segunda-feira, maio 31, 2004

METADES

Sabe o que eu tava pensando agora? Que a gente tirava onda dizendo que Os Trapalhões eram "metade na terra e metade no céu". Me toquei que a gente pode arriar da mesma forma com os Beatles e com o The Who...

NOVA LINHA GIANNINI

Até que enfim a Giannini se tocou e resolveu reeditar alguns dos instrumentos que comercializava na década de 70. Já rola no site (www.giannini.com.br) e nas revistas especializadas a descrição da nova linha. Entre outras coisas, duas ótimas notícias:

*Giannini Gemini - A imitação da Jazzmaster, mas sem os seletores de timbre que ficam na parte de cima. A ponte também é diferente daquela da Jazz original, e o jack é de Strato, ao contrário do da original, que fica ao lado do corpo.

*Giannini Supersonic - reedição da Jaguar, só que com três captadores ao invés dos dois originais do modelo da Fender. Também tem jack e ponte de Strato.

O que eu não curti foram as mãos, uma mistura de vintage com formas mais modernosas. Das duas uma: ou as fábricas nanicas não podem mais reproduzir as mãos originais por questões de patente, ou eles querem dar um toque "pessoal" à guitarra, já que estão plagiando todas as formas. Acabou ficando meio feioso. Já tinha notado isso na nova linha da Tagima, que tem mãos horríveis...

Bom, mas voltando à Giannini: no site é possível ouvir os sons das guitarras (limpas e distorcidas). Levando em conta a boa fé da Giannini, ou seja, que aqueles sonzinhos sejam mesmo das guitarras em questão, tá tudo "de cima".

Agora...e os preços? Isso ainda não deu pra ver. Só espero que a Giannini não embarque na onda da Fender, que após o estouro do grunge resolveu pipocar os preços de Jaguar, Jazzmaster, Mustang, etc.

EASY LISTENING SKANKING

A maioria das coisas que eu comento aqui são motivadas por momentos engraçados, durante os quais eu penso "caralho, vou escrever sobre isso". Creio que deve acontecer o mesmo com quem tem blogs, ou sei lá...

Bom, mas nesse sábado eu me lembrei de um negócio que deve dar margem a uma boa enquete. Na sua opinião, qual é a maior música de maconheiro de todos os tempos? Não precisa ser exclusivamente do Planet Hemp, nem do Peter Tosh da fase Legalize It, não é o "tema" que importa, e sim a "pegada" da música.

Pra mim, "Sun is Shining", de Bob Marley, é imbatível. Sei lá, quando eu ouço essa música, a única coisa que me vem à mente é a galera da Peixaria, em Olinda. Várias músicas de Mr. Nesta falam da "mardita", mas essa nem precisa: aquele "conquénco-conquénco" é THC puro...

PS.: No quesito "Música temática sobre Ganja", não há nada mais foderoso que "Liberem a Massa", clássico de Mad Chaves.

sexta-feira, maio 28, 2004

AINDA AS LISTAS

Vendo meu DVD do The Who, dia desses, me inspirei para fazer a minha lista dos melhores bateristas da música pop. Keith Moon, claro, é hors concours (é assim que se escreve essa frangagem?). Vamos aos outros:

John Bonham (Led)
Buddy Miles (Band of Gipsies) - além de tocar pra cacete, cantava melhor ainda...
Jerome "Bigfoot" Bailey (Funkadelic)
Carlton Barrett (The Wailers) - Bunny Livingstone também merece menção. Não é baterista, mas participava decisivamente da seção rítmica da banda.
Steve Gorman (Black Crowes) - o baterista mais classudo do rock atual
Jimmy Charmberlin (Smashing Pumpkins)
Dave Grohl (Nirvana)
Dave Lombardo (Slayer)
Igor Cavalera (Sepultura)
Rubens Botelho (Dreadful Boys)

Antes que alguém pergunte "cadê o Neil Peart?", eu devo dizer que aprecio a técnica do rapaz e tenho plena consciência de sua importância e decisiva influência para milhares de bateristas mundo afora. Mas, cá pra nós, é um saco ficar colocando o Neil Peart nas listas de melhor baterista, né? Deixa o cara de fora uma vez na vida, pô...


Os piores bateristas da história.

Leospa (Ultraje) - o Hors Concours (tá certo ou não essa porra?) dos piores. O homem que não toca bumbo.
Lars Ulrich (Metallica) - autor das piores viradas e contratempos da história
Fabrizio Moretti (Strokes)
Marcelo Bonfá (Legião)

quarta-feira, maio 26, 2004

SER LENNY KRAVITZ É...

...ter MUITO dinheiro

...dar banda com MILHARES de MULHERES

...e ter à disposição 4 Vox AC30 com 8 caixas feitas só para ele.

Confiram: www.voxamps.co.uk/downloads/lenny.jpg

PLANTÃO ESPORTIVO (EDIÇÃO DA MANHÃ)

Resumo futebolístico:

São Caetano se fodeu com o Boca na Argentina - RUIM

Santa empatou com o Paulista no Arruda - BOM (se tivesse perdido seria ÓTIMO)

Brasil goleou a Seleção da Catalunha - NÃO INFLÓI EM CONTRIBÓI. QUERO VER É CONTRA A ARGENTINA, DIA 2.

Quanto ao Sport, vai inaugurar um novo esquema tático: o 9-1. São nove jogadores de linha dentro do campo de defesa e um atacante...no meio de campo. Eita retranca da miséra...

terça-feira, maio 25, 2004

HEADBANGER´S BALL AND A TOP TEN LIST

Segundo Nick Hornby, um dos mais divertidos hábitos da humanidade é fazer listas. Vez por outra eu me pego pensando em listas, quase sempre relacionadas a música e a futebol. Tipo: "as melhores músicas com California no título", ou "os cinco melhores gols de falta de todos os tempos", baboseiras desse tipo.

Resolvi então fazer para vocês uma lista inédita: as dez melhores músicas de metal de todos os tempos. Eis a minha aí embaixo. Sintam-se à vontade para fazer as de vocês.

WAR PIGS - Black Sabbath
HALLOWED BE THY NAME - Iron Maiden
RAINING BLOOD - Slayer
HOLY WARS - Megadeth
HIT THE LIGHTS - Metallica
DISCIPLES OF THE WATCH - Testament
IRON MAN - Black Sabbath
MOUTH FOR WAR - Pantera
ACE OF SPADES - Motorhead
REVOLUCIÓN - Brujeria

segunda-feira, maio 24, 2004

LULU E A STRATOCASTER

Revista da MTV - não sei o número, é a que tem a Penélope na capa - traz uma matéria sobre os 50 anos da Strato. Pela primeira vez eu vi uma matéria bacana sobre instrumentos, e numa revista não destinada exclusivamente a músicos.

O carinha que escreveu conseguiu ser didático sem ser rasteiro, e informou sem entrar no gueto tecnóide dos guitarristas. Pontuou a matéria com vários depoimentos de usuários famosos da Strato, como Hendrix, Eric Clapton, Scandurra, entre outros.

Mas a coisa mais engraçada dessa matéria acabou sendo o depoimento do Lulu Santos. Disse o mané que "ela me esperou nascer (1953) para vir ao mundo (1954)". Puta que o pariu, Lulu! Que pretensão do cacete!

É, o ego do Luiz Maurício é realmente inflado. Mas eu sempre dou um desconto a ele, pois sei que o cara tem muito bom gosto no que tange às guitarras. Em sua "coleçãozinha" estão modelos vintage de Strato, Tele, Les Paul, entre outras.

Outra coisa interessante de se notar é que o Lulu Santos atravessou os anos 80 sem se render a aberrações como Jackson, Charvel, Kramer e Ibanez.

A curtição do cara agora, pelo que vi em fotos recentes de shows, é usar as "guitarras alternativas" da Fender. No fatídico dia em que brigou no ar com Faustão ele estava com uma belíssima Jaguar azul-piscina. E numa edição recente da Caras - sim, eu leio Caras - o cara apareceu com uma Jazzmaster rubro-negra sensacional.

Por isso, quando vocês tiverem vontade de amaldiçoá-lo por ter composto "já não tenho dedos pra contar...", "me dá um beijo então", entre outras pérolas, lembrem-se que que ali se esconde um cara que gosta de bons instrumentos. E que Leo Fender, no longínquo ano de 1954, recebeu via Western Union um comunidado de que tinha nascido um ano antes, no Brasil, o bebê que seria a senha para o início da produção da Stratocaster....

O REI DA PORRADA

Se tem um livro que deve ser classificado como "imperdível" é o que o mestre ninja Ike Turner acabou de lançar. Chama-se "Takin´back my name: the confessions of Ike Turner", título que recebeu a ridícula tradução de "Tina Turner: a verdadeira história que nunca foi contada".

Dá pra imaginar o monte de podreira que vai estar à disposição dos leitores. Pelo que li em alguns jornais e revistas, Ike não poupa qualquer detalhe das safadezas de sua carreira, e se refere sempre de forma jocosa à ex-mulher Tina. Diz que encontrou-a morando numa garagem e que, por pena, resolveu levá-la para morar com ele. E vai mais além: notório boêmio e praticante de orgias, diz que Tina - o par de pernas mais desejado da música pop nos anos 70 e 80 - nunca foi uma Brastemp na cama. E, claro, há relatos detalhados das zilhões de surras que ele deu na ex-mulher.

Ike Turner se proclama o Pai do Rock´n´roll, e com certa razão. Em 1951 ele entrou no estúdio da Sun Records (bem antes de Elvis) e gravou uma canção chamada "Rocket 88", provavelmente a primeira a ter o formato que consagraria o próprio Elvis, Chuck Berry e outros. Depois disso fez história principalmente pelos estados racistas do sul dos EUA (ele é nativo do Mississipi), até conhecer Tina. O resto é a história que todo mundo conhece, e que termina - pelo menos até o presente momento - com um Ike quebrado de tanto cheirar pó e se meter em confusão.

Esqueça Tina um pouco e preste atenção no mestre Ike. Você vai ter uma bela aula de como tirar som de uma Fender Stratocaster, e de como conduzir uma banda, seja ao vivo ou no estúdio.

sexta-feira, maio 21, 2004

Hoje eu vi as novas fotos das torturas que os americanos conduziram (e provalvemente devem continuar conduzindo, só que agora "nas internas") no Iraque. Eu sei, não tem nada a ver com música, mas é uma tremenda fuleiragem. Portanto tá dentro da proposta da revista.

Quem tiver estômago, pode ir lá no Washington Post (www.washingtonpost.com) e ver as fotos. Não, não se assustem com a palavra "estômago". Vocês não vão ver cabeças decepadas, tripas expostas e outras coisas que dariam belas letras do Carcass ou do Slayer. Sequer aparece sangue nas fotos, mas é tudo tão estupidamente brutal e degradante que você se sente mal. Vá por mim.

É assustador ver uma soldado (não a feiosa Lynndie England, a da coleira, mas uma nova um pouquinho mais feminina e bonita) posando sorridente ao lado de um cadáver de um iraquiano que, dizem os próprios soldados, chegou vivo à prisão. Sabe Deus o que a menina em questão (Sabrina Harmon é o nome dela) fez com o probe diabo.

O mesmo cadáver serve de bibelô para que o sargento Charles Graner - que engravidou Lynndie England - faça o "thumbs up" para a câmera. Em outra foto, Graner está esmurrando de forma selvagem um bando de iraquianos AMARRADOS e DEITADOS no corredor da prisão. Realmente, trata-se de um CABRA MACHO, não por bater em homens raquíticos e inofensivos, mas por comer a Lynndie England. Vai ter culhão assim na casa de cacete...

quinta-feira, maio 20, 2004

O OUTRO MAX

Rapaz, eu descobri que um dos contínuos aqui do trabalho se chama Max de Castro (é sério, tá na identidade do cara). E que ele é apenas um dia mais velho do que eu. Portanto, no dia que eu disser que levei um lero com o Max de Castro, ou até que eu pedi para ele pagar uma conta de luz pra mim, não pensem que eu pirei.

Esse Max de Castro é gente boa. O outro - que tem cabelo rastafári grisalho (!!!) e uma SG com três captadores que é fodaça - eu não conheço, mas ser um "artista reunido" lhe dá uma inalienável credencial de otário.

Sendo assim, gostaria muito que esses Maxs trocassem de lugar. Que o nosso, rapaz humilde da periferia, fosse ganhar muita grana às custas dos bestas que ouvem os "artistas reunidos". E que o rasta viesse ralar aqui na máquina de xerox. Eu o mandaria, com muito prazer, gramar nas filas dos bancos todos os dias.

quarta-feira, maio 19, 2004

Uma pergunta:
Que artista ou banda você tatuaria em seu corpo? Não digo foto, mas qualquer símbolo relativo a ele(a).
Eu tatuaria "RAMONES".

SLAAAAAAAAAYYYYYYEEEERRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Virei fã do Slayer. Pirei mesmo, estou procurando os discos para fazer minha coleção. Eu conhecia uma e outra música, mas nunca tinha prestado muita atenção na banda. Na época em que eu só escutava metal, minhas bandas favoritas eram Metallica, Megadeth e Testament. Bom, mas o que interessa é que eu estou recuperando doze anos de atraso. Peço desculpas a Tom Araya, Jeff Hannemann, Kerry King, Dave Lombardo (o baterista clássico) e Paul Bostaph (o atual) por todo esse tempo perdido.

Essa minha piração pelo Slayer, devo explicar, é culpa de Wilfred Gadelha, um dos maiores fãs da banda que eu conheço. Ele me prestou um grande serviço ao me emprestar seu exemplar do DVD “War at the Warfield”, que mostra um showzaço da banda, além do mais hilariante documentário já feito na música pop. Em “Fans Rule” você vai fazer uma divertida viagem ao universo dos fãs do Slayer. E vai ver que fãs da banda são mais ou menos como torcedores do Sport: impulsivos, abnegados e totalmente devotos ao credo.

Entre os entrevistados também há figuras famosas. Kirk Hammett, com sua bichice peculiar, tenta explicar a diferença entre um fã do Slayer e um fã do Metallica. Les Claypool, do Primus, delira ao dizer que o Slayer é a “âncora do mundo”. Mas a melhor definição vem do careca Scott Ian, guitarrista do Anthrax. “A intensidade do Slayer é algo que não dá para se negar”.

E não dá mesmo. Ao vivo, é pedrada atrás de pedrada, uma explosiva fusão de peso, velocidade e técnica. Só para dar uma palhinha: tem “Raining Blood” (tam-tam-tam), “Angel of Death”, “Bloodline”, “Dead Skin Mask”, entre outras. E como diz um dos malucos do documentário:

“IF YOU DON´T LISTEN TO SLAYER YOU JUST NEED TO FUCKING DIE”


terça-feira, maio 18, 2004

HAIR ROCK

Dia desses eu me peguei fazendo um negócio absurdo. Estava procurando na net por fontes relativas às bandas de Hard Rock dos anos 80. Aquelas mesmo, cujos clipes têm, invariavelmente, imagens dos integrantes na ensolarada Califórnia, dirigindo Cadillacs conversíveis (vermelhos, claro), e devidamente acompanhados de loiras peitudas.

E como a internet é mesmo um antro de doidos, encontrei várias páginas interessantes dedicadas exclusivamente a esse mundo de laquê, calças (apertadinhas) de onça e guitarras Jackson. Lembro que, na época em que comecei a escutar som, esses caras ainda faziam algum sucesso. Inocente que era, eu olhava com certo respeito para bandas como Motley Crue, Poison, Warrant e Winger, até porque eu lia muito a Rock Brigade, e esses caras eram tidos como "metal". Vai entender...

O fato é que nenhum estilo musical produziu figuras tão patéticas como o Hard Rock dos anos 80. De Sebastian Bach a Bret Michaels, passando por Dee Snider e Nikki Sixx, todos tinham em comum a falta de talento e a - tão persistente quando inatingível - intenção de soar igual ao Kiss.

Os nomes das bandas, então, eram de fazer bolar no chão de rir. Ou você, em alguma outra época que não os anos 80, chamaria seu grupo de "Veneno"? Que tal "Cobra Branca"? Ou "Irmã Malvada"? Cruuuzes...

Mas mesmo com as bandas sendo ruins de doer (veja um show do Poison e vai entender), esses carinhas ainda conseguiram perpetrar divertidas canções sobre o universo "California-garotas peitudas-dinheiro-carrões-birita", e algumas das baladas mais tocadas nas FMs desde sempre. Muitos dos caras dessas bandas pegaram pesado na herô e quase passaram pro andar de cima. Foi o caso do próprio Nikki Sixx (duas overdoses) e CC Deville (guitarrista do Poison, que quase bateu as botas antes de um show, e depois dessa foi substituído pelo virtuose Ritchie Kotzen). Maletices à parte, ao menos Deville merece um crédito: o de ter composto o sensacional riff de "Unskinny Bop".

Sim, eu gravei um disquinho com algumas dessas pérolas. Quando for rolar alguma festinha (preferencialmente de dia, à beira de alguma piscina), podem me pedir para levá-lo. Eis o que vocês vai ouvir:

"Unskinny Bop" (Poison)
"Come On Feel the Noise" (cover do Slade, tocado pelo Twisted Sister)
"Shout at the Devil" (Motley Crue)
"Love Bites" (Whitesnake)
"Miles Away" (Winger)
Além de "clássicos" de "bandas" como Bang Tango, Trixter, Tesla, Cinderella e Damn Yankees.

Como diria Vince Neil:
"GIRLS! GIRLS! GIRLS!"






segunda-feira, maio 17, 2004

editorial

GG DE VOLTA!!!

Alô todos. Demorou, mas chegou. O GUITAR GRINDER agora está mais moderno, com design gráfico elaborado pelo Tuscaloosa Institute of Web Design, de Oklahoma. Processamos o Difficultjournal, que hospedava a antiga versão, simplesmente por não permitir que lêssemos apropriadamente os comments dos nossos inúmeros leitores. Agora, com o blogsport, seus problemas acabaram. Esperem as novas fuleiragens, já a partir de amanhã.

Grande abraço

Felipe Vieira
Editor-in-chief
Guitar Grinder Magazine