terça-feira, abril 18, 2006

SHOOTING STAR


Quando eu tinha lá meus 12, 13 anos, por aí, morria de vontade de ter um All Star. Àquela época, quando não era sinônimo de descolamento indie, a cria mais famosa da Converse era meio carinha para os padrões lá de Jardim Atlântico e assim sendo eu vivi o resto da minha adolescência e início da fase adulta na saudade. Durante muitos anos eu esqueci que o dito cujo existia, pois me afeiçoei, digamos assim, a outro tipo de calçado: aqueles que misturam tênis e bota, os tais sapatos de trilha. Acho que combinam bem com a minha personalidade 4 x 4.

Mas o mundo dá voltas e quando eu tinha dito a mim mesmo que jamais poria os pés num All Star - pois me julgava velho demais para isso e, confesso, com uma ponta de medo de incorporar uma peça paradigmática do vestuário indie - eis que eu ganho de presente um par do dito cujo. A responsável pelo regalo - minha digníssima - deixou claro que eu sou do tipo que ainda "pode" usar All Star por ter, segundo ela, despojamento na medida certa.

Noooofa!!!!!

segunda-feira, abril 10, 2006

AND THE OSCAR GOES TO...



Incrível mesmo é arrumar tempo para vir aqui ao GG. Nunca pensei que o negócio pudesse ser dessa forma. Mas a entrevista de Suzane Richtofen que vi hoje no Bom Dia Brasil (passou mesmo ontem no Fantástico, mas é que àquela hora eu estava vocês bem sabem onde) é merecedora de dez minutinhos de folga para um breve texto. Sinceramente eu nunca vi uma pessoa fingir tão mal quanto a garota que tramou a morte dos pais. É patética a tentativa de Suzane de soar arrependida e coitadinha. A farsa é claramente perceptível para qualquer pessoa de bom senso e ganhou uma prova documental quando a equipe da Globo flagrou um papo da moçoila com seu advogado (mostrado na foto acima) antes do início da entrevista. Na cena, Suzane é orientada a chorar e se fazer de vítima, no que diz "chorar eu acho que não vou conseguir". Depois é que o advogado sapeca o período descrito acima, no que Suzane dá um pulo , começa a gritar de felicidade e corre para abraçar uma amiga. Se alguém ainda tinha dúvidas que a garota iria ganhar uma pena bem gordinha, acho que agora não tem mais...

quinta-feira, abril 06, 2006

CHANGING PLACES

Rapaziada, estou de mudança. Vai ser difícil aparecer por aqui, pelo menos por algum tempo. Surgiu um desafio profissional que não é nada careta, e papai vai ter que mergulhar valendo nesse negócio. É mais ou menos isso. Boa sorte para mim. E abraços em todos.

sexta-feira, março 31, 2006

TREINO COM BOLAS



A notícia mais "comentável" de ontem foi, sem dúvida, o fato de Parreira ter liberado o sexo para os jogadores na época da Copa. Ou seja, a rapaziada não vai poder usar a desculpa de que estava "nervosa" e "necessitada" se entrar pelo cano no mundial. Se bem que, agora eu me lembrei, Felipão proibiu terminantemente a boleirada de molhar o biscoito durante a Copa de 2002...e o Brasil foi campeão. Será que a abstinência sexual foi a principal causa daquele mundial fenomenal que Ronaldo fez? Sim, pois quando camarada está nas suas eternas raparigagens fica meio mofino, não faz gols, etc. Vai ver é isso. Então, nesse caso a gente corre o sério risco de se lascar na Alemanha, pois a energia dos nossos boleiros periga ser sugada (ops!) por outros meios. Se bem que o nosso principal atleta é o Ronaldinho Gaúcho e, em que pese a gorda conta bancária do rapaz, existe mulher no mundo a fim de dar pra ele?

quinta-feira, março 30, 2006

GROUND CONTROL TO MAJOR PONTES


A cobertura televisiva da viagem do primeiro brasileiro ao espaço foi engraçadíssima. Apenas três canais - Globo, Cultura e Band - deram bola à trip de Marcos Pontes todos à sua peculiaríssima maneira. A Vênus não estava nem aí: preferiu dividir a telinha entre a missão espacial e um modorrento Santa Cruz x Central. A Cultura preferiu mostrar por cacetadas de minutos a imagem do foguete - parado - enquanto os narradores não sabiam nem mais o que falar para "descrever" a intensa movimentação que se desenrolava na tela.
Mas o melhor momento ficou para a Band. Numa repentina virada editorial, o Programa do Leão passou a transmitir non-stop os preparativos para o embarque, inclusive com um link ao vivo para os familiares de Pontes. Quando o foguete subiu, o sensacional Gilberto Barros desandou a gritar, no melhor estilo galvanístico: "É o Brasil! É o Brasil! Brasil no espaço! Conseguimos!", para depois engatar um novelesco "Pontes é a prova de que os sonhos se realizam. Nunca desistam dos seus sonhos, minha gente!".
Ora, tecnicamente é uma história e tanto o fato de um brasileiro ir ao espaço, principalmente na companhia de astronautas dos dois países mais tarimbados no assunto: Estados Unidos e Rússia. Isso não se discute. O problema é quando a coisa é encarada ou com total indiferença, isso por conta de ignorância mesmo, ou com deslavado sensacionalismo patriótico. Esse último caso é até mais alarmante: toma-se como símbolo inequívoco de ascensão sócio-cultural do País o fato de um patrício estar lá no rabo do foguete, quando na verdade trata-se de um caso isoladíssimo de esforço pessoal (isso sim, para mim é a grande graça da parada toda). Em suma, eu fiquei feliz, sim, mas muito mais pelo tenente-coronel Pontes que pelo Brasil. É ele, e só ele que está lá em cima a pensar "planet earth is blue and there´s nothing I can do". Pelo Brasil, realmente, está difícil fazer algo...

segunda-feira, março 27, 2006

FOOLISH LOVER´S GAME




Hoje todo mundo acha que o supra-sumo da veadagem cinematográfica é Brokeback Mountain, e sábado eu me dei conta do quão obsoleta está essa turma. Foi quando tive a oportunidade de rever o filme mais absurdamente homossexual de todos os tempos: Top Gay, ops, Top Gun. Na vera, rapaziada: os caubóis iriam C-O-R-A-R ante a boiolagem que se desenrola no filme de Tony Scott e que versa sobre machíssimos pilotos de caça da marinha americana.

A história todo mundo conhece: Pete "Maverick" Mitchell (Tom Cruise) é um piloto talentoso mas ao mesmo tempo confuso e rebelde, sempre insurgindo contra a ordem, refletida em seus comandantes. Mandado à escola que cuida de treinar os "melhores para serem ainda melhores", a tal Top Gun, ele bate de frente com o também piloto Tom "Iceman" Kazanski (Val Kilmer), num conflito onde sobra tensão sexual (encaradas firmes, indiretas, etc). Os mais afoitinhos deduzem que Maverick está confuso com relação à própria sexualidade e que por isso é tão chucro. Para mim isso não significa muita coisa. O que eu acho mais engraçado é a imagem essencialmente gay que o diretor tenta passar em várias cenas, como naquela célebre onde Maverick e Goose (seu parceiro) estão jogando vôlei de praia contra Iceman e Slider (parceiro deste). É um desfile de corpos suados e de explícita "amostração", tudo embalado ao som de uma música em cujo refrão se ouve "I´ll be playing with the boys".

Também há várias cenas em que a estética homoerótica dá as caras, como na hora do banho (todos de toalhinha na cintura, como o personagem Wanderney, do Casseta & Planeta). Sim, mas aí você me diz: "Pô, o cara pegou a gatinha do filme!". Ainda bem, pois se eu tivesse visto o filme pela primeira vez depois de adulto pensaria sinceramente que ele fosse se esbaldar nos braços de Iceman ao som de "Take My Breath Away".

Como bom xereta eu pesquisei sobre o assunto e me dei conta de que essa aura gay em torno de Top Gun é uma coisa meio mitológica na indústria do cinema. E achei num site ótimas frases em que a galera A-R-R-A-S-A:


Hey man we could of had him! Hey we could of had him man!

I was invaded!

Move your ass get up here! I'm engaged!

Woods been hit! Woods been hit, shit, Woods been hit!

Ok Wood I'm taking the lead

You up for this one Maverick?

No, no, no - there's two O's in Goose boys!

Okay Mav, lets turn and burn! (Essa é ótima...)

We're in his Jet Wash!

He's going vertical, then so am I! (Muito boa também...)

Get your butts above the hard deck. (Uma das melhores...)

I'm not going to sit here and blow sunshine up your ass.

Bullshit ten minutes! This thing will be over in two minutes - get on it!

Hard deck my ass, we nailed that son of a bitch!

Splash that sucker, yeah!

'Goose whose butt did you kiss to get in here?'... 'The list is long but distinguished'

"You can be my wingman anytime".... "Bullshit, you can be mine"

I want somebody's butt, I want it now, I've had it! (Caraca...)

And the killer line:
God it that's twice, I want some BUTTS!!!

sexta-feira, março 24, 2006

TÁ A FIM DE CHORAR?

Então clique no link abaixo e veja quanto do seu suado dinheirinho se esvai em impostos.

http://www.contribuintecidadao.org.br/olhoImposto/