por um bom tempo. Num esforço sobrenatural, andei um pouco pela casa. Havia poeira pelos cantos, numa demonstração de que até mesmo o ambiente doméstico carecia de cuidados. Andei até a cozinha e me virei para o olhar o telefone, como se não quisesse perdê-lo de vista, e pior: como se aquele olhar idiota fosse fazê-lo tocar.
De fato, não tocou. Abri a geladeira e tomei um pouco de água. Nunca um copo de água me pareceu tão saboroso. Lembrei que não sorvia aquele líquido há um certo tempo, vai ver era por isso que a substância insípida, incolor e inodora me pareceu tão gostosa, colorida e cheirosa. Voltei à poltrona, ainda sentindo dor nas articulações do joelho. Sentei-me, e mais uma vez, voltei a encarar o telefone.
Há tempos eu esperava por aquela ligação. Catei os sacos de salgadinho e as latas de refrigerante e joguei num canto da sala (tive preguiça de ir de novo até a cozinha para colocá-los na lixeira. Faria isso depois). O telefone continuava sem emitir sinais de vida. Tive vontade de tirar o fone do gancho para ver se o aparelho estava realmente funcionando, mas lembrei que, no exato momento em que eu puxasse o fone, a ligação poderia vir. Dada a minha maré de azar àquela altura, acho que isso aconteceria, sim. Desisti de checar se o aparelho funcionava.
Olhei em direção à janela e vi um raio de luz do sol entrando pela sala. Deveriam ser umas 15h, 16h, sei lá. Sei que era tardezinha. O sol me fez lembrar de outra coisa que eu havia esquecido nessas duas semanas em que estive esperando pela ligação: o mundo lá fora. O sol nasceu e se pôs algumas várias vezes durante esse período, as pessoas viveram, fizeram coisas com suas vidas, e eu aqui, esperando. Mas era preciso esperar. O telefone tocaria mais cedo ou mais tarde.
Algo me dizia que ele tocaria logo. Isso porque eu já havia me dado conta de que estava mofino, sentando numa poltrona, barbado, sem tomar banho nem comer direito há duas semanas. E também já tinha levantado para tomar um delicioso copo de água, além de recolher os sacos de Elma Chips e as latas de refrigerantes espalhados pela casa. Isso representava um progresso. Sim, o telefone iria tocar em breve.
Tentei fazer uma espécie de exercício para desentravar os joelhos. Sentado na poltrona, flexionava levemente as pernas, até que elas estivessem em linha reta. Movi um pouco os braços, para ativar a circulação. Estava me sentindo bem melhor. Levantei e andei mais um pouco pela casa. Dessa vez peguei todos os sacos de salgadinho e as latas de refrigerante e coloquei-as no devido lugar. Agarrei uma velha vassoura e varri um pouco a casa. Abri as cortinas e o sol do fim de tarde entrou com toda força, dando um tom amarelado à sala.
Sim, estava perto. Nada explicava aquele arroubo de energia que havia tomado conta de mim. A ligação viria, e não demoraria. Pensei em tomar um banho e fazer a barba, mas lembrei que o telefone tocaria em tão pouco tempo que não daria para renovar o visual. Sem problema, eu o faria logo após resolver aquilo tudo.
Senti fome. Meu estômago revirou e eu pensei num belo Filé à Parmeggiana. Como eu era um péssimo cozinheiro, teria apenas duas alternativas: descer ao restaurante mais próximo ou encomendar o filé. As duas, claro, estavam fora de cogitação. Não me afastaria do telefone, nem o ocuparia para pedir comida. O filé poderia esperar.
Andei pela casa, e a letargia de antes dava lugar à ansiedade. O sangue circulava mais rápido pelo corpo, os músculos estavam tensos. Foi aí que aconteceu.
O toque ecoou pela casa como um estrondo e fez meu coração disparar. Corri em direção ao telefone. Não consegui puxá-lo de uma vez, fiquei ouvindo os toques como se fossem uma compensação pela espera tão longa. Com as mãos trêmulas, puxei lentamente o fone do gancho. Meu coração por pouco não me saiu pela boca. A voz, por sua vez, saiu como um fiapo.
- A....a....alô?
Do outro lado, uma pequena espera. Mas aquilo que eu desejava ouvir não tardaria a vir. Pelo menos eu esperava. Mas uma voz vacilante irrompeu do outro lado da linha.
- É da casa da Tânia?
Não, não era. Desliguei o telefone sem sequer responder. Não era possível. Eu estava certo de que a ligação viria, tive todos os sintomas de que ela estava próxima. Voltei a pensar e a viver por míseros minutos, e aquilo não deveria ser em vão. Saí do estado de coma em que me encontrava por duas semanas para me preparar para a ligação. Mas ela não veio. Tecnicamente veio, mas de uma forma completamente equivocada.
Depois que a adrenalina baixou, eu peguei o telefone. Pouco me importava se a real ligação pudesse vir naquele exato instante em que o fone estivesse fora do gancho. Pra mim não importava. Havia coisas para serem feitas, e eu precisava usar o telefone para dar cabo delas. Abri a caderneta e procurei o número. Aquilo iria acabar.
Disquei. Não demorou para uma voz feminina atender. Disse-lhe tudo que estava engasgado.
- Um Filé à Parmeggiana. Em quanto tempo chega? Ah, uma hora? Não dá pra ser antes? Ah, vá lá...tudo bem. Troco para R$ 50,00, tá? Obrigado.

quinta-feira, setembro 23, 2004


Menos um bandido mítico no Brasil. José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, foi detonado hoje de manhã, em plena Avenida Brasil, no Rio. Famoso por ter fugido de helicóptero do presídio da Ilha Grande, em 1987, Escadinha estava muito mais manso ultimamente. Trabalhava numa cooperativa de táxi e era responsável por uma creche, além de compro raps. Cumpria pena em regime semi-aberto e foi fuzilado enquanto dirigia seu táxi.
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Em mais uma grande contribuição, o amigo Júlio Jacobina me mostra uma lista das 10 pessoas mais odiadas no rock (vejam o link que ele deixou em um dos posts abaixo), feita por um site gringo. É sem espanto que vemos gente do naipe de Elton John, Bob Weir (apesar de eu achar o Jerry Garcia muito mais pé-no-saco), Fred Durst (esse é foda), entre outros.

Mas o primeirão, minha gente amiga, é ele mesmo. Sir James Paul. Aquilo que muitos de nós, fãs incondicionais dos Beatles, poderiam definir como heresia, no meu ver é totalmente plausível. Paul McCartney é, sim senhor, um cara chato e tabacudo do cacete. Pode-se dizer que ele é um mamão supertalentoso. Ou um talento extraordinário que caminha lado a lado com a tabaquice.

Há quem diga que o grande lanzudo dos Beatles era Ringo. Eu sempre achei o Paul, apesar de ser um puta fã dele. E lanzice não falta na trajetória McCártnica. Do refrão de "Mrs Vandebilt" aos clipes com Michael Jackson, Sir James alimentou com maestria a fama de chato e meloso. Portanto, caros amigos, quando lerem essa parada, não se assustem. Reflitam e cheguem à óbvia conclusão: Paul McCartney pode ser, sim, um saco.
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quarta-feira, setembro 22, 2004

E SE FOSSE EU?

Cat Stevens foi preso hoje, quando desembarcou nos States, e obrigado a voltar para a Inglaterra. O motivo foi a conversão do mesmo ao Islamismo. Stevens foi considerado "ameaça" aos Estados Unidos. Fiquei pensando: eu é que não tenho a menor chance de um dia entrar naquela joça. Imagina, com essa cara de Mohammed-Abdullah que eu tenho, chegaria ao aeroporto e seria arrastado diretamente para Guantânamo, e vocês nunca mais saberiam de mim. Minha mulher ficaria irada, pensando que eu tivesse fugido para Tuscaloosa, Alabama, com alguma gringa. E eu lá, de macacão laranja, pegando "aquele" sol em Cuba.

DESGRAÇA POUCA É BOBAGEM

Acreditem, eu acabei de ouvir o seguinte diálogo no rádio. Foi num programa policial, e é o repórter entrevistando um sujeito que matou um cara depois de comê-lo.

- Marrapái...o delegado falou que tu comesse o cara e depois matasse, foi?
- Foi, sim senhor...
- E por que?
- Ele me roubou
- Depois de tu ter comido ele?
- Foi
- E por que tu comeu o cara? Tu gosta de um traseiro, é?
- A gente tava bebendo e ele me ofereceu. Eu ia negar, é?
- Dizem lá na comunidade que tu gosta de um traseirinho. É verdade?
- É, sim senhor.
- E não gosta de mulher?
- Gosto também.
- Mas o traseiro é melhor...
- Bem melhor.
- Mas agora tu vai para a cadeia. E se quiserem te enrabar lá?
- Aí eu não deixo.
- Nem morto?
- Nem morto.
- E se quiserem te dar?
- Aí é outra história...
- Tu vai comer...
- Claro
- Marrapái, que tara essa tua, hein? Porque isso? Tanta mulher bonita por aí...
- Homem e mulher é tudo uma coisa só, doutor...
- Como é, rapaz?
- É tudo uma coisa só. Pra mim tanto faz...

Eta mundão doido da cabeça, sô!

terça-feira, setembro 21, 2004


Olhem só que close bacana. Essa é minha Strato vermelha assombrada, nas mãos de Lulina. É, sem dúvida, minha melhor guitarra safada. O resto das fotos tá no www.reciferock.com.br.
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"I HAVE A NEW SURPRISE TODAY"

Pena que não se façam mais bandas como o Living in the Shit. Cheguei a essa conclusão depois de encontrar, ontem à noite, duas fitas minhas com material dos caras. A primeira tem a antológica demo "The World Ass Rock", e a segunda o show que eles fizeram no Recife Summer Fest, em 93.

O Living in the Shit foi a primeira banda das plagas nordestinas a misturar, da forma mais honesta e competente possível, hardcore, funk, raggamuffin e metal. À época, muitos os comparavam - injustamente, é bom frisar - ao Suicidal Tendencies e ao Infectious Grooves. Balela pura. Os caras tinham personalidade, e um apurado senso de humor, a julgar pelo nome da banda (eles são de Maceió) e da demo (algo como "O Rock do Cu do Mundo").

Musicalmente, o grupo tinha dois pilares: os irmãos Marcelo e Eduardo Quintella, respectivamente, vocalista e guitarrista. Marcelo foi, sem sombra de dúvida, o melhor vocalista de rock que já surgiu no Nordeste. Era uma espécie de Mike Patton alagoano, pois tinha voz para cantar as coisas mais "cantáveis", e sabia gritar ensandecidamente quando a música exigia.

Já Eduardo foi um dos guitarristas que mais me chamou atenção naquela época. Dominava completamente a linguagem da guitarra limpa (sem distorção) e os caqueados do funk, sem contar que era um mestre no wah-wah (sim, é preciso saber "tocar" aquele pedal danado, e não só pisar e ficar fazendo barulho). O batera Juninho também era competente à beça. Hoje aparece muito por aí, como integrante do duo Sonic Jr.

A demo traz pedradas como "Expectorate in You", e uma gravação tosca, feita no Poco Loco, da ultra-clássica "Crazy Pussy". E o Living in the Shit poderia, sim, ter tocado no rádio. "New Surprise" não me deixa mentir.

Tive a oportunidade de ver grandes shows dos caras, quase sempre ao lado do Eddie, no Poco Loco. Mas a melhor história mesmo aconteceu em novembro de 93, quando LITS, Dreadful Boys, Eddie e Conservados em Formol fariam show no Clube Atlântico. Os caras foram presos pela Polícia na rodoviária de Maceió, quando estavam pegando o ônibus para vir para cá. Motivo: plantas proibidas. Mais rock´n´roll impossível. Como eu disse antes, já não se fazem mais bandas como o Living in the Shit.

segunda-feira, setembro 20, 2004

GG PROPAGANDA


Essa é legal. O criador do legendário fuzil AK-47 - aquele que pode ser visto, por exemplo, nas mãos de extremistas muçulmanos -, Mikahil Kalashnikov, acaba de lançar uma marca de vodka. Não precisa nem dizer que o maluco é russo, né? Pois o GG, com todo seu empreendedorismo, já está bolando as peças publicitárias para promover a Vodka Kalashnikov. Ei-las:

Anúncio impresso
"Vodka Kalashnikov: para quem vive de fogo"

Filme
Terroristas chechenos entram num bar, dispostos a sequestrar todos os presentes. Armados com fuzis AK-47, entram gritando e derrubando tudo. Um deles aponta a arma para a cabeça de um bebum e brada:
- Essa arma foi criada por um porco russo, mas é boa pra danar. E é com ela que eu vou estourar a cabeça de quem tentar reagir ou fugir!
Nisso aparece o Boris Ieltsin, bebaço, com um copo de vodka na mão, dizendo:
- Ei...ihc! Vo-você não está...ihc!...sabendo da novidade? Essa é a vodka Kalashnikov...ihc! E não estoura a nossa cabeça! Não dá ressaca nenhuma, camarada...ihc!
Os terroristas se entreolham e entra, no BG, o som de uma balalaika tocando música tradicional russa. Dali a pouco, como nos comerciais de cerveja, estão todos bebendo e conversando alegremente. Depois da vinheta "Vodka Kalashnikov: para quem vive de fogo", corta novamente para o bar, onde um russo, sentado à mesa e abraçado com um terrorista checheno, diz para ele:
- Ih, tô atrasado pra...ihc!...deixar meu filho na escola!
- Deixa que eu te dou uma carona...ihc!
- Vamos nessa então. É lá em Beslan!
- Ih...tô fora! Vou ficar aqui e tomar mais uma Kalashnikov...
FIM

FILME 2

Câmera passeia entre um pelotão de soldados russos. Todos se apresentam e recitam credos militares.
- Meu nome é Andrei Kostanov, major, e esse é o Kalashnikov que protege minha vida!!!
- Meu nome é Sergei Andropov, soldado, e esse é o Kalashnikov com que eu mato os inimigos da Rússia!!!
- Meu nome é Iuri Shalimov, tenente, e esse é o Kalashnikov com que eu defendo meu País!!!!
Câmera chega em Boris Ieltsin, que mal consegue ficar em pé. Ele levanta uma garrafa da nova vodka e diz:
- Meu nome é Boris Ieltsin, bebum, e essa é a Kalashnikov que faz a minha cabeça...ihc!
BG, vinheta e o slogan: "Vodka Kalashnikov: para quem vive de fogo"


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FAZENDO O CURSO A

Depois a galera reclama que no Recife não tem nada de interessante para se fazer. Pois acabei de escutar no rádio que está rolando aqui um curso chamado "Lavagem de dinheiro e financiamento de instituições terroristas". Quem será que está ministrando a parada?
MOMENTOS DE UM FINAL DE SEMANA DE FULEIRAGEM EXTREMA

- "Meu Príncipe", de Lulina, uma das mais belas canções que ouvi nos últimos sei-lá-quantos anos.

- Sabrina Sato metendo o braço (sim, "lá" mesmo) numa pobre vaquinha para realizar inseminação artificial na mesma.

- "Que Mucuim do Carái" (a.k.a Billie Jean), a mais sensacional versão já perpetrada por Ur Boco Moco.

sexta-feira, setembro 17, 2004

PUTARIA

Às vezes acontece. Eu vejo, e me divirto a valer com o programa da Luciana Gimenez. Não, não se espantem. Eu sou normal. Não fico esperando ansiosamente pelo Superpop para me deleitar com suas fantásticas atrações. Acontece em dias como ontem, quando eu cheguei tarde do treino, demorei para fazer meu rango e quando finalmente sentei-me em frente à TV com o prato nas mãos, já eram mais de 22h, e eis que ela estava lá.

Ontem o programa foi sensacional. Pegaram quatro putas da alta roda(no programa tucanamente definidas como "garotas de programa"), mais uns malucos que sempre vão lá para polemizar, e iniciaram um "debate". Duas das meninas, com medo de serem reconhecidas pelos pais, usaram perucas e máscaras de carnaval. As outras duas foram na cara limpa mesmo.

O que se seguiu foi um hilário show de acusações. De um lado, os participantes do programa hipocritamente apelando para que as meninas "abandonassem" aquela "vida indigna". Elas, claro, rindo alto da cara deles. Uma lá disse que chegava a tirar R$ 20 mil por mês. "Onde eu vou ganhar esse dinheiro?", dizia.

O melhor de tudo foi a tal da Bandida, mais uma mulher-gostosa-personagem no estilo Tiazinha e Feiticeira. Com seu indefectível véu na cara, ela também apelou para que as meninas resgatassem a dignidade. Levou uma ré tão do cacete que quase sai chorando do auditório. "E você, que fica quase nua e rebolando na frente de uma tela para milhares de homens? Eu pelo menos rebolo para um homem só", disparou uma das meninas. E a Bandida, num rasgo filosófico: "Gente, eu sou uma menina de família, moro com meus pais, e esse personagem tem uma mensagem super legal. Significa que eu roubo os corações deles!", dizia ela, quase chorando. Bom mesmo era ver as caras das guerreiras assumidas, desdenhando da guerreira velada.

Superpop Rulez!

FINDE MUSICAL

SÁBADO - Tocar com a geniazinha Lulina é sempre uma experiência gratificante. Da formação clássica dos Pnins (não a original, que tinha Arthur), só André Negão não vai tocar. Em seu lugar, entra Krebis. Ouvi as músicas novas, estão bem mais viajadas. Sinal de que aliens irão pousar sobre Casa Forte amanhã.

DOMINGÃO - Tocar com os malucos d´Ur Boco Moco é igualmente divertido, apesar de ser outra praia. Miroba e Steninho, os vocalistas, fazem festa conjunta de aniversário, com direito a show e jam session. Deu pra perceber o tamanho do estrago? Vou precisar de alguém sóbrio para guiar meu carro de volta a Olinda.

quinta-feira, setembro 16, 2004


Ver seus ídolos morrerem é mais ou menos como perder parentes ou amigos. Você cria com eles uma relação de proximidade tão grande que acaba ficando triste quando os caras passam dessa para outra. Obrigado Johnny, pelas mais divertidas lições de guitarra que eu já tive, por me fazer descobrir que o instrumento não era, necessariamente, para ser objeto de martírio, com 12 horas por dia de exercícios intrincados e outras bobagens. Como disse Gabriel Thomaz numa entrevista à Guitar Player, "tocar Ramones era mais fácil que tocar Cai-cai Balão". E essa era a graça da história. Descanse em paz, bicho...
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quarta-feira, setembro 15, 2004


OS MESTRES DO UNIVERSO (PARTE 8) - RUBENS BOTELHO. Na foto acima tenho a honra de posar ao lado desse mestre supremo. Baterista de reputação mundialmente conhecida, piadista de primeira linha (nesse dia da foto ele contou algumas das melhores que eu já ouvi), rubro-negro e fã de Roberto Carlos. Essas e outras fazem de Rubens Botelho um dos MESTRES DO UNIVERSO.
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terça-feira, setembro 14, 2004

KITCHEN TALK

Se você é baixista ou baterista, com certeza não faz idéia de como é importante estar respaldado por uma boa cozinha, afinal de contas você FAZ PARTE da dita cuja. Dentro da música pop, baquetas e quatro (às vezes cinco, seis) cordas têm uma relação de cumplicidade, enquanto o guitarrista costuma ser aquele pentelho que fica lá na frente, tentando tocar o mais alto possível e aparecer. Às vezes nem se preocupa muito com o resto da banda.

Resolvi pincelar, dentro de diferentes estilos e épocas, as cozinhas com as quais eu gostaria de ter tirado um som.

ROCK CLÁSSICO - Empate técnico entre John Paul Jones/John Bonham e John Entwhistle/Keith Moon. Se bem que, hoje em dia, só ia dar para tirar um som com o John Paul Jones mesmo. E eu não faria a mínima questão de chamar o Jason Bonham para assumir as baquetas. E se Jack Bruce/Ginger Baker estivessem disponíveis, eu também daria uma colherzinha de chá aos malucos...

PUNK ROCK - Dee Dee/Marky Ramone, disparado. Eu nem ia me preocupar em fazer os count-in das músicas...

METAL - Geezer Butler/Bill Ward, só para eu poder tirar chinfra de Tony Iomi com minha SG. Só não encarava deixar crescer o bigodão. Eu gostaria de tocar os clássicos do Metallica com Cliff Burton, mas Lars Ulrich não dá mesmo...

REGGAE - Mandaria Aston/Carlton Barrett e Sly/Robbie tirarem par ou ímpar. Também não seria mal um Sly/Family Man ou Robbie/Carlton...

FUNK - Bootsy Collins/Bigfoot Bailey. Os figuras do Mandrill (esqueci os nomes) ficariam na reserva, aguardando a melhor hora de entrar no jogo.

COUNTRY - Tim Drummond/Kenny Buttrey. Até porque cozinha não é bem o forte nesse estilo.

Na verdade, todo esse virtuosismo foi para dizer que, como sonho de consumo, eu desejaria mesmo é tocar com dois grandes ladrões, mas que juntos produzem uma das mais fantásticas cozinhas da História: BILLY TALBOT e RALPH MOLINA.


O Furacão Ivan destruiu a Jamaica. Bairros inteiros foram dizimados, muita gente morreu e o primeiro-ministro decretou Estado de Calamidade. Para evitar problemas com o abastecimento da população carente, o Governo da Jamaica tratou de proteger os suprimentos em grandes galpões reforçados. "Ibagina zi a rabaziada...cof!....bai vicar zen a barada!...cof!", disse o primeiro-ministro PJ Patterson.
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segunda-feira, setembro 13, 2004

O REGGAE E EU

A primeira vez que eu ouvi um "conquênco, conquênco"? Sinceramente eu não me lembro e acho que, à época, não deve ter despertado muita coisa em mim. Mas sei que, mais à frente, mudou - e muito - minha visão sobre a música pop. Quando comecei a escutar reggae pra valer, nos idos de 1991, meu mundo musical era essencialmente anglo-americano: metal, punk rock, etc. Tudo branco demais, quadrado demais.

O reggae (leia-se aí "Bob Marley", que era o mais acessível naqueles tempos) foi a trilha sonora de um dos períodos mais divertidos e edificantes da minha vida: os dois últimos anos do colegial e os primeiros de universidade. Nossa turma do colégio era, em massa (olha o trocadalho...), fissurada em Mr Nesta. Nossos encontros eram, invariavelmente, embalados pelos hinos do "Hômi". Até um personagem eu criei no 3° Ano: o Rastafera. No entanto, a direção do colégio não achou muito simpática a idéia de ver estampada na camisa dos concluintes a ilustração de um pretinho de dreadlocks e - sim - um fumegante baseado à mão. Realmente, eu não tinha noção das coisas nessa época.

Ouvir reggae era um troço mágico, libertador. A minha turma de colégio era extremamente unida e homogênea (quem conhece sabe porque), meio hippie ao seu modo, e a música da Jamaica era a trilha sonora perfeita para aquele clube de subversão. À época eu continuava curtindo rock e derivados mas tinha no reggae, paralelamente, um novo barato (ops de novo). Naqueles tempos de agitação política e impeachment eu achava genial ter "descoberto" um verdadeiro pop star do Terceiro Mundo. Houvesse um paraninfo para aquela nossa turma, ele se chamaria Robert Nesta Marley.

O tempo passou e eu continuo ouvindo reggae com o mesmo entusiasmo de outrora, só que meu repertório não se resume mais apenas ao velho Bob. Gosto muito de Peter Tosh, Black Uhuru, Gregory Isaacs (uma espécie de Fábio Jr jamaicano, com seus reggaes de amor), Burning Spear, entre outros. Por muitos anos eu acalentei a idéia de compor um material só de reggae, mas relutei, e por um motivo simples: o medo de cair no ridículo ao entrar numa seara que eu não dominava, pelo menos sob o aspecto da execução. Minha experiência nesse universo era restrita a "Where I Sleep", clássico do Dradful Boys que compus em parceira com Zé. Eu disse "era". Já tenho umas seis músicas prontas, no melhor estilo "conquênco", e estou tomando coragem para torná-las públicas de alguma forma. "Virou maloqueiro depois de velho?". Pode ser. Mas estou empolgado com essas canções. Eu tenho uma história mal resolvida com o reggae, e chegou a hora de acertar essa conta.

sexta-feira, setembro 10, 2004

A NOVA ONDA

Àquela época uma coisa incomodava Hidário. Seus amigos estudantes de Comunicação, parceiros de tantas sessões na Fundaj e festas na Brotfabrik estavam, estranhamente, mudando os gostos musicais. Nada de "suingue", "balanço", "samba-rock". Jorge Ben? Demodé. Marku Ribas? Fingiam nem conhecer. "Não é aquele rapaz que levou um corno da Carolina Dieckmann?".

Cabreiro que só ele, Hidário resolveu investigar aquele fenômeno. Foi à casa de Décio, colega de turma na UFPE, para, como quem não quer nada, descobrir o que eles iriam ouvir dali em diante. Encontrou o amigo refestelado numa poltrona, ouvindo música. De cara, o som choroso de um pedal steel cortou o ambiente.

- Que porra é essa que tu tá ouvindo, Décio?
- Country music. A próxima onda.
- Como é que é? Aquele som de caipira dos States?
- Isso mesmo. Senta aí para escutar...
- Obrigado, eu consigo escutar de pé. Quem é esse que tá cantando?
- Merle Haggard...
- Merde o quê?
- Haggard. Digitei "country music" no Google, achei o CMT, Country Music Television, e me lembrei que aqui em casa tem essa joça, só que eu sempre passava batido...
- Também, esse tipo de som é uma merda.
- Que nada, velho, é massa. Pesquisei pra caralho na internet e já baixei várias coisas. Sabe o que é esse instrumento que faz "tuééééénnnn"?
- Guitarra havaiana? Tem nas músicas do Lulu Santos. Em "O último romântico" tem...
- Não, porra. Se chama "pedal steel", e o cara toca deitado. É massa.
- Mermão, tu endoidou. Quem disse que essa é a próxima onda?
- Porra, tu não viu Kill Bill?
- Claro que eu vi!
- Sacasse a trilha?
- Claro que saquei!
- Então! Eu tô me antecipando. O que o Tarantino faz vira "in", ou tu não percebeu isso?
- Hmmm, bote fé. Surf Music, Funk...
- Então! A galera também já tá pesquisando na net umas coisas de country music. Regina me mostrou umas músicas de um sujeito chamado Johnny Cash, que ela disse ser o fodão da parada. Morreu faz pouco tempo, esse maluco...
- E é legal o som dele?
- É massa.
- Tem esse instrumento que faz "tuéééééénnnn"?
- Nem reparei.
- Porra, e como é que se dança country?
- Sei lá. Acho que é como aqueles caipiras...
- Já pensasse isso numa festa da Brotfabrik? Vai ser legal...
- E as roupas? Sentisse o style? Chapéu, roupa com babados. Combina certinho com tênis Adidas...
- Rapaz, eu não tinha pensado sob esse aspecto. Tava na hora de ter uma nova onda mesmo.
- Claro. Quem aguenta mais ouvir Jorge Ben?
- Pô, eu tava ouvindo ontem, voltando do Tepan...
- Sai dessa, doido! Eu te empresto o Merle Haggard. Tem um outro que eu baixei aqui chamado...como é o nome desse puto mesmo? Ah, tá aqui: Neil Young.
- Rapaz, eu acho que já ouvi falar desse aí...
- É velhaco, mas dizem que detona.
- Porra, vou querer ouvir. Pensando bem, vou baixar umas músicas. Que legal! Uma nova onda!
- Isso aí! Me disseram inclusive que tem uma banda daqui do Recife que faz umas coisas meio country e tal.
- Aqui no Recife? Tás brincando.
- É sério. A galera achou na net também. Acho que esses caras vão bombar com essa nova onda...
- Porra, vamo tentar descobrir como achar esses malucos. A gente pode ser os primeiros fãs deles. Uma banda que toca esse som não deve ter público nenhum aqui...
- Só uns gatos-pingados.
- Meia dúzia, pra ser mais preciso.



Fãs histéricas se debatem durante o último show do Badminton no Madison Square Garden, NY.
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quarta-feira, setembro 08, 2004

MEET VALDIR

Valdir é um cara legal. Todos os dias quando eu chego ao trabalho ele está lá, guardando minha sala. Sim, pois durante a madrugada algum gatuno poderia pensar em invadí-la para roubar meus preciosos arquivos de clipagem. Poderia. Com Valdir por perto, não há quem se atreva a mexer comigo.

Não, ele não é um vigilante parrudo e armado, e não pensem que eu estou me derretendo em elogios a um macho. Valdir é um morcego. Posso dizer que é o meu morcego de estimação. Recebeu esse nome em "homenagem" a Valdir Papel, o maior chupa-sangue da história do futebol pernambucano, e um dos piores jogadores que eu já tive a agonia de ver, infelizmente, jogando pelo meu time.

Mas voltemos ao Valdir que não joga bola. Ele dorme, todas as noites, numa luminária que fica bem em frente à minha sala. Como chego bem cedo, o andar de cima, onde trabalho, está invarivelmente às escuras. E ele sempre está lá, pendurado de ponta-cabeça, curtindo o final do sono. Quando eu chego, tenho que acender tudo, e aí Valdir vai embora, em vôos rasantes que, freqüentemente, tiram finos da minha cabeça. Mas eu sei que ele não fica com raiva. Quando vai embora, é como se dissesse a mim: "Taí, velhão, ninguém mexeu nas tuas coisas não. Agora eu vou nessa. Até amanhã". Sou muito agradecido a ele por isso.

Há umas duas semanas dei por falta de Valdir. Acendi as luzes e não senti o "ventinho" que ele faz quando passa pela minha cabeça. Durante uns três dias, eu acho, Valdir não deu as caras. Depois voltou, no que está até hoje. Sabe-se lá o que ele resolveu fazer nesses dias de ausência.

Valdir pode ser um bicho sinistro, obscuro, associado às trevas, uma espécie de rato que voa. Mas é um amigão.

segunda-feira, setembro 06, 2004

Um conto rapidinho, escrito agora mesmo.


O SEQÜESTRO

Assim que acabou o jogo entre Brasil e Bolívia, Parreira olhou para Zagallo e comentou:

- Bendita seja a Cicarelli. O senhor viu como o Ronaldo correu hoje? Parecia o moleque da época do Barcelona. Essa menina tem que ser muito bem protegida se a gente quiser ter o Ronaldo em forma para a Copa de 2006...
- "Proteger a Daniella Cicarelli" tem 13 letras - disse o Velho Lobo.
- Não, professor. Tem 26.
- 26 dividido por dois é 13.
- Tá certo...

Enquanto isso, na Argentina.

- Hay que secuestrar la Cica!!! - disse o presidente Nestor Kirchner, em telefonema a Marcelo Bielsa - El Gordo no és mas gordo! Esta jugando bien de nuevo. Hay que matarla!!!
- Si, señor presidente. Hay que hacerlo. Pero...la chica es muy hermosa y...
- No, nada de "pero"! Yo voy hablar com los presidentes de los otros paises que tienem chanzas de ganar la Copa. Hay que hacer algo.


Toca o telefone de Silvio Berlusconi

- Silvio? Acá Kirchner! Has visto lo que hizo el Gordo? Digo, el ex-Gordo?
- Si, catzo! Que catzo!
- Tenemos que raptar la Cica!
- Si, catzo!
- Me voy a hablar com Blair...

Toca o telefone de Tony Blair

- Blaaair?
- Yes, Mr president Bush! I´m all ears..
- No és Bush, pendejo! Habla Kirchner!
- Oh, sorry, Mr Kutner! How´s it going in Angola?
- Carajo! Acá Kirchner, de Argentina!
- Oh, yes. What can I do to help you?
- Has visto lo que hizo el Gordo Ronaldo?
- Yes, for sure. What a bloody bastard, ahn?
- Joder! Tenemos que raptar la Cica! Están de acuerdo?
- Sure. Send her to my house...
- Está bien, pendejo! Me voy a hablar com Schroeder.

Toca o telefone de Gerard Schroeder

- Schroeder?
- Ya.
- Acá Kirchner!
(desliga)
- Hijo de puta! Te gustó llevar dos d´el Gordo en la final de la Copa? Al carajo!!!!

Minutos depois, toca o telefone de Nestor Kirchner.

- Hello?
- Si?
- Is it the president of Argentina?
- Si, quien habla?
- Bush. How ya doin´?
- Oh, presidente Bush. Creo que puedes ayudarnos. Hay que secuestrar La Cica si deseamos que Brasil no gane la Copa de 2006...
- Oh yeah, damn right! I´ll take care of that...

No mesmo dia, Bush fez pronunciamento em rede nacional. Eis o conteúdo do discurso.

"Recebemos informações do Serviço Secreto Britânico de que há armas de destruição em massa no Brasil. Por isso, o presidente Lula tem 24 horas para nos entregar a Daniela Cicarelli. Caso contrário, seremos forçados a invadir o país".

sexta-feira, setembro 03, 2004

O Putin Safado do presidente da Rússia acabou, mais um vez, mentindo. Disse que não iria invadir a escola, que a prioridade era "salvar vidas" e tal. E o que fez? Invadiu. O boné tá do tamanho de Moscou: morreu gente pra dedéu, crianças e o escambau. Igualzinho ao que ele fez naquela outra parada do teatro. Tacou gás e colocou todo mundo pra dormir (para sempre). Essa história dele de não negociar com Chechenos só faz arrombar quem fica no meio.

STILL IN THE 80´S

"She drives me crazy", do Fine Young Cannibals, e "Wishing Well", de Terence Trent D´Arby, são duas músicas do caralho, puta que o pariu!
Acabei de ler no jornal que o Tom Capone morreu num acidente de moto, após sair da cerimônia de entrega do Grammy (para onde foi pelo seu trabalho com Maria Irrita). Grande perda. Era o cara que tirava alguns dos melhores sons de guitarra no Brasil, vide os discos que produziu para o DFC, Little Quail, etc. Tudo bem que atualmente, como diretor artístico da Warner, estava produzindo lixos como Detonautas. Mas por uma boa grana eu gravaria até o LS Jack...

quinta-feira, setembro 02, 2004

TROCADALHOS DO CARILHO

Ao ouvir essa belíssima canção, lembrei da edificante discussão sobre os nomes, travada há mais ou menos uns três posts. Chama-se "Joan Jett of Arc", do Clem Snide (bandaça). Estão vendo que nós não somos os únicos tabacudos do mundo?

Sinceramente, não precisa escrever mais nada. Só fazer uma camisa com essa clássica foto.
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O QUE UMA "GOTINHA" NÃO FAZ...

Deu no Uol Esporte:

"Guga perde para o 353º do mundo nos EUA

A irregularidade acabou derrubando Gustavo Kuerten logo na primeira rodada do Aberto dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, com muitos altos e baixos, o brasileiro foi derrotado pelo dinamarquês Kristian Pless por 3 sets a 1, com parciais de 6-4, 3-6, 6-1 e 7-6 (7-4)."

Reza a lenda que, desde Maryeva Gotinha, o cara perdeu o prumo.

A JAIÔ QUERO AMOR, AXÉ BABÁ QUERO AMAR

A nova música da Margareth Menezes faz mais ou menos assim: "Dandalunda Mainanda Coquê". Já a da Daniela Mercury é "Maimbê Dandá". Eis a nova geração de músicas-baianas-com-palavras-nagô-e-iorubá-que-ninguém-entende-muito-menos-quem-canta. Já ouvi essas duas canções por aí, e me lembrei de outros clássicos do gênero. A melhor de todas, sem dúvida, é "A-jaiô, A-jaiô, Axé-babá, Axé-babá", de Luís Caldas. Tem também "Que-que-que-ô", do Asa de Águia, "Minha Inha", do Chiclete com Banana, e todas as músicas de Carlinhos Brown da fase pré-fama.

Eu tento entender porque raios os baianos compõem essas músicas que ninguém compreende. Ou será que só eles entedem o significado de um "A-jaiô"? Vai ver é isso mesmo. Pode ser um dialeto deles, e "A-jaiô" significa "Olha só como a gente ganha dinheiro fácil às custas desses manés".

Sei não. Bom, de qualquer forma vou colocar mais tarde para vocês (assim que encontrar, claro), um conto que eu fiz já há um tempo (Jorge Amado ainda era vivo, e ele aparece na parada) chamado "Baianos". É mais ou menos sobre isso.


PS.: no exato momento em que escrevo, uma coisa me chama atenção. Estou ouvindo um dos trocentos discos ao vivo do Pearl Jam e, durante o solo de Alive, o Mike McCready tirou uma onda engraçada: sapecou o comecinho do último solo de "War Pigs". Ficou legal, casou direitinho com a música.

quarta-feira, setembro 01, 2004


COISAS QUE APARENTEMENTE NÃO EXISTEM, MAS QUE SE VOCÊ OLHAR NOS LIVROS DE FOLCLORE VAI VER QUE EXISTEM, SIM (Parte 4) - LOBISOMEM. Você conhece a história. Um homem, oitavo filho de uma família de sete mulheres, se transforma em lobo nas noites de lua cheia. Para matá-lo, somente uma bala de prata. E quem quiser encontrá-lo pode, por favor, se dirigir ao Projac.
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MESTRES DO UNIVERSO (PARTE 7) - JECE VALADÃO. Esse é um caso engraçado de pessoa que flutua sobre a tênue linha que separa um grande idiota de um mestre do universo. Jece Valadão era um ator de filmes de gosto duvidoso, onde sempre representava o personagem do machão inveterado, que comia todas e não estava nem aí para o resto. Por muitos anos, Jece levou esse divertido personagem para todos os lugares onde ele ia. Sim, pois o machão de Valadão era caricato e inofensivo, apenas queria transar sem compromisso. Muito diferente dos gangsta-rappers de hoje, que pregam a violência contra as mulheres e se referem a elas simplesmente como "vagabundas". Mas de uma hora para outra nosso herói se cansou do personagem. Hoje é evangélico e prega a palavra de Deus, dizendo que passou anos e anos de sua vida perdido entre mulheres (milhares) e dinheiro. Sem dúvida um mestre, pois poderia facilmente ir para a outra lista do GG.
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